Arquivo de JORNAL FONTE - Portal Fonte https://portalfonte.com/category/jornal/ Escola de Comunicação da Unisuam Fri, 26 Jun 2026 14:59:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://portalfonte.com/wp-content/uploads/2026/04/favicon-coruja-150x150.gif Arquivo de JORNAL FONTE - Portal Fonte https://portalfonte.com/category/jornal/ 32 32 Transformando vidas: o impacto do Instituto ABBA em Duque de Caxias https://portalfonte.com/transformando-vidas-o-impacto-do-instituto-abba-em-duque-de-caxias/ https://portalfonte.com/transformando-vidas-o-impacto-do-instituto-abba-em-duque-de-caxias/#respond Fri, 26 Jun 2026 14:59:44 +0000 https://portalfonte.com/?p=2481 Organização social acolhe crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e mostra como a articulação entre solidariedade, educação e terceiro setor pode mudar realidades na Baixada Fluminense. Por Victoria Thomaz e Paulo Vitor Alonso Estudantes de Jornalismo Em meio aos desafios sociais enfrentados por milhares de famílias em Duque de Caxias, iniciativas da sociedade civil […]

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Organização social acolhe crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e mostra como a articulação entre solidariedade, educação e terceiro setor pode mudar realidades na Baixada Fluminense.

Por Victoria Thomaz e Paulo Vitor Alonso Estudantes de Jornalismo

Em meio aos desafios sociais enfrentados por milhares de famílias em Duque de Caxias, iniciativas da sociedade civil têm desempenhado um papel fundamental na promoção da cidadania e da inclusão. Entre elas está o Instituto ABBA, organização que atua no acolhimento e no desenvolvimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, oferecendo suporte, orientação e oportunidades para a construção de um futuro melhor.

Mais do que um espaço de assistência, o Instituto se tornou uma rede de proteção para jovens que convivem diariamente com dificuldades econômicas, sociais e emocionais. Por meio de ações voltadas ao cuidado, à educação e ao fortalecimento de vínculos, a instituição busca proporcionar novas perspectivas para aqueles que muitas vezes se encontram à margem das políticas públicas tradicionais.

Segundo Letícia Braz, coordenadora do Instituto, a organização nasceu da necessidade urgente de atender crianças e adolescentes que precisavam de apoio e acompanhamento em um contexto marcado por diversas vulnerabilidades.

“Desde então, o trabalho desenvolvido tem sido pautado pelo compromisso social e pelo desejo de transformar vidas por meio da acolhida e da atenção às necessidades de cada indivíduo”, destaca a coordenadora.

Acolhimento como ferramenta de transformação

O processo de acolhimento realizado pelo Instituto vai além da assistência imediata. A proposta pedagógica e social é criar um ambiente seguro, onde os jovens possam se desenvolver de forma saudável, fortalecendo sua autoestima e ampliando suas perspectivas de vida e carreira.

Em comunidades onde o acesso a oportunidades muitas vezes é limitado, iniciativas como a do Instituto ABBA contribuem diretamente para reduzir desigualdades e promover a inclusão social. O trabalho realizado pela equipe técnica e pelos voluntários busca oferecer não apenas apoio material, mas também suporte emocional e acompanhamento contínuo.

Para Letícia Braz, cada pessoa atendida representa uma história única e um potencial que merece ser desenvolvido. Ao longo dos anos, diversas trajetórias de superação demonstraram a importância do trabalho realizado pela organização e reforçaram a necessidade de manter e ampliar as ações desenvolvidas.

Corrida Comunitária. Foto: Instituto Abba

Desafios permanentes e o papel da comunidade

Assim como outras organizações do terceiro setor, o Instituto ABBA enfrenta desafios constantes para manter suas atividades acadêmicas e assistenciais em pleno funcionamento. A sustentabilidade financeira é uma das principais preocupações, já que a instituição depende de doações, parcerias e do engajamento da comunidade local para continuar oferecendo seus serviços gratuitamente.

Além da captação de recursos, a ONG também lida diariamente com demandas crescentes e com a necessidade de ampliar sua capacidade de atendimento. Ainda assim, o compromisso dos voluntários e colaboradores tem sido o pilar fundamental para garantir a continuidade dos projetos.

O papel das ONGs na construção de futuros

No cenário contemporâneo, as organizações não governamentais desempenham uma função social estratégica na pesquisa empírica, na promoção de oportunidades e no fortalecimento das comunidades. Ao atuar diretamente junto à população mais vulnerável, essas instituições conseguem identificar demandas específicas e desenvolver tecnologias sociais voltadas para a transformação real.

Para a coordenação do Instituto, o trabalho realizado pelas ONGs representa uma possibilidade concreta de reconstrução de trajetórias e de criação de novos horizontes para crianças e adolescentes que enfrentam situações adversas. A motivação para seguir atuando está justamente nos resultados observados ao longo do tempo: cada conquista alcançada pelos jovens atendidos reforça a importância da missão desenvolvida pela instituição.

Um convite à solidariedade e à extensão universitária

Mais do que apresentar o trabalho de uma organização social, a história do Instituto ABBA convida a comunidade acadêmica — estudantes, professores e pesquisadores — à reflexão sobre a responsabilidade coletiva na construção de uma sociedade mais justa. O espaço também se consolida como um campo fértil para o desenvolvimento de projetos de extensão universitária, estágios e ações voluntárias multidisciplinares.

Ao abrir suas portas para acolher quem mais precisa, o Instituto ABBA reafirma diariamente que transformar vidas é possível quando existe disposição para cuidar, ouvir e, acima de tudo, acreditar no potencial humano.

Como ajudar?

Para conhecer mais sobre os projetos, se voluntariar ou realizar doações, entre em contato com o Instituto ABBA através de suas redes sociais oficiais, do whatsapp: (21) 97342-6796 ou visite a sede da instituição em Duque de Caxias: Rua Lauro Sodré, Lt 21, Duque de Caxias, RJ — 25040-060

Imagem destaque: Victoria Thomaz

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Recuperação desigual: praias da Zona Sul avançam, mas Ilha do Governador ainda espera por melhorias https://portalfonte.com/recuperacao-desigual-praias-da-zona-sul-avancam-mas-ilha-do-governador-ainda-espera-por-melhorias/ https://portalfonte.com/recuperacao-desigual-praias-da-zona-sul-avancam-mas-ilha-do-governador-ainda-espera-por-melhorias/#respond Fri, 26 Jun 2026 14:25:17 +0000 https://portalfonte.com/?p=2475 Por Paulo Vitor Alonso Estudante de Jornalismo A melhora na qualidade da água em praias da Zona Sul do Rio de Janeiro reacendeu o debate sobre a recuperação ambiental da Baía de Guanabara. Enquanto locais que por décadas sofreram com a poluição começam a apresentar avanços, moradores da Ilha do Governador ainda convivem com praias […]

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Por Paulo Vitor Alonso Estudante de Jornalismo

A melhora na qualidade da água em praias da Zona Sul do Rio de Janeiro reacendeu o debate sobre a recuperação ambiental da Baía de Guanabara. Enquanto locais que por décadas sofreram com a poluição começam a apresentar avanços, moradores da Ilha do Governador ainda convivem com praias consideradas impróprias para banho e questionam quando a mesma transformação chegará à região.

A Ilha do Governador possui uma forte ligação histórica com o mar. Durante boa parte do século passado, praias como a da Bica eram frequentadas por moradores e visitantes que buscavam lazer, esportes e contato com a natureza. No entanto, uma série de impactos ambientais contribuiu para a degradação da qualidade da água ao longo dos anos.

Praia da bica na ilha do governador Foto: Paulo Vitor Alonso

Entre os episódios mais marcantes está o vazamento de aproximadamente 20 mil toneladas de óleo do petroleiro iraquiano Tarak Ibn Ziyad, em 1975. Anos depois, em 2000, a Baía de Guanabara foi palco de outro desastre ambiental de grandes proporções, quando cerca de 1,3 milhão de litros de óleo vazaram de um duto que ligava a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) ao Terminal da Ilha d’Água. O acidente afetou significativamente a fauna marinha e agravou os problemas ambientais da região.

Apesar da situação das praias, muitos moradores continuam utilizando a orla como espaço de convivência e lazer. Em entrevista à reportagem, a moradora Magali Roseno afirmou que a população se acostumou à realidade local e não deixa de frequentar a região por conta dos problemas de balneabilidade.

Segundo ela, a condição da água tem pouco impacto na rotina de parte dos frequentadores:

“Se não peguei nada até hoje, não é agora que vou pegar”, relatou, ao comentar a percepção de muitos moradores sobre os riscos de entrar no mar.

Pessoas aproveitando a orla da praia da bica Foto: Paulo Vitor Alonso

Mais do que um local destinado ao banho, a orla passou a desempenhar outras funções ao longo dos anos. A entrevistada destaca que a expansão dos quiosques, bares e atividades esportivas transformou a relação da população com as praias da Ilha.

“Atualmente, as pessoas deixaram de pensar só no banho e passaram a incluir a praia na vida esportiva”, afirmou.

Modalidades como beach tennis, futevôlei, vôlei de praia e treinos funcionais atraem diariamente moradores para a orla. Mesmo sem condições ideais para o banho, a Praia da Bica continua sendo um dos principais pontos de encontro da região, reunindo praticantes de esportes, frequentadores de bares e restaurantes e famílias em busca de lazer ao ar livre.

A movimentação constante demonstra que a população mantém uma forte relação com o espaço, mas também reforça a necessidade de investimentos voltados para a recuperação ambiental das praias. Para moradores e frequentadores, a revitalização da orla não representaria apenas uma melhoria na qualidade da água, mas também um ganho para o turismo, o lazer e a qualidade de vida na Ilha do Governador.

Estacionamento dos restaurantes na praia da bica Foto: Paulo Vitor Alonso

Enquanto a recuperação de algumas praias cariocas é celebrada, a expectativa dos moradores da Ilha permanece a mesma: que a região também receba a atenção necessária para que suas praias voltem a ser um patrimônio ambiental plenamente aproveitado pela população.

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Regras da FIFA limitam uso de símbolos da Copa 2026 em campanhas publicitárias https://portalfonte.com/regras-da-fifa-limitam-uso-de-simbolos-da-copa-2026-em-campanhas-publicitarias/ https://portalfonte.com/regras-da-fifa-limitam-uso-de-simbolos-da-copa-2026-em-campanhas-publicitarias/#comments Wed, 24 Jun 2026 17:07:06 +0000 https://portalfonte.com/?p=2348 Diretrizes de propriedade intelectual restringem o uso comercial de marcas, imagens e expressões ligadas ao torneio por empresas não patrocinadora. Por Júlia Rangel Estudante de Publicidade e Propaganda Quando a Copa do Mundo de 2026 ainda era apenas expectativa, grandes marcas já haviam começado a produzir conteúdos relacionados ao torneio. O movimento mostra que, para o […]

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Diretrizes de propriedade intelectual restringem o uso comercial de marcas, imagens e expressões ligadas ao torneio por empresas não patrocinadora.

Por Júlia Rangel Estudante de Publicidade e Propaganda

Quando a Copa do Mundo de 2026 ainda era apenas expectativa, grandes marcas já haviam começado a produzir conteúdos relacionados ao torneio. O movimento mostra que, para o mercado da comunicação, a Copa começa muito antes do apito inicial. Mas junto com a oportunidade surge uma dúvida comum entre empresas, criadores de conteúdo e profissionais da área: até onde é possível usar referências ao evento sem infringir as regras da FIFA?

As Diretrizes de Propriedade Intelectual da entidade estabelecem limites claros para o uso de símbolos, nomes e elementos visuais da competição. Ignorar essas regras pode gerar notificações e até disputas judiciais. Para quem trabalha com comunicação, entender esses limites é tão importante quanto desenvolver uma campanha criativa.

Porque essas regras existem?

Os patrocinadores oficiais investem milhões para associar suas marcas ao torneio. Em troca, recebem direitos exclusivos de uso de diversos ativos ligados à competição. É justamente essa exclusividade que a FIFA busca proteger por meio das regras de propriedade intelectual. Nesse contexto surge o chamado marketing de emboscada, prática em que empresas tentam se associar a um evento sem possuir autorização oficial. O objetivo é aproveitar a visibilidade gerada pela competição sem arcar com os custos de patrocínio. Por isso, apenas empresas e organizações autorizadas pela FIFA podem utilizar oficialmente determinados elementos da Copa em ações comerciais.

Uso pessoal e uso comercial: a diferença que muda tudo

Para torcedores e usuários comuns das redes sociais, as regras costumam ser mais flexíveis. Compartilhar conteúdos sobre os jogos, utilizar hashtags relacionadas ao torneio e comentar as partidas em perfis pessoais geralmente não representa problema, desde que não exista finalidade comercial. A situação muda quando há interesse de promoção de marca, venda de produtos ou prestação de serviços. Empreendedores, social medias, designers, influenciadores e empresas precisam ter atenção redobrada. Utilizar elementos protegidos pela FIFA em anúncios, campanhas, promoções ou conteúdos patrocinados pode caracterizar infração, mesmo quando a intenção é apenas aproveitar o clima do evento.

O que não pode ser usado por marcas não autorizadas

Ativos visuais e termos protegidos
Entre os elementos protegidos estão o emblema oficial da competição, os logotipos das cidades-sede, a imagem do troféu, o mascote, o pôster oficial e a tipografia desenvolvida exclusivamente para o torneio. Também existem restrições relacionadas a expressões e denominações oficiais da competição. Pequenas adaptações ou alterações nesses elementos não garantem que seu uso seja permitido. Se a comunicação gerar associação indevida com a Copa ou sugerir vínculo oficial, ainda pode haver infração.

Em promoções e ações de marketing
Sorteios de ingressos sem autorização, campanhas que sugiram patrocínio oficial inexistente e promoções que utilizem elementos protegidos da competição estão entre as práticas que podem gerar notificações ou sanções. A regra geral é simples: se a ação comercial cria a impressão de que existe uma relação oficial com a Copa do Mundo sem autorização da FIFA, há risco de infração.

Quando até os grandes erraram

Casos de marketing de emboscada já marcaram diferentes edições da Copa do Mundo e ajudam a entender por que a FIFA adota uma postura rígida em relação ao tema.

Casos que marcaram a discussão sobre marketing de emboscada
O marketing de emboscada não é um fenômeno recente. Ao longo da história das Copas do Mundo, diversas marcas encontraram formas de se associar ao evento sem possuir patrocínio oficial, o que ajudou a intensificar o debate sobre exclusividade comercial e proteção de marcas.

Na Copa do Mundo de 1994, a Brahma protagonizou um dos casos mais conhecidos de marketing de emboscada no Brasil. Na época, a marca utilizava o slogan “Número 1” e patrocinava diversos jogadores da seleção brasileira, entre eles Romário, Bebeto, Raí, Zinho, Jorginho e Ronaldo. Após a conquista do tetracampeonato, vários atletas apareceram comemorando com o dedo indicador levantado, gesto associado à campanha da cervejaria. Embora não fosse patrocinadora oficial da seleção brasileira, a Brahma conseguiu vincular sua imagem a um dos momentos mais marcantes da história do futebol nacional. O episódio se tornou um dos exemplos mais conhecidos de marketing de emboscada no país e passou a ser frequentemente citado em discussões sobre exclusividade comercial e direitos de patrocínio em grandes eventos esportivos.

Embora algumas ações de marketing de emboscada sejam lembradas pela criatividade e pela repercussão alcançada, a estratégia também envolve riscos. De acordo com artigo publicado no JusBrasil, campanhas desse tipo podem gerar questionamentos relacionados à concorrência desleal e ao uso indevido de marcas protegidas, dependendo da forma como são executadas. O texto destaca que o limite entre uma ação criativa e uma associação indevida pode ser bastante sutil, exigindo cautela de empresas que desejam aproveitar a visibilidade de grandes eventos esportivos.

O que é Permitido?


Apesar das restrições, empresas não precisam ficar completamente afastadas do assunto. A FIFA permite que marcas trabalhem temas relacionados ao universo do futebol de forma genérica, sem utilizar elementos protegidos da competição. Expressões como “torcida”, “dia de jogo”, “golaço”, “futebol” e referências às seleções nacionais podem ser utilizadas, desde que não sugiram vínculo oficial com o torneio.

Na prática, diferentes segmentos podem adaptar a temática ao seu contexto:
Restaurantes e bares podem criar cardápios inspirados no clima das partidas e decorar seus espaços com bandeiras dos países participantes.

Academias e estúdios podem desenvolver campanhas relacionadas ao esporte, desempenho físico e superação. Até mesmo aulas temáticas.

Lojas de roupas podem apostar em coleções inspiradas nas cores das seleções e no universo do futebol.

Clínicas e consultórios podem produzir conteúdos sobre saúde, alimentação e hábitos durante os dias de jogos.

Mais do que uma questão jurídica

A Copa do Mundo de 2026 deve movimentar campanhas, conteúdos e estratégias de comunicação em todo o mundo. Para profissionais da área, compreender as regras que envolvem propriedade intelectual é uma forma de atuar com mais segurança e responsabilidade.

Em um cenário em que marcas disputam atenção em tempo real, conhecer os limites entre participação e associação indevida ao evento se tornou parte do trabalho de quem atua com comunicação. Mais do que evitar problemas jurídicos, compreender essas regras ajuda profissionais e empresas a desenvolver estratégias criativas sem ultrapassar os direitos protegidos pela FIFA.

Antes de publicar campanhas relacionadas a grandes eventos esportivos, o ideal é verificar as diretrizes oficiais e avaliar se a comunicação pode gerar associação indevida com a competição.

Imagem destaque: reprodução Instagram/Meta CBF(@brasil)

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Cultura e Direitos Humanos: Icict/Fiocruz inaugura Galeria aCéu Aberto com mostra de João Roberto Ripper https://portalfonte.com/cultura-e-direitos-humanos-icict-fiocruz-inaugura-galeria-aceu-aberto-com-mostra-de-joao-roberto-ripper/ https://portalfonte.com/cultura-e-direitos-humanos-icict-fiocruz-inaugura-galeria-aceu-aberto-com-mostra-de-joao-roberto-ripper/#respond Tue, 23 Jun 2026 18:33:47 +0000 https://portalfonte.com/?p=2291 Por Walber de Jesus – Estudante de Jornalismo O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) deu um importante passo na integração entre arte, saúde e cidadania. Em celebração aos 126 anos da Fiocruz e aos 40 anos do Icict, o instituto inaugurou a Galeria a Céu Aberto, um espaço permanente […]

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Por Walber de Jesus – Estudante de Jornalismo

O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) deu um importante passo na integração entre arte, saúde e cidadania. Em celebração aos 126 anos da Fiocruz e aos 40 anos do Icict, o instituto inaugurou a Galeria a Céu Aberto, um espaço permanente de convivência e exposições localizado no gramado lateral da histórica Biblioteca de Manguinhos. Para marcar a estreia do espaço, foi aberta a exposição “Humanidades”, que reúne 20 fotografias em preto e branco do renomado fotógrafo humanista João Roberto Ripper. Com mais de 50 anos de carreira dedicados à documentação das lutas sociais, Ripper traz em suas lentes o cotidiano e a resistência do povo brasileiro sob a ótica dos direitos humanos.

O evento de inauguração começou na Biblioteca de Manguinhos com um café de boas vindas, seguido por uma mesa institucional que debateu a importância do acervo e do novo espaço. O encontro contou com a presença de diversas autoridades e convidados de destaque no cenário acadêmico e cultural: João Roberto Ripper, o fotógrafo homenageado; Dante Gastaldoni, professor, fotógrafo e curador da exposição; Rodrigo Murtinho, pesquisador e idealizador do projeto (inspirado em galerias urbanas que conheceu em
Montevidéu).

Durante a mesa, foi destacada a relevância de manter a exposição em ambiente aberto, democratizando o acesso à cultura para estudantes, pesquisadores, trabalhadores e visitantes do campus. A atividade contou com acessibilidade em Libras e transmissão ao vivo para quem não pôde comparecer presencialmente. “Espero que as imagens possam atingir o público e fazer com que eles reflitam sobre a realidade que é vivida pela maioria da população brasileira. Uma realidade que tem a deliciosa teimosia de ser feliz, mas que enfrenta uma ausência do Estado” pontuou Ripper durante a cerimônia.

Fotos: Walber de Jesus/Acervo Pessoal

Serviço e Visitação

A exposição “Humanidades” é gratuita e voltada tanto para a comunidade universitária quanto para o público externo. Por estar localizada no gramado do campus, a dinâmica de funcionamento acompanha a circulação do espaço institucional.

Local: Gramado lateral da Biblioteca de Manguinhos. Campus Manguinhos (Av. Brasil, 4365 – Rio de Janeiro). Dias de funcionamento: De segunda a sexta-feira. Horário de visitação: Das 9h às 16h30. Vale destacar que as fotos exibidas fazem parte do Acervo João Roberto Ripper (composto por mais de 180 mil fotogramas em processo de salvaguarda pelo Icict) e também podem ser apreciadas virtualmente por meio da plataforma Fiocruz Imagens

Foto destaque: Walber de Jesus/Acervo Pessoal

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Quando a mulher negra se aproxima do rock: a expectativa por um possível Ato III de Beyoncé https://portalfonte.com/quando-a-mulher-negra-se-aproxima-do-rock-a-expectativa-por-um-possivel-ato-iii-de-beyonce/ https://portalfonte.com/quando-a-mulher-negra-se-aproxima-do-rock-a-expectativa-por-um-possivel-ato-iii-de-beyonce/#respond Tue, 23 Jun 2026 18:33:13 +0000 https://portalfonte.com/?p=2279 Da invisibilização de Rosetta Tharpe ao veto de um álbum de rock de Mariah Carey, trajetória de artistas negras no gênero ajuda a entender o impacto simbólico de uma possível nova fase da cantora Por Vitor Fonseca – Estudante de Jornalismo Desde que Beyoncé passou a estruturar sua carreira recente em atos, cada novo lançamento […]

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Da invisibilização de Rosetta Tharpe ao veto de um álbum de rock de Mariah Carey, trajetória de artistas negras no gênero ajuda a entender o impacto simbólico de uma possível nova fase da cantora

Por Vitor Fonseca – Estudante de Jornalismo

Desde que Beyoncé passou a estruturar sua carreira recente em atos, cada novo lançamento deixou de ser interpretado apenas como um álbum e passou a representar um movimento artístico, cultural e político. Em Renaissance, a cantora revisitou as raízes negras e LGBTQIA+ da música eletrônica. Já em Cowboy Carter, questionou a ideia de que o country seria um território exclusivamente branco.

Agora, a expectativa em torno de um possível Ato III, associado ao rock, abre uma discussão que vai além da sonoridade. A possibilidade coloca em evidência uma história marcada por apagamentos, limites impostos pela indústria musical e pela dificuldade de mulheres negras ocuparem plenamente um gênero que nasceu a partir de referências negras, mas se consolidou como um espaço majoritariamente branco e masculino.

Um gênero criado por artistas negras, mas que as apagou

Apesar de suas origens ligadas ao blues, ao gospel e às tradições musicais negras dos Estados Unidos, o rock passou por um processo de transformação comercial que afastou muitos dos seus criadores originais. Nesse movimento, artistas negros tiveram suas contribuições reduzidas ou invisibilizadas, como aconteceu com Rosetta Tharpe, considerada uma das pioneiras do gênero.

Para as mulheres negras, essa exclusão assumiu uma dimensão ainda maior. Enquanto alguns artistas homens conseguiram ocupar espaços dentro do rock, mesmo enfrentando barreiras, mulheres negras frequentemente foram tratadas como exceções, e não como parte de uma continuidade histórica do gênero.

Tina Turner e o lugar da exceção

Uma das trajetórias mais emblemáticas é a de Tina Turner. Nos anos 1970 e 1980, a artista construiu uma carreira profundamente ligada ao rock, especialmente ao blues rock e ao hard rock, tornando-se uma das maiores performers de sua geração.

Reprodução: Instagram/Meta @tinaturner

No entanto, sua presença no gênero também revelou contradições. Tina foi constantemente associada à ideia de excepcionalidade: uma mulher negra que conquistou espaço em um território visto como distante dela. Ao mesmo tempo em que sua potência artística era celebrada, sua imagem foi marcada pela sexualização e pela exploração de sua performance como produto da indústria.

Mesmo sendo reconhecida como uma das maiores figuras do rock, seu lugar dentro da história do gênero ainda carrega debates sobre pertencimento e reconhecimento.

O álbum de rock de Mariah Carey que nunca chegou ao público

Nos anos 1990, outra situação evidenciou os limites impostos às artistas negras dentro da indústria. Durante o auge de sua carreira, entre os álbuns Daydream e Butterfly, Mariah Carey gravou um projeto de rock alternativo sob o pseudônimo “Chick”.

A proposta apresentava uma versão diferente da artista, com vocais mais agressivos e uma sonoridade distante da imagem de diva pop construída por sua gravadora. O álbum, porém, nunca foi lançado oficialmente.

A decisão partiu da própria indústria, que considerou o projeto incompatível com a identidade comercial de Mariah. O episódio demonstra como artistas negras muitas vezes tiveram suas possibilidades criativas direcionadas para espaços considerados mais seguros pelo mercado, limitando experimentações fora das expectativas criadas para elas.

Uma história de aproximações interrompidas

Outras artistas negras também atravessaram fronteiras entre gêneros e se aproximaram do rock ao longo das décadas. Betty Davis incorporou elementos do funk rock em sua obra, mas enfrentou resistência por sua estética considerada provocativa para a época. O grupo Labelle também explorou referências do glam rock antes de ser direcionado para caminhos mais comerciais.

Mais recentemente, artistas como Rihanna, Willow e Janelle Monáe incorporaram elementos do rock em diferentes momentos de suas carreiras. Porém, essas experiências muitas vezes foram interpretadas como fases ou experimentações, e não como pertencimento definitivo ao gênero.

O padrão se repete: a mulher negra pode se aproximar do rock, mas raramente é reconhecida como alguém que pertence a esse espaço.

O significado de um possível Ato III

É nesse contexto que um possível projeto de Beyoncé ganha uma dimensão simbólica maior. Caso o rock seja o caminho escolhido para o próximo ato de sua carreira, a discussão não estará apenas na estética musical, mas no lugar de onde essa ocupação acontece.

Diferentemente de outras artistas negras que precisaram disputar legitimidade dentro da indústria, Beyoncé construiu uma autonomia artística que permite explorar diferentes territórios sem depender da aprovação de um mercado que historicamente delimitou caminhos para mulheres negras.

Um Ato III ligado ao rock representaria menos uma descoberta e mais uma reivindicação histórica: a reafirmação de que mulheres negras nunca foram visitantes nesse gênero, mas parte fundamental da sua construção.

Enquanto esse possível capítulo ainda não se confirma, a expectativa já revela a dimensão da conversa. Pensar Beyoncé no rock significa revisitar trajetórias como as de Rosetta Tharpe, Tina Turner, Mariah Carey e tantas outras artistas que tiveram suas possibilidades reduzidas ou questionadas. O debate, portanto, não é apenas sobre um novo álbum, mas sobre quem tem o direito de ocupar todos os espaços da música.

Imagem destaque: Reprodução Instagram/Meta @beyonce

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5 álbuns musicais para embalar o Dia dos Namorados https://portalfonte.com/5-albuns-musicais-para-embalar-o-dia-dos-namorados/ https://portalfonte.com/5-albuns-musicais-para-embalar-o-dia-dos-namorados/#respond Fri, 12 Jun 2026 12:21:21 +0000 https://portalfonte.com/?p=1617 Seja para dançar juntinho, recordar momentos especiais ou fazer uma declaração, a música oferece versos para cada tipo de romance e se torna a trilha sonora de grandes histórias de amor. Por Vitor Fonseca – Estudante de Jornalismo Poucas coisas têm o poder de despertar emoções como a música. Quando o assunto é amor, esse […]

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Seja para dançar juntinho, recordar momentos especiais ou fazer uma declaração, a música oferece versos para cada tipo de romance e se torna a trilha sonora de grandes histórias de amor.

Por Vitor Fonseca – Estudante de Jornalismo

Poucas coisas têm o poder de despertar emoções como a música. Quando o assunto é amor, esse impacto se torna ainda mais evidente: uma canção pode resgatar memórias, intensificar sentimentos e transportar quem a escuta para momentos especiais. Com a chegada do Dia dos Namorados, celebrado em 12 de junho, nada melhor do que encontrar a trilha sonora ideal para compartilhar a data com quem se ama.

Pensando nisso, selecionamos cinco álbuns que exploram diferentes formas de amar e prometem criar o clima perfeito para a ocasião. Entre clássicos e trabalhos mais recentes, a lista reúne discos capazes de transformar qualquer encontro em uma experiência ainda mais marcante.

O dia dos namorados é comemorado no Brasil no dia 12 de junho e mundialmente, em 14 de fevereiro. / Foto: Banco de Imagens – Brasil com S

Confira nossa seleção de love songs para dar o tom desse dia cheio de amor:

Memórias, Crônicas e Declarações de Amor (2000) | Marisa Monte

Poucos álbuns brasileiros traduzem o amor com tanta delicadeza quanto Memórias, Crônicas e Declarações de Amor. Lançado em 2000, o quarto disco de estúdio de Marisa Monte reúne canções que exploram diferentes formas de afeto, do romance apaixonado às reflexões mais íntimas sobre relacionamentos e sentimentos.

O álbum abriga alguns dos maiores sucessos da carreira da cantora, como “Amor I Love You”, parceria com Arnaldo Antunes, além da releitura de “Para Ver as Meninas”, clássico de Paulinho da Viola. Produzido por Marisa Monte e Arto Lindsay, o trabalho combina sofisticação musical e sensibilidade poética em um repertório que atravessou gerações.

Acolhedor e repleto de canções marcantes, Memórias, Crônicas e Declarações de Amor é uma escolha perfeita para embalar o Dia dos Namorados e revisitar diferentes nuances do amor através da música brasileira.

Love Deluxe (1992) | Sade

Lançado em 1992, Love Deluxe é o quarto álbum da banda britânica Sade e uma das obras mais celebradas da música contemporânea. Com uma sonoridade que transita entre jazz, R&B, quiet storm e soul, o disco apresenta arranjos sofisticados e interpretações marcadas pela elegância que se tornaram a assinatura do grupo.

Como o próprio título sugere, o amor ocupa o centro da narrativa, aparecendo sob diferentes perspectivas em faixas como “Kiss of Life”, “Cherish the Day” e “No Ordinary Love”. As canções exploram desejo, paixão e intimidade de forma sutil, criando uma atmosfera envolvente que atravessa gerações.

Além dos temas românticos, o álbum também reserva espaço para reflexões mais profundas, como em “Pearls”, canção que aborda questões sociais e amplia o alcance emocional da obra.

Sofisticado, sensual e atemporal, Love Deluxe é uma escolha perfeita para quem busca uma trilha sonora elegante para o Dia dos Namorados, além de ser um dos trabalhos mais importantes da carreira da banda.

The Art of Loving (2025) | Olivia Dean

Em seu segundo álbum de estúdio, The Art of Loving, Olivia Dean reafirma seu talento para transformar sentimentos cotidianos em canções elegantes e envolventes. Transitanto entre o soul, o pop e o jazz, a artista britânica constrói uma obra acolhedora, sustentada por sua voz calorosa e por arranjos delicados que dialogam com referências clássicas sem perder o frescor contemporâneo.

Ao longo do disco, Olivia explora diferentes facetas do amor com sinceridade e leveza, evitando excessos dramáticos e apostando em narrativas que encontram beleza nas experiências mais simples. Faixas como “Nice To Each Other”, “So Easy (To Fall In Love)” e “Man I Need” sintetizam bem essa proposta, equilibrando romantismo, vulnerabilidade e charme em igual medida.

Coeso, sofisticado e repleto de melodias cativantes, The Art of Loving consolida Olivia Dean como um dos nomes mais interessantes do soul-pop britânico atual. Para quem procura uma trilha sonora delicada e contemporânea para o Dia dos Namorados, o álbum é uma excelente escolha.

Mel (1979) | Maria Bethânia

Lançado em 1979, Mel chegou logo após o sucesso monumental de Álibi e encontrou nossa “ministra do namoro”  Maria Bethânia em um dos momentos mais populares de sua carreira. Produzido pela própria cantora em parceria com Perinho Albuquerque, o disco mantém o romantismo que marcou seu antecessor, mas apresenta uma atmosfera mais leve, calorosa, completamente apaixonada e luminosa.

Ao longo do álbum, Bethânia passeia por diferentes formas de amor, desejo e paixão sem abrir mão da intensidade que sempre caracterizou sua interpretação. Canções como “Da Cor Brasileira” e “Infinito Desejo” traduzem esse espírito com sensibilidade, enquanto a faixa-título, composta por Caetano Veloso e Waly Salomão, se tornou um dos momentos mais emblemáticos de sua discografia.

Uma curiosidade é que a canção “Cheiro de Amor” era na verdade um jingle de motel, o publicitário e compositor baiano Duda Mendonça criou um jingle para o Dia dos Namorados do Motel Le Royale, em Salvador. A música, com versos românticos e sensuais, fez tanto sucesso localmente que chegou aos ouvidos de Maria Bethânia e o resto é história, a canção virou um clássico dos apaixonados.

O repertório também reserva espaço para momentos mais dramáticos e contemplativos, como “Grito de Alerta” e “Nenhum Verão”, reafirmando a capacidade de Bethânia de transformar cada canção em uma experiência quase teatral. É justamente esse equilíbrio entre delicadeza, paixão e entrega que faz de Mel um álbum tão especial.

Elegante, sensual e profundamente brasileiro, Mel continua sendo um dos trabalhos mais marcantes da carreira de Maria Bethânia e uma excelente escolha para quem procura uma trilha sonora romântica para o Dia dos Namorados.

Everything Is Love (2018) | The Carters

Everything Is Love é o primeiro álbum colaborativo de Beyoncé e Jay-Z. Embora o casal já tivesse dividido os vocais em clássicos como “Crazy in Love”, “Déjà Vu” e “Drunk in Love”, foi apenas em 2018 que os dois decidiram transformar a própria relação em um projeto assinado em conjunto com o nome The Carters.

Muito mais do que um álbum sobre romance, Everything Is Love funciona como um retrato de um relacionamento que sobreviveu a conflitos, desilusões e reconciliações. O disco surge como uma espécie de capítulo final da “novela” iniciada com o escândalo da traição de Jay-Z e que culminou no álbum Lemonade (2016) de Beyoncé e aprofundada em 4:44 (2017) de Jay-Z, transformando crises pessoais em celebração, cumplicidade e amadurecimento.

Faixas como “Apeshit”, “Boss” e “LoveHappy” revelam diferentes facetas dessa parceria, alternando momentos de ostentação do casal de bilionários, vulnerabilidade e afeto. Enquanto as letras destacam a força da união construída ao longo dos anos, a produção mistura hip-hop, R&B e pop de forma grandiosa, refletindo a dimensão artística e cultural do casal.

Para quem procura uma trilha sonora romântica que foge um pouco do convencional, Everything Is Love mostra que o amor também pode ser construído através dos desafios, dos recomeços e da parceria. Um álbum que celebra não apenas a paixão, mas a permanência e a realidade das relações.

Seja através da delicadeza de Marisa Monte, da sofisticação de Sade, da intensidade de Maria Bethânia, da cumplicidade de Beyoncé e Jay-Z ou do olhar contemporâneo de Olivia Dean, cada um desses álbuns apresenta uma perspectiva diferente sobre o amor. Entre declarações apaixonadas, reflexões sobre relacionamentos e canções que atravessaram gerações, a música continua sendo uma das formas mais potentes de expressar sentimentos.

Neste Dia dos Namorados, mais do que uma trilha sonora para momentos a dois, esses discos são um convite para celebrar o amor em suas múltiplas formas: romântico, afetivo, intenso, imperfeito e, acima de tudo, humano.

Ouça nossa playlist no Spotify.

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Festas juninas agitam a Zona Norte do Rio https://portalfonte.com/festas-juninas-agitam-a-zona-norte-do-rio/ https://portalfonte.com/festas-juninas-agitam-a-zona-norte-do-rio/#respond Thu, 04 Jun 2026 19:22:50 +0000 https://portalfonte.com/?p=1291 Por Gabriele Mendes – Estudante de Jornalismo O São João é oficialmente comemorado tradicionalmente no dia 24 de junho, mas no Rio de Janeiro, as festas acontecem durante o mês inteiro, podendo se estender até julho. O clima de outono-inverno nesses meses do ano, faz com que essas comemorações aqueçam o público com atrações musicais […]

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Por Gabriele Mendes – Estudante de Jornalismo

O São João é oficialmente comemorado tradicionalmente no dia 24 de junho, mas no Rio de Janeiro, as festas acontecem durante o mês inteiro, podendo se estender até julho. O clima de outono-inverno nesses meses do ano, faz com que essas comemorações aqueçam o público com atrações musicais e culinária típica.

Espaços abertos e entrada gratuita

Iniciando as comemorações, nos dias 06 e 07 de junho acontece o Arraiá da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão. O evento promete gastronomia raiz, quadrilha tradicional e um forró para dançar coladinho com a sua dupla. O acesso é gratuito e o horário é das 11h às 20h.

Conhecido como o maior São João do Rio, o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, tradicionalmente conhecido como a Feira de São Cristóvão, também promove uma grande festa. Do dia 05 a 07 de junho, rola muito forró, quadrilhas e shows ao vivo.

O Arraiá do Rio Junino também vai invadir o Parque Piedade nos dias 12, 13 e 14 de junho. Com o apoio da Prefeitura e organização da Liquerj, esta é a primeira edição neste local, oferecendo a tradicional competição dos grupos de quadrilha, shows gratuitos, bandas e as típicas barraquinhas espalhadas pelo espaço.


Durante os meses de junho e julho, as festas juninas se fazem presentes no Rio de Janeiro. / Foto: Banco de Imagens

Tradição e Fé

Antigamente, as festas juninas tinham cunho estritamente religioso e eram realizadas em homenagem a santos como São João e Santo Antônio. Hoje em dia, além de popular, é comemorada em várias regiões do Brasil. Para quem não dispensa as tradicionais quermesses, as paróquias são paradas obrigatórias nesta época.

Na Paróquia São João Evangelista, a festa rola entre os dias 05 e 07 de junho. O evento acontece a partir das 18h na sexta e no sábado, e no domingo às 17h. Já na Basílica de São Francisco Xavier, o arraiá acontece de 05 a 07 de junho. Sexta a partir das 18h, sábado e domingo a partir das 16h.

Outra opção é o Arraiá da Pompeia, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, em Ricardo de Albuquerque, que será realizado de 05 a 07 de junho, a partir das 18h.

Shoppings da região

No Shopping Nova América, em Del Castilho, rola o Arraiá Raiz, localizado no estacionamento próximo ao Outback. A programação conta com recreação para as crianças, DJs, forró e sertanejo. A entrada é gratuita, o evento acontece de 04 a 07 de junho e o horário é das 12h às 23h.

Já no NorteShopping, no Cachambi, o arraiá chega em julho no estacionamento do 1° piso. O evento contará com shows ao vivo, área pet, espaço kids, quadrilha e muita comida boa. A entrada é gratuita, sendo a consumação das atividades e alimentação por conta do visitante.

No Shopping Boulevard, em Vila Isabel, a festa acontece no terraço com forró, sertanejo, comidas típicas e outras atrações. Também pela região, o Arraiá do Salgueiro, na quadra da escola, também com atrações e área kids.

Endereços:

  • Quinta da Boa Vista – Imperial de São Cristóvão, Rio de Janeiro;
  • Parque Piedade Arlindo Cruz – Rua Manoel Vitorino, s/n – Piedade;
  • Rua Pereira de Figueiredo, 138 – Oswaldo Cruz;
  • Rua São Francisco Xavier, 75 – Tijuca;
  • Rua Toscana, 118 – Ricardo de Albuquerque;
  • R. Barão de São Francisco, 236 – Vila Isabel (6º piso).

Foto destaque: Banco de Imagens

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Com auditório lotado, Dantas Jr. compartilha segredos da fotografia com alunos de comunicação https://portalfonte.com/com-auditorio-lotado-dantas-jr-compartilha-segredos-da-fotografia-com-alunos-de-comunicacao/ https://portalfonte.com/com-auditorio-lotado-dantas-jr-compartilha-segredos-da-fotografia-com-alunos-de-comunicacao/#respond Wed, 03 Jun 2026 17:21:41 +0000 https://portalfonte.com/?p=1264 A primeira segunda-feira de junho se tornou uma noite inesquecível para os estudantes da Escola de Comunicação da UNISUAM em Bonsucesso. Por Walber de Jesus – Estudante de Jornalismo A convite da professora Luciana Roxo, a primeira aula aberta do mês trouxe o renomado fotógrafo Dantas Jr. para discutir fotografia e mercado de trabalho, proporcionando […]

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A primeira segunda-feira de junho se tornou uma noite inesquecível para os estudantes da Escola de Comunicação da UNISUAM em Bonsucesso.

Por Walber de Jesus – Estudante de Jornalismo

A convite da professora Luciana Roxo, a primeira aula aberta do mês trouxe o renomado fotógrafo Dantas Jr. para discutir fotografia e mercado de trabalho, proporcionando uma experiência de grande valor para a formação acadêmica dos presentes. Alunos dos cursos de Jornalismo, Publicidade, Design Gráfico e Marketing esgotaram a capacidade do auditório que contou também com a presença dos professores Adalberto de Paiva, Nathália Rocha e Maria João Palma.

Durante a palestra, Dantas compartilhou seu portfólio criativo, com destaque para seus trabalhos em casamentos e shows ao vivo. Mais do que imagens, o fotógrafo ofereceu dicas cruciais para iniciantes e aspirantes que buscam transformar o hobby em profissão. Ele reforçou que a qualificação e o aprimoramento profissional devem caminhar junto com um repertório cultural diversificado. Segundo Dantas, explorar filmes, livros, músicas e artes variadas é essencial para “conseguir aproveitar melhor o lado criativo” na fotografia.

Dantas compartilhou seu portfólio, destacando seus trabalhos em casamentos e shows ao vivo. / Foto: Walber de Jesus

O ponto alto do encontro foi a rodada de perguntas e respostas, onde os estudantes participaram ativamente, sanando suas dúvidas sobre como iniciar na área fotográfica e os desafios do mercado. Com grande didatismo, Dantas sublinhou a importância de “aprender a técnica para esquecer a técnica”. Ele enfatizou que o diferencial de um bom fotógrafo não reside apenas no equipamento mais caro ou apenas no domínio técnico, mas na busca constante por aprimoramento e por um olhar único diante da concorrência.

Para o palestrante, a arte na fotografia é subjetiva e pessoal, lembrando que o lado artístico jamais deve ser esquecido: “a foto que para um pode ser borrada, para o outro pode ser vista como arte”.

Foto destaque: Walber de Jesus

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Rio2C 2026 termina com recorde de público e consolida o Rio como capital da criatividade da América Latina https://portalfonte.com/rio2c-2026-termina-com-recorde-de-publico-e-consolida-o-rio-como-capital-da-criatividade-da-america-latina/ https://portalfonte.com/rio2c-2026-termina-com-recorde-de-publico-e-consolida-o-rio-como-capital-da-criatividade-da-america-latina/#respond Wed, 03 Jun 2026 14:30:44 +0000 https://portalfonte.com/?p=1258 Por Nickolas Abreu – Estudante de Publicidade e Propaganda O Rio2C 2026 chegou ao fim no último domingo (31) após seis dias de programação na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca. Considerado o maior evento de criatividade e economia criativa da América Latina, e a oitava edição consolidandou o Rio de Janeiro como um […]

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Por Nickolas Abreu – Estudante de Publicidade e Propaganda

O Rio2C 2026 chegou ao fim no último domingo (31) após seis dias de programação na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca. Considerado o maior evento de criatividade e economia criativa da América Latina, e a oitava edição consolidandou o Rio de Janeiro como um dos principais hubs de inovação cultural do mundo.

Com o tema “Code of Meaning – Código do Significado”, o evento promoveu reflexões profundas sobre como gerar conteúdo com propósito real em um mundo dominado por inteligência artificial, algoritmos e saturação de informação. A programação discutiu o equilíbrio entre tecnologia e humanidade, o futuro das narrativas e o papel da criatividade como ferramenta de transformação social e econômica.

Segundo dados da Cidade das Artes, divulgado junto à Prefeitura do Rio, o Rio2C 2026 reuniu cerca de 55 mil participantes ao longo dos seis dias. A Festivalia, aberta ao público nos dias 30 e 31 de maio, registrou grande adesão, com movimentação intensa especialmente no domingo.

Com uma estrutura grandiosa, a edição contou com 21 palcos em operação simultânea e a participação de mais de 2 mil palestrantes. O evento também se consolidou como um forte polo de negócios, promovendo 1.650 reuniões de mercado e reunindo 366 players, entre empresas e instituições, vindos de mais de 30 países. Além disso, o ecossistema de inovação e novos projetos ganhou destaque com um total de 1.301 inscrições em sessões de pitching.

O evento contou com nomes importantes para o debate dos temas das mesas. / Foto: Print Instagram Rio2C

A programação foi marcada por discussões atuais e estratégicas, e entre os principais temas debatidos, estão:

  • Impacto da Inteligência Artificial na criação de conteúdo e na indústria do entretenimento;
  • Crescimento da creator economy;
  • Sustentabilidade e ESG no setor cultural;
  • Regionalização da produção audiovisual brasileira;
  • Futuro do streaming e das plataformas;
  • Novas narrativas para o Brasil e a América Latina.

O Mercado Rio2C foi um dos grandes destaques, gerando conexões concretas entre projetos e investidores. Durante o evento, o CEO e fundador Rafael Lazarini recebeu prêmio da World Creativity Organization, reforçando a importância internacional do Rio2C.

Impacto econômico e legado

Além do aspecto cultural, o evento gerou forte impacto econômico para a cidade, movimentando hotéis, restaurantes, transportes e o setor turístico. A organização destacou a edição de 2026 como a maior e mais madura até hoje, com maior internacionalização e fortalecimento de parcerias com o poder público. A oitava edição do Rio2C cumpriu seu papel de conectar talentos, inspirar novas ideias e posicionar a criatividade brasileira como referência global.

Foto destaque: Site Rio2C/Divulgação

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Câmara aprova PEC do fim da escala 6×1; debate mobiliza trabalhadores e empresários https://portalfonte.com/camara-aprova-pec-do-fim-da-escala-6x1-debate-mobiliza-trabalhadores-e-empresarios/ https://portalfonte.com/camara-aprova-pec-do-fim-da-escala-6x1-debate-mobiliza-trabalhadores-e-empresarios/#respond Fri, 29 May 2026 13:12:28 +0000 https://portalfonte.com/?p=1226 Por Lucas Neiva – Estudante de Jornalismo A aprovação histórica da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil movimentou a Câmara dos Deputados. Votado em dois turnos, o texto altera um dos modelos de jornada mais utilizados no país, impactando diretamente a rotina de milhões […]

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Por Lucas Neiva – Estudante de Jornalismo

A aprovação histórica da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil movimentou a Câmara dos Deputados. Votado em dois turnos, o texto altera um dos modelos de jornada mais utilizados no país, impactando diretamente a rotina de milhões de cidadãos.

O projeto passou com ampla maioria na Casa: foram 472 votos favoráveis contra 22 no primeiro turno, e 461 a favor contra 19 no segundo. Para o avanço de uma PEC, são necessários os votos de ao menos 308 dos 513 deputados. Agora, a matéria segue para a análise do Senado Federal.

O que muda com a nova proposta?

A PEC aprovada determina a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem que haja redução salarial. Além disso, o texto assegura dois dias de descanso semanal, preferencialmente aos domingos. Caso a emenda seja promulgada, as novas regras começarão a valer em um prazo de 60 dias.

A matéria agora segue para análise do Senado Federal. / Foto: Banco de Imagens

Atualmente, a escala 6×1 é a realidade de setores como:

  • Comércio e supermercados
  • Farmácias e telemarketing;
  • Hotéis, restaurantes e serviços essenciais.

Embora esse formato seja permitido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ele sempre gerou debates devido ao desgaste físico e mental que impõe aos profissionais.

Origem do texto e apoio político

O relatório final, apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), buscou um modelo intermediário ao unir duas propostas que já tramitavam no Congresso: a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que sugeria uma redução gradual da jornada; e a PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que defendia a escala 4×3 (quatro dias de trabalho por três de descanso).

Antes de chegar ao plenário, a proposta já demonstrava forte articulação política, tendo sido aprovada na comissão especial por 34 votos a 4.

Visões divergentes: Qualidade de vida vs. Impacto econômico

A votação foi acompanhada de perto por sindicatos, estudantes e movimentos sociais, que se manifestaram em defesa dos direitos trabalhistas.

Defensores argumentaram dizendo que a redução da jornada melhora a saúde mental, promove o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e combate males como o estresse e o esgotamento. Apontam também que experiências internacionais com semanas reduzidas resultaram em ganho de produtividade e menos afastamentos médicos.

No setor empresarial, as entidades ligadas ao comércio e à indústria manifestaram grande preocupação. Os empresários alertam para o aumento dos custos operacionais, as dificuldades de escala em pequenas e médias empresas e a necessidade de novas contratações para manter serviços contínuos.

O tema gerou forte impacto nas redes sociais e mobilizou partidos de diferentes espectros políticos. O presidente da Câmara, Hugo Motta, celebrou a votação como um “dia histórico”, visão compartilhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que definiu a medida como uma “conquista civilizatória”.

Por se tratar de uma alteração na Constituição Federal, o texto ainda precisa passar por duas votações no Senado. Se os senadores realizarem modificações no conteúdo, a proposta retornará para nova avaliação dos deputados. Independentemente do desfecho, o debate sobre os limites da jornada e a qualidade de vida contemporânea já se consolidou como um marco nas relações trabalhistas do país.

Foto destaque: Banco de Imagens

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