Arquivo de cultura - Portal Fonte https://portalfonte.com/tag/cultura/ Escola de Comunicação da Unisuam Mon, 29 Jun 2026 13:57:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://portalfonte.com/wp-content/uploads/2026/04/favicon-coruja-150x150.gif Arquivo de cultura - Portal Fonte https://portalfonte.com/tag/cultura/ 32 32 Sem lugar para parar: a rotina invisível dos motoristas de aplicativo que fazem entregas no Rio https://portalfonte.com/sem-lugar-para-parar-a-rotina-invisivel-dos-motoristas-de-aplicativo-que-fazem-entregas-no-rio/ https://portalfonte.com/sem-lugar-para-parar-a-rotina-invisivel-dos-motoristas-de-aplicativo-que-fazem-entregas-no-rio/#respond Fri, 26 Jun 2026 14:40:07 +0000 https://portalfonte.com/?p=2477 Sem acesso regulamentado a áreas de carga e descarga e vulneráveis a multas, entregadores que usam carros de passeio precisam recorrer a estacionamentos pagos ou caminhar longas distâncias para concluir o trabalho. Por Paulo Vitor Alonso e Victoria Thomaz Estudantes de Jornalismo A expansão do comércio eletrônico e dos serviços de logística por plataformas digitais […]

O post Sem lugar para parar: a rotina invisível dos motoristas de aplicativo que fazem entregas no Rio apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
Sem acesso regulamentado a áreas de carga e descarga e vulneráveis a multas, entregadores que usam carros de passeio precisam recorrer a estacionamentos pagos ou caminhar longas distâncias para concluir o trabalho.

Por Paulo Vitor Alonso e Victoria Thomaz Estudantes de Jornalismo

A expansão do comércio eletrônico e dos serviços de logística por plataformas digitais transformou a paisagem urbana das grandes cidades brasileiras. No entanto, por trás da conveniência da entrega rápida, esconde-se a dura realidade de uma categoria profissional que cresce em ritmo acelerado, mas permanece marginalizada pela legislação de trânsito: os motoristas de aplicativo que realizam entregas utilizando veículos particulares de passeio.

Apesar de já estarem integrados à dinâmica socioeconômica da capital fluminense há um bom tempo, esses trabalhadores relatam que suas demandas continuam ignoradas pelo poder público. Sem pontos regulamentados para estacionar, muitos precisam recorrer a artimanhas diárias, como esconder o veículo em ruas sem saída ou parar a centenas de metros de distância do endereço final para conseguir efetuar o desembarque das mercadorias.

O impasse do CTB e as regras municipais

O principal nó górdio da categoria reside na contradição entre a legislação federal e a fiscalização local. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o ato de carga e descarga está atrelado à natureza da operação, e não ao tipo de veículo. O texto federal não restringe carros de passeio de utilizarem essas vagas, desde que estejam, de fato, operando o embarque ou desembarque de volumes.

O Artigo 47 do CTB estabelece que as vagas de carga e descarga devem ser regulamentadas pelo órgão de trânsito responsável pela via (no caso da capital, a CET-Rio). Além disso, o Artigo 181, que dispõe sobre as infrações de estacionamento irregular, não pune especificamente automóveis civis nestas áreas. Contudo, o próprio código determina que o motorista deve respeitar a sinalização local — e é aí que o problema começa. As placas instaladas nas ruas do Rio de Janeiro restringem o uso das vagas estritamente a Veículos Urbanos de Carga (VUC) e utilitários.

Na prática, isso cria uma armadilha burocrática: o entregador que utiliza um carro comum, ao tentar fazer o seu trabalho usando a vaga de carga e descarga, fica sujeito a multas graves e reboque.

Relato de quem vive a rotina das ruas

Para compreender o impacto desse vácuo normativo no cotidiano, a reportagem entrevistou o motorista Marcos Paulo, que detalhou as principais dificuldades enfrentadas pela categoria no Rio de Janeiro.

Paulo Vitor: Quais regiões do Rio de Janeiro apresentam mais dificuldades para estacionar durante as entregas?

Marcos Paulo: A Zona Sul e o Centro do Rio de Janeiro são, sem dúvidas, as regiões mais desafiadoras para nós. Além da escassez crônica de vagas públicas, o movimento é intenso. Enfrentamos tanto o risco de sofrer furtos enquanto nos afastamos para subir em um prédio quanto a enorme dificuldade para achar qualquer local seguro para encostar o carro.

Paulo Vitor: Como você costuma agir quando não encontra uma vaga próxima ao local da entrega?

Marcos Paulo: Quando não há vaga perto do destino, somos obrigados a deixar o veículo em locais muito distantes e concluir o restante do trajeto a pé, carregando as caixas ou sacolas. Os estacionamentos pagos surgem como alternativa em casos extremos, mas o custo deles pesa direto no bolso e consome a nossa margem de lucro, tornando essa escolha inviável na maioria das vezes.

Paulo Vitor: As áreas de carga e descarga costumam atender às necessidades de quem faz entregas por aplicativo?

Marcos Paulo: Raramente. Essas vagas são limitadas e os agentes de fiscalização priorizam os caminhões grandes de abastecimento. Mesmo se encontrarmos uma vaga dessas vazia, o risco de sermos multados por estarmos em um carro de passeio comum é altíssimo, então a gente prefere não arriscar.

Carro de um entregador de aplicativo parado na vaga de carga e descarga Foto: Paulo Vitor

Precedentes abrem caminho para cobrança por direitos

A demanda por regulamentação ganha força quando observamos que a prefeitura do Rio de Janeiro já desenvolveu soluções de mobilidade para outras modalidades de transporte por aplicativo. Nos últimos anos, os motoristas voltados ao transporte de passageiros (como Uber e 99) conquistaram bolsões regulamentados para embarque e desembarque em pontos estratégicos de grande fluxo, como shopping centers, rodoviárias e nos aeroportos do Galeão e Santos Dumont.

Da mesma forma, o poder público municipal voltou as atenções para os motoboys e entregadores de refeições. Em uma parceria firmada com a iniciativa privada, a prefeitura instalou três pontos de apoio oficiais equipados com infraestrutura de descanso e suporte para esses profissionais, localizados em Botafogo, Barra da Tijuca e Tijuca.

Diante do amparo dado às outras ramificações da economia dos aplicativos, os entregadores em veículos de passeio agora reivindicam um posicionamento e ações institucionais semelhantes por parte da administração municipal. A categoria pleiteia a revisão da sinalização urbana ou a criação de credenciais específicas que validem a atividade dos automóveis civis a serviço das plataformas, garantindo o direito de trabalhar sem o fantasma da punição.

Imagem destaque: Paulo Vitor Alonso

O post Sem lugar para parar: a rotina invisível dos motoristas de aplicativo que fazem entregas no Rio apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
https://portalfonte.com/sem-lugar-para-parar-a-rotina-invisivel-dos-motoristas-de-aplicativo-que-fazem-entregas-no-rio/feed/ 0
Entenda como uma igreja e um parque preservam a memória da Penha https://portalfonte.com/entenda-como-uma-igreja-e-um-parque-preservam-a-memoria-da-penha/ https://portalfonte.com/entenda-como-uma-igreja-e-um-parque-preservam-a-memoria-da-penha/#respond Thu, 25 Jun 2026 14:44:20 +0000 https://portalfonte.com/?p=1342 Apesar de ser lembrado pela violência ao redor, o bairro da Penha apresenta diversos objetos culturais e históricos que devem ser valorizados;

A Igreja da Penha e o Parque Shanghai são reconhecidos mundialmente e são muito importantes para a preservação da memória do bairro;

A Igreja tinha relação próxima com a família real e recebeu o título de Santuário em 1966 e de Basílica em 2016;

O Parque Shanghai passou por outras duas localidades no Rio antes de chegar na Penha;

Ambos os monumentos tiveram suas imagens afetadas pela criminalidade nas proximidades e se tornaram "mirante do crime";

A memória da Penha é mantida de forma afetiva, pelas histórias que pessoas de diferentes gerações compartilham entre si.

O post Entenda como uma igreja e um parque preservam a memória da Penha apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
Igreja da Penha e Parque Shanghai enquanto pontos turísticos da Zona Norte do Rio de Janeiro

Por Angelica da Cunha e Yasmin Marques — Rio de Janeiro

Ver resumo
  • Apesar de ser lembrado pela violência ao redor, o bairro da Penha apresenta diversos objetos culturais e históricos que devem ser valorizados;
  • A Igreja da Penha e o Parque Shanghai são reconhecidos mundialmente e são muito importantes para a preservação da memória do bairro;
  • A Igreja tinha relação próxima com a família real e recebeu o título de Santuário em 1966 e de Basílica em 2016;
  • O Parque Shanghai passou por outras duas localidades no Rio antes de chegar na Penha;
  • Ambos os monumentos tiveram suas imagens afetadas pela criminalidade nas proximidades e se tornaram “mirante do crime”;
  • A memória da Penha é mantida de forma afetiva, pelas histórias que pessoas de diferentes gerações compartilham entre si.

Quando Cartola e Assobert falavam sobre ir à Penha, nos anos 60, a celebração religiosa era a mais importante da cidade do Rio de Janeiro. Décadas depois, embora a forma de se viver tenha mudado, a Igreja da Penha e o Parque Shanghai se mantêm presentes no dia a dia e na memória afetiva dos moradores da Penha e da Zona Norte do Rio de Janeiro. 

O que une esses dois elementos é a história e a memória da população de um bairro que costuma ser representado exclusivamente com violência. A Penha é complexa e seus dois principais pontos turísticos carregam um enredo que poucos bairros da cidade do Rio têm. Para entender como esses espaços continuam presentes no cotidiano da região, é preciso voltar à história de cada um deles.

História do nome “Penha”

O bairro da Penha, cujo nome está diretamente ligado à Igreja da Penha, passou a ser um representante do que hoje compreende-se como subúrbio carioca. Segundo o que é chamado de fato-lenda, o capitão português Balthazar de Abreu Cardoso, ao subir o monte rochoso em 1653, se deparou com uma cobra, e rogou à Nossa Senhora. Imediatamente um lagarto lutou contra a serpente e salvou sua vida. Em agradecimento, Baltazar mandou construir uma ermida no alto do penhasco, que passou a atrair cada vez mais devotos. As notícias do milagre se espalharam e a santa passou a ser associada ao local. E com o tempo, a devoção à Nossa Senhora da Penha de França — título que vem de uma serra na região de Salamanca, na Espanha — se consolidou e acabou dando o nome tanto à igreja quanto ao bairro que cresceu ao redor.

Dentro da capela principal e na extensão do pátio, como se chama o espaço de transição entre o primeiro bondinho e a capela, estão presentes a cobra e o lagarto próximos à Nossa Senhora, o que legitima o fato-lenda.

Estátua com a imagem de Nossa Senhora da Penha presente na Igreja da Penha, acompanhada do menino Jesus, o capitão Balthazar de Abreu Cardoso, o lagarto e a cobra — Foto: Jonas de Carvalho from Rio de Janeiro, Brasil, CC BY-SA 2.0 https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0, via Wikimedia Commons

História da Igreja da Penha

A relevância da Igreja da Penha desde sua fundação ocasionou encontros importantes. A Irmandade tinha uma relação próxima com a família real e a Princesa Isabel chegou a visitar a Igreja em 1888, conforme registrado no livro de visitantes que faz parte do acervo em exposição no Museu da Irmandade.

O título de Santuário veio em 1966, mas o processo se iniciou já em 1905; o que confere à igreja certo status dentro da estrutura clerical, sendo um ponto de adoração para os fiéis em peregrinação no Brasil e no mundo. A igreja, porém, já era considerada Santuário antes mesmo do Vaticano conceder seu nome. Em 2016, a Igreja se tornou Basílica Menor de uma Basílica Maior em Roma, devido ao seu valor arquitetônico e histórico, além de espiritual.

Fontes: Artigos acadêmicos — Arte: Yasmin Marques

Por se tratar de uma zona constantemente retratada como perigosa, o Santuário também foi prejudicado por essa perspectiva. De acordo com a museóloga da igreja, Jussara Cestari, a imagem da Igreja da Penha era sempre colocada em reportagens de crimes nas redondezas, mesmo que eles não acontecessem na Igreja ou sequer perto dela. O que resultou na necessidade de solicitar que os veículos jornalísticos não utilizassem mais a imagem do Santuário nesse contexto.

História da Festa da Penha

A Festa da Penha, celebração religiosa mais antiga da cidade, é uma tradição inventada dentro da categoria de coesão social, ou seja, não é feita de forma rígida que só promova a religiosidade. A festa tem essa característica social, vide os grupos atuais que tocam e se apresentam nas festas mais recentes. Quando analisamos a história, o samba carioca está essencialmente ligado à festa da Penha, considerada por muitos o berço dele. O evento já recebeu sambistas como Donga, Pixinguinha, Sinhô, Heitor dos Prazeres e Caninha, que lançaram seus sucessos e “hits” de carnaval na festa, antes da era do rádio. O lugar também já foi um “centro obrigatório de lançamento de música para o carnaval”.

A linha do tempo em relação a aceitação da festa não é linear. Em 1816, Dom João VI tornou a Festa da Penha oficial por meio de um decreto; mais uma vez mostrando a relevância da igreja e conexão com a família real. Já em 1889, após a Proclamação da República, a festa passou a ser considerada uma manifestação promíscua. Grande parte do preconceito com a festa se dava pela maior adesão à celebração por parte da população negra.

História do Parque Shanghai

O Parque Shanghai é considerado o mais antigo em operação no Brasil, fundado no Estado de São Paulo em 1919 como parque itinerante. Ele está localizado, desde 1966, no bairro da Penha — aos pés do morro que abriga a Basílica de Nossa Senhora da Penha. Antes de se estabelecer no bairro, o parque passou por duas outras localidades na cidade do Rio: o antigo Aterro do Calabouço, quando ganhou um lugar fixo no RJ em 1934; e a Quinta da Boa Vista, quando a construção do Aeroporto Santos Dumont tomou o espaço na década de 1940.

Atualmente, o parque reúne 28 atrações e recebe, segundo Bernardo Waller, sócio do Parque Shanghai, cerca de 4 mil visitantes por mês. Contudo, por situar-se entre o Complexo do Alemão e o Complexo da Penha, dois dos maiores complexos de favelas da cidade, a falta de segurança e a criminalidade no entorno do Parque passaram a prejudicá-lo com o passar dos anos.

Fonte: Parque Shanghai — Arte: Angelica da Cunha

Conflito entre os dados do Parque

Em um trecho da edição de 5 de maio deste ano do telejornal Bom Dia Rio, a jornalista Lilian Ribeiro disse que o parque recebe, atualmente, até 6 mil visitantes por semana. Entretanto, na matéria do O Globo de mesma data, a informação é de que cerca de 4 mil pessoas visitam o parque mensalmente.

Enquanto esta matéria era escrita para o Portal Fonte, a notícia do Bom dia Rio foi tirada do ar, o que leva a entender que o dado poderia estar errado; enquanto o O Globo e demais veículos que divulgaram o outro dado permanecem com suas matérias disponíveis. Essa divergência surge por parte do próprio parque que confirma, em seu site oficial, o primeiro dado. Por outro lado, o sócio Bernardo Waller, em entrevista para o O Globo, confirma o dado de 4 mil visitantes por mês.

A funcionária do Parque Shanghai Taís Guimarães, que nos concedeu uma entrevista este mês, reiterou a quantidade de 4 a 5 mil frequentadores em meses considerados comuns. Em época de férias escolares e no mês das crianças, esse número pode chegar a 7 mil pessoas por mês.

A imagem mostra um dos brinquedos mais famosos do Parque Shanghai, chamado Enterprise. Em em formato de círculo, ele é colorido e contém diversas cadeiras em seu entorno, que flutuam no ar enquanto o brinquedo gira. A imagem representa bem os monumentos culturais da Penha, pois dele dá pra ver também a Igreja da Penha.
O brinquedo ‘Enterprise’ no Parque Shanghai, com a Igreja da Penha ao fundo — Foto: Angelica da Cunha

Diferença entre patrimônio e tombamento

O Parque Shanghai foi considerado patrimônio imaterial no dia 4 de maio deste ano, como afirma o documento do Diário Oficial do Rio de Janeiro. O tombamento da Igreja da Penha aconteceu em 1990 pelo IRPH (Instituto Rio Patrimônio da Humanidade). Mas qual é a diferença, na prática, entre ser tombado e ser considerado patrimônio imaterial?

O processo de tombamento de uma construção traz uma ideia de herança que com o tempo passou a configurar-se enquanto bem coletivo. Ou seja, a Igreja da Penha, assim como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, é tão importante para a história do Estado que precisa ser, coletivamente, reconhecida e prestigiada.

Já os patrimônios são formas de culturas e possuem uma relação intrínseca com o tempo na sua representação e maneira escolhida pelas sociedades para registrar e contar sua história. Ou seja, o Parque Shanghai, assim como o Bloco de Carnaval Cacique de Ramos, faz parte da identidade cultural carioca.

Fachada da Basílica Santuário de Nossa Senhora da Penha de França — Foto: Angelica da Cunha

Memória e valorização da Igreja e do Parque

Atualmente, o Parque Shanghai recebe visitantes de todas as idades. Segundo Taís, a memória do parque é preservada de forma afetiva: ela, seus pais e seus avós têm lembranças parecidas, que transcendem o espaço-tempo. Nos brinquedos, os mais novos se divertem com os mais velhos de forma a compartilhar um sentimento em comum por um parque que já foi e outro que ainda é. Hoje, Taís trabalha no parque e relata casos como esses diariamente nas histórias dos visitantes. O ponto turístico, entretanto, não está presente somente no imaginário dos que o aproveitaram na infância. Com mais de um século de existência, ele continua sendo ponto de encontro para pessoas que constroem novas memórias.

Em 2020, os eventos religiosos e culturais na Igreja da Penha foram suspensos devido à pandemia, mas a igreja demonstrou grande importância em sua função social. A instituição promoveu a arrecadação de alimentos para as comunidades que a cercam. Além disso, ela foi um ponto de vacinação contra a Covid-19 em 2021. A relevância social se estende até os dias atuais, visto que são comuns os eventos para a comunidade que dão acesso a dentistas, advogados, educadores físicos e atividades coletivas no pátio da igreja.

O trecho “Hoje é domingo e eu preciso ir à Penha” da música de Cartola retrata uma época em que o bairro era um dos protagonistas no lazer da cidade. Hoje, ainda que esse posto tenha sido perdido, a Penha se consolidou como anfitriã de dois espaços que, através do tempo, mantêm seu protagonismo.

Vídeo: Angelica da Cunha

Já conhecia esses grandes monumentos cariocas? Deixe nos comentários quais são as suas memórias favoritas na Igreja da Penha e no Parque Shanghai.

O post Entenda como uma igreja e um parque preservam a memória da Penha apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
https://portalfonte.com/entenda-como-uma-igreja-e-um-parque-preservam-a-memoria-da-penha/feed/ 0
Exposição da Fiocruz mostra ações realizadas em comunidades na pandemia https://portalfonte.com/exposicao-da-fiocruz-mostra-acoes-realizadas-em-comunidades-na-pandemia/ https://portalfonte.com/exposicao-da-fiocruz-mostra-acoes-realizadas-em-comunidades-na-pandemia/#respond Wed, 24 Jun 2026 17:20:06 +0000 https://portalfonte.com/?p=2354 Por Vitória Sá Estudante de Jornalismo Localizada em edificação histórica que teve um papel fundamental no enfrentamento a emergências sanitárias há mais de cem anos, a reabertura do Pavilhão do Relógio aconteceu no dia 1 de junho com a inauguração de duas exposições.  A primeira, Memórias da Covid, é uma mostra virtual dedicada à atuação da […]

O post Exposição da Fiocruz mostra ações realizadas em comunidades na pandemia apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
Por Vitória Sá Estudante de Jornalismo

Localizada em edificação histórica que teve um papel fundamental no enfrentamento a emergências sanitárias há mais de cem anos, a reabertura do Pavilhão do Relógio aconteceu no dia 1 de junho com a inauguração de duas exposições.  A primeira, Memórias da Covid, é uma mostra virtual dedicada à atuação da Fiocruz durante a pandemia. A segunda, Favela Viva: enfrentamentos à pandemia de Covid-19 em Maré e Manguinhos, que está aberta à visitação presencial. 


A exposição Favela Viva destaca um olhar humanizado sobre como os moradores da Maré e de Manguinhos atravessaram a crise sanitária global, destacando os desafios reais dos moradores que enfrentaram o acesso limitado a condições básicas de saúde. A exposição está situada no circuito de visitação do Museu da Vida Fiocruz, no campus Manguinhos.

Graduanda em história, a educadora Danielle Figueiredo fala da experiência de ingressar no processo de planejamento da exposição. “Eu tive a oportunidade de participar desde o começo dessa pesquisa que vem sendo desenvolvida até chegar na exposição. Há quase 3 anos, já tinha a curadoria participativa, o grupo curador que são lideranças do território de Maré e Manguinhos, da comunicação, que, junto à Fiocruz, planejaram e articularam todo o processo dessa exposição.”

 A divisão em oito módulos oferece uma experiência interativa e acessível, combinando dados técnicos com recursos como objetos táteis, mapas e jogos de combate às fake news. No segundo semestre de 2026, a exposição deixa o Pavilhão do Relógio para percorrer escolas, bibliotecas e museus locais nos territórios da Maré e Manguinhos.

Máscaras em um varal que fazem parte da exposição Favela viva, foto por: Vitória Sá

Já a exposição virtual Memórias da Covid, que também está disponível on-line, apresenta uma linha do tempo da pandemia do Sars-CoV-2, o novo coronavírus, com foco na atuação da Fiocruz. Reúne acontecimentos entre dezembro de 2019, assim que surgiram os principais alertas internacionais sobre a doença, e maio de 2023, o marco de encerramento da pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Exposição online Memórias da Covid-19

“Agora eu sou educadora do museu, e estamos muito felizes com a exposição que inaugurou dia 1º de junho, e, hoje, dia 17 de junho, temos quase mil visitantes, incluindo escolas.” Disse Danielle, educadora e funcionária do Museu da Vida Fiocruz.

A exposição “Favela Viva” é aberta ao público com visitação livre até 10 pessoas. Para grupos maiores, o agendamento deve ser feito no centro de recepção . Estará disponível no pavilhão do relógio até o dia 31 de agosto. Terça a Sexta das 9h às 16:30, e aos sábados das 10h às 16h. Já a exposição virtual “Memórias da Covid-19” encontra-se disponível 24hrs através do link de acesso

Fonte: Portal Fiocruz
Imagem destaque: Vitória Sá

O post Exposição da Fiocruz mostra ações realizadas em comunidades na pandemia apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
https://portalfonte.com/exposicao-da-fiocruz-mostra-acoes-realizadas-em-comunidades-na-pandemia/feed/ 0
Regras da FIFA limitam uso de símbolos da Copa 2026 em campanhas publicitárias https://portalfonte.com/regras-da-fifa-limitam-uso-de-simbolos-da-copa-2026-em-campanhas-publicitarias/ https://portalfonte.com/regras-da-fifa-limitam-uso-de-simbolos-da-copa-2026-em-campanhas-publicitarias/#comments Wed, 24 Jun 2026 17:07:06 +0000 https://portalfonte.com/?p=2348 Diretrizes de propriedade intelectual restringem o uso comercial de marcas, imagens e expressões ligadas ao torneio por empresas não patrocinadora. Por Júlia Rangel Estudante de Publicidade e Propaganda Quando a Copa do Mundo de 2026 ainda era apenas expectativa, grandes marcas já haviam começado a produzir conteúdos relacionados ao torneio. O movimento mostra que, para o […]

O post Regras da FIFA limitam uso de símbolos da Copa 2026 em campanhas publicitárias apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
Diretrizes de propriedade intelectual restringem o uso comercial de marcas, imagens e expressões ligadas ao torneio por empresas não patrocinadora.

Por Júlia Rangel Estudante de Publicidade e Propaganda

Quando a Copa do Mundo de 2026 ainda era apenas expectativa, grandes marcas já haviam começado a produzir conteúdos relacionados ao torneio. O movimento mostra que, para o mercado da comunicação, a Copa começa muito antes do apito inicial. Mas junto com a oportunidade surge uma dúvida comum entre empresas, criadores de conteúdo e profissionais da área: até onde é possível usar referências ao evento sem infringir as regras da FIFA?

As Diretrizes de Propriedade Intelectual da entidade estabelecem limites claros para o uso de símbolos, nomes e elementos visuais da competição. Ignorar essas regras pode gerar notificações e até disputas judiciais. Para quem trabalha com comunicação, entender esses limites é tão importante quanto desenvolver uma campanha criativa.

Porque essas regras existem?

Os patrocinadores oficiais investem milhões para associar suas marcas ao torneio. Em troca, recebem direitos exclusivos de uso de diversos ativos ligados à competição. É justamente essa exclusividade que a FIFA busca proteger por meio das regras de propriedade intelectual. Nesse contexto surge o chamado marketing de emboscada, prática em que empresas tentam se associar a um evento sem possuir autorização oficial. O objetivo é aproveitar a visibilidade gerada pela competição sem arcar com os custos de patrocínio. Por isso, apenas empresas e organizações autorizadas pela FIFA podem utilizar oficialmente determinados elementos da Copa em ações comerciais.

Uso pessoal e uso comercial: a diferença que muda tudo

Para torcedores e usuários comuns das redes sociais, as regras costumam ser mais flexíveis. Compartilhar conteúdos sobre os jogos, utilizar hashtags relacionadas ao torneio e comentar as partidas em perfis pessoais geralmente não representa problema, desde que não exista finalidade comercial. A situação muda quando há interesse de promoção de marca, venda de produtos ou prestação de serviços. Empreendedores, social medias, designers, influenciadores e empresas precisam ter atenção redobrada. Utilizar elementos protegidos pela FIFA em anúncios, campanhas, promoções ou conteúdos patrocinados pode caracterizar infração, mesmo quando a intenção é apenas aproveitar o clima do evento.

O que não pode ser usado por marcas não autorizadas

Ativos visuais e termos protegidos
Entre os elementos protegidos estão o emblema oficial da competição, os logotipos das cidades-sede, a imagem do troféu, o mascote, o pôster oficial e a tipografia desenvolvida exclusivamente para o torneio. Também existem restrições relacionadas a expressões e denominações oficiais da competição. Pequenas adaptações ou alterações nesses elementos não garantem que seu uso seja permitido. Se a comunicação gerar associação indevida com a Copa ou sugerir vínculo oficial, ainda pode haver infração.

Em promoções e ações de marketing
Sorteios de ingressos sem autorização, campanhas que sugiram patrocínio oficial inexistente e promoções que utilizem elementos protegidos da competição estão entre as práticas que podem gerar notificações ou sanções. A regra geral é simples: se a ação comercial cria a impressão de que existe uma relação oficial com a Copa do Mundo sem autorização da FIFA, há risco de infração.

Quando até os grandes erraram

Casos de marketing de emboscada já marcaram diferentes edições da Copa do Mundo e ajudam a entender por que a FIFA adota uma postura rígida em relação ao tema.

Casos que marcaram a discussão sobre marketing de emboscada
O marketing de emboscada não é um fenômeno recente. Ao longo da história das Copas do Mundo, diversas marcas encontraram formas de se associar ao evento sem possuir patrocínio oficial, o que ajudou a intensificar o debate sobre exclusividade comercial e proteção de marcas.

Na Copa do Mundo de 1994, a Brahma protagonizou um dos casos mais conhecidos de marketing de emboscada no Brasil. Na época, a marca utilizava o slogan “Número 1” e patrocinava diversos jogadores da seleção brasileira, entre eles Romário, Bebeto, Raí, Zinho, Jorginho e Ronaldo. Após a conquista do tetracampeonato, vários atletas apareceram comemorando com o dedo indicador levantado, gesto associado à campanha da cervejaria. Embora não fosse patrocinadora oficial da seleção brasileira, a Brahma conseguiu vincular sua imagem a um dos momentos mais marcantes da história do futebol nacional. O episódio se tornou um dos exemplos mais conhecidos de marketing de emboscada no país e passou a ser frequentemente citado em discussões sobre exclusividade comercial e direitos de patrocínio em grandes eventos esportivos.

Embora algumas ações de marketing de emboscada sejam lembradas pela criatividade e pela repercussão alcançada, a estratégia também envolve riscos. De acordo com artigo publicado no JusBrasil, campanhas desse tipo podem gerar questionamentos relacionados à concorrência desleal e ao uso indevido de marcas protegidas, dependendo da forma como são executadas. O texto destaca que o limite entre uma ação criativa e uma associação indevida pode ser bastante sutil, exigindo cautela de empresas que desejam aproveitar a visibilidade de grandes eventos esportivos.

O que é Permitido?


Apesar das restrições, empresas não precisam ficar completamente afastadas do assunto. A FIFA permite que marcas trabalhem temas relacionados ao universo do futebol de forma genérica, sem utilizar elementos protegidos da competição. Expressões como “torcida”, “dia de jogo”, “golaço”, “futebol” e referências às seleções nacionais podem ser utilizadas, desde que não sugiram vínculo oficial com o torneio.

Na prática, diferentes segmentos podem adaptar a temática ao seu contexto:
Restaurantes e bares podem criar cardápios inspirados no clima das partidas e decorar seus espaços com bandeiras dos países participantes.

Academias e estúdios podem desenvolver campanhas relacionadas ao esporte, desempenho físico e superação. Até mesmo aulas temáticas.

Lojas de roupas podem apostar em coleções inspiradas nas cores das seleções e no universo do futebol.

Clínicas e consultórios podem produzir conteúdos sobre saúde, alimentação e hábitos durante os dias de jogos.

Mais do que uma questão jurídica

A Copa do Mundo de 2026 deve movimentar campanhas, conteúdos e estratégias de comunicação em todo o mundo. Para profissionais da área, compreender as regras que envolvem propriedade intelectual é uma forma de atuar com mais segurança e responsabilidade.

Em um cenário em que marcas disputam atenção em tempo real, conhecer os limites entre participação e associação indevida ao evento se tornou parte do trabalho de quem atua com comunicação. Mais do que evitar problemas jurídicos, compreender essas regras ajuda profissionais e empresas a desenvolver estratégias criativas sem ultrapassar os direitos protegidos pela FIFA.

Antes de publicar campanhas relacionadas a grandes eventos esportivos, o ideal é verificar as diretrizes oficiais e avaliar se a comunicação pode gerar associação indevida com a competição.

Imagem destaque: reprodução Instagram/Meta CBF(@brasil)

O post Regras da FIFA limitam uso de símbolos da Copa 2026 em campanhas publicitárias apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
https://portalfonte.com/regras-da-fifa-limitam-uso-de-simbolos-da-copa-2026-em-campanhas-publicitarias/feed/ 4
Biblioteca Unisuam auxilia alunos na busca por conhecimento https://portalfonte.com/biblioteca-unisuam-auxilia-alunos-na-busca-por-conhecimento/ https://portalfonte.com/biblioteca-unisuam-auxilia-alunos-na-busca-por-conhecimento/#comments Wed, 24 Jun 2026 15:21:36 +0000 https://portalfonte.com/?p=2332 Por Matheus Abreu Estudante de Jornalismo Em um cenário educacional que se transforma a cada dia, ter acesso a informações de qualidade não é apenas um diferencial, mas a base para uma formação acadêmica de excelência. Na UNISUAM, a biblioteca universitária vai muito além do papel tradicional de depósito de livros: ela funciona como um […]

O post Biblioteca Unisuam auxilia alunos na busca por conhecimento apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
Por Matheus Abreu Estudante de Jornalismo

Em um cenário educacional que se transforma a cada dia, ter acesso a informações de qualidade não é apenas um diferencial, mas a base para uma formação acadêmica de excelência. Na UNISUAM, a biblioteca universitária vai muito além do papel tradicional de depósito de livros: ela funciona como um verdadeiro centro de inovação, suporte técnico e desenvolvimento do pensamento crítico.

Para quem frequenta o campus, o espaço é um ponto de encontro fundamental para a construção do conhecimento. E para entender melhor como essa engrenagem funciona, conversamos com quem vive o dia a dia do local.

Espaço Dividido e Acervo Sob Medida

A Biblioteca da UNISUAM se destaca pela organização e pela variedade de seu acervo, que reúne desde livros físicos atualizados e periódicos acadêmicos até monografias, dissertações e uma coleção digital em plena expansão.

Driellen Barbosa, colaboradora da biblioteca, explica que a estrutura física foi planejada estrategicamente em três grandes ambientes para otimizar os estudos:

“A nossa biblioteca é acolhedora e composta por três salões. O primeiro salão é relacionado à área da saúde e contempla várias ilhas, já que a nossa biblioteca é dividida dessa forma. Nele, há materiais para vários cursos da saúde. O segundo espaço é muito maior, sendo o nosso maior salão. Ele possui vários exemplares que contemplam outras áreas, como Marketing, Jornalismo e Pedagogia, entre outras. Já o terceiro salão é específico para o curso de Direito.”

Flexibilidade: O Livro na Mão (ou na Tela)

Conciliar trabalho, família e faculdade é a realidade de grande parte dos nossos estudantes. Pensando nisso, a integração com tecnologias digitais e a desburocratização do acesso aos materiais se tornaram prioridades. Por meio do Ambiente do Aluno, a comunidade acadêmica pode acessar bases de dados e plataformas online de onde estiver.

E para quem prefere o bom e velho livro físico, o sistema de empréstimos é prático e flexível. Driellen detalha as regras para ninguém perder o prazo:

  • Prazo inicial: 7 dias corridos (contando sábados, domingos e feriados) a partir da data de retirada.
  • Renovação Online: Pode ser feita diretamente pelo Ambiente do Aluno.
  • Suporte Presencial: “Caso você não consiga fazer a renovação online, seja por problemas na internet ou indisponibilidade no sistema, é possível trazer o livro e renovar diretamente conosco”, orienta Driellen.

O objetivo, segundo ela, é garantir que o estudante tenha a flexibilidade necessária para os seus estudos, seja no ambiente físico ou virtual.

Além das Páginas: Cultura e Mediação

Mais do que mesas e silêncio, a produtividade na biblioteca é impulsionada pelo suporte humano. A equipe local atua diretamente como mediadora do conhecimento, ajudando principalmente os alunos iniciantes a navegarem pelas plataformas de pesquisa e a encontrarem as referências certas.

O espaço também se consolida como um polo cultural dentro da UNISUAM, promovendo palestras, oficinas e exposições que enriquecem a bagagem cultural dos estudantes para além da sala de aula.

Ao investir em uma estrutura que une tecnologia, acervo diverso e acolhimento, a UNISUAM reforça seu compromisso com o futuro dos alunos. A biblioteca se mantém, assim, não apenas como um suporte ao ensino, mas como um espaço de transformação e inspiração.

Imagem destaque: Matheus Abreu

O post Biblioteca Unisuam auxilia alunos na busca por conhecimento apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
https://portalfonte.com/biblioteca-unisuam-auxilia-alunos-na-busca-por-conhecimento/feed/ 1
Cultura e Direitos Humanos: Icict/Fiocruz inaugura Galeria aCéu Aberto com mostra de João Roberto Ripper https://portalfonte.com/cultura-e-direitos-humanos-icict-fiocruz-inaugura-galeria-aceu-aberto-com-mostra-de-joao-roberto-ripper/ https://portalfonte.com/cultura-e-direitos-humanos-icict-fiocruz-inaugura-galeria-aceu-aberto-com-mostra-de-joao-roberto-ripper/#respond Tue, 23 Jun 2026 18:33:47 +0000 https://portalfonte.com/?p=2291 Por Walber de Jesus – Estudante de Jornalismo O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) deu um importante passo na integração entre arte, saúde e cidadania. Em celebração aos 126 anos da Fiocruz e aos 40 anos do Icict, o instituto inaugurou a Galeria a Céu Aberto, um espaço permanente […]

O post Cultura e Direitos Humanos: Icict/Fiocruz inaugura Galeria aCéu Aberto com mostra de João Roberto Ripper apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
Por Walber de Jesus – Estudante de Jornalismo

O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) deu um importante passo na integração entre arte, saúde e cidadania. Em celebração aos 126 anos da Fiocruz e aos 40 anos do Icict, o instituto inaugurou a Galeria a Céu Aberto, um espaço permanente de convivência e exposições localizado no gramado lateral da histórica Biblioteca de Manguinhos. Para marcar a estreia do espaço, foi aberta a exposição “Humanidades”, que reúne 20 fotografias em preto e branco do renomado fotógrafo humanista João Roberto Ripper. Com mais de 50 anos de carreira dedicados à documentação das lutas sociais, Ripper traz em suas lentes o cotidiano e a resistência do povo brasileiro sob a ótica dos direitos humanos.

O evento de inauguração começou na Biblioteca de Manguinhos com um café de boas vindas, seguido por uma mesa institucional que debateu a importância do acervo e do novo espaço. O encontro contou com a presença de diversas autoridades e convidados de destaque no cenário acadêmico e cultural: João Roberto Ripper, o fotógrafo homenageado; Dante Gastaldoni, professor, fotógrafo e curador da exposição; Rodrigo Murtinho, pesquisador e idealizador do projeto (inspirado em galerias urbanas que conheceu em
Montevidéu).

Durante a mesa, foi destacada a relevância de manter a exposição em ambiente aberto, democratizando o acesso à cultura para estudantes, pesquisadores, trabalhadores e visitantes do campus. A atividade contou com acessibilidade em Libras e transmissão ao vivo para quem não pôde comparecer presencialmente. “Espero que as imagens possam atingir o público e fazer com que eles reflitam sobre a realidade que é vivida pela maioria da população brasileira. Uma realidade que tem a deliciosa teimosia de ser feliz, mas que enfrenta uma ausência do Estado” pontuou Ripper durante a cerimônia.

Fotos: Walber de Jesus/Acervo Pessoal

Serviço e Visitação

A exposição “Humanidades” é gratuita e voltada tanto para a comunidade universitária quanto para o público externo. Por estar localizada no gramado do campus, a dinâmica de funcionamento acompanha a circulação do espaço institucional.

Local: Gramado lateral da Biblioteca de Manguinhos. Campus Manguinhos (Av. Brasil, 4365 – Rio de Janeiro). Dias de funcionamento: De segunda a sexta-feira. Horário de visitação: Das 9h às 16h30. Vale destacar que as fotos exibidas fazem parte do Acervo João Roberto Ripper (composto por mais de 180 mil fotogramas em processo de salvaguarda pelo Icict) e também podem ser apreciadas virtualmente por meio da plataforma Fiocruz Imagens

Foto destaque: Walber de Jesus/Acervo Pessoal

O post Cultura e Direitos Humanos: Icict/Fiocruz inaugura Galeria aCéu Aberto com mostra de João Roberto Ripper apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
https://portalfonte.com/cultura-e-direitos-humanos-icict-fiocruz-inaugura-galeria-aceu-aberto-com-mostra-de-joao-roberto-ripper/feed/ 0
Quando a mulher negra se aproxima do rock: a expectativa por um possível Ato III de Beyoncé https://portalfonte.com/quando-a-mulher-negra-se-aproxima-do-rock-a-expectativa-por-um-possivel-ato-iii-de-beyonce/ https://portalfonte.com/quando-a-mulher-negra-se-aproxima-do-rock-a-expectativa-por-um-possivel-ato-iii-de-beyonce/#respond Tue, 23 Jun 2026 18:33:13 +0000 https://portalfonte.com/?p=2279 Da invisibilização de Rosetta Tharpe ao veto de um álbum de rock de Mariah Carey, trajetória de artistas negras no gênero ajuda a entender o impacto simbólico de uma possível nova fase da cantora Por Vitor Fonseca – Estudante de Jornalismo Desde que Beyoncé passou a estruturar sua carreira recente em atos, cada novo lançamento […]

O post Quando a mulher negra se aproxima do rock: a expectativa por um possível Ato III de Beyoncé apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
Da invisibilização de Rosetta Tharpe ao veto de um álbum de rock de Mariah Carey, trajetória de artistas negras no gênero ajuda a entender o impacto simbólico de uma possível nova fase da cantora

Por Vitor Fonseca – Estudante de Jornalismo

Desde que Beyoncé passou a estruturar sua carreira recente em atos, cada novo lançamento deixou de ser interpretado apenas como um álbum e passou a representar um movimento artístico, cultural e político. Em Renaissance, a cantora revisitou as raízes negras e LGBTQIA+ da música eletrônica. Já em Cowboy Carter, questionou a ideia de que o country seria um território exclusivamente branco.

Agora, a expectativa em torno de um possível Ato III, associado ao rock, abre uma discussão que vai além da sonoridade. A possibilidade coloca em evidência uma história marcada por apagamentos, limites impostos pela indústria musical e pela dificuldade de mulheres negras ocuparem plenamente um gênero que nasceu a partir de referências negras, mas se consolidou como um espaço majoritariamente branco e masculino.

Um gênero criado por artistas negras, mas que as apagou

Apesar de suas origens ligadas ao blues, ao gospel e às tradições musicais negras dos Estados Unidos, o rock passou por um processo de transformação comercial que afastou muitos dos seus criadores originais. Nesse movimento, artistas negros tiveram suas contribuições reduzidas ou invisibilizadas, como aconteceu com Rosetta Tharpe, considerada uma das pioneiras do gênero.

Para as mulheres negras, essa exclusão assumiu uma dimensão ainda maior. Enquanto alguns artistas homens conseguiram ocupar espaços dentro do rock, mesmo enfrentando barreiras, mulheres negras frequentemente foram tratadas como exceções, e não como parte de uma continuidade histórica do gênero.

Tina Turner e o lugar da exceção

Uma das trajetórias mais emblemáticas é a de Tina Turner. Nos anos 1970 e 1980, a artista construiu uma carreira profundamente ligada ao rock, especialmente ao blues rock e ao hard rock, tornando-se uma das maiores performers de sua geração.

Reprodução: Instagram/Meta @tinaturner

No entanto, sua presença no gênero também revelou contradições. Tina foi constantemente associada à ideia de excepcionalidade: uma mulher negra que conquistou espaço em um território visto como distante dela. Ao mesmo tempo em que sua potência artística era celebrada, sua imagem foi marcada pela sexualização e pela exploração de sua performance como produto da indústria.

Mesmo sendo reconhecida como uma das maiores figuras do rock, seu lugar dentro da história do gênero ainda carrega debates sobre pertencimento e reconhecimento.

O álbum de rock de Mariah Carey que nunca chegou ao público

Nos anos 1990, outra situação evidenciou os limites impostos às artistas negras dentro da indústria. Durante o auge de sua carreira, entre os álbuns Daydream e Butterfly, Mariah Carey gravou um projeto de rock alternativo sob o pseudônimo “Chick”.

A proposta apresentava uma versão diferente da artista, com vocais mais agressivos e uma sonoridade distante da imagem de diva pop construída por sua gravadora. O álbum, porém, nunca foi lançado oficialmente.

A decisão partiu da própria indústria, que considerou o projeto incompatível com a identidade comercial de Mariah. O episódio demonstra como artistas negras muitas vezes tiveram suas possibilidades criativas direcionadas para espaços considerados mais seguros pelo mercado, limitando experimentações fora das expectativas criadas para elas.

Uma história de aproximações interrompidas

Outras artistas negras também atravessaram fronteiras entre gêneros e se aproximaram do rock ao longo das décadas. Betty Davis incorporou elementos do funk rock em sua obra, mas enfrentou resistência por sua estética considerada provocativa para a época. O grupo Labelle também explorou referências do glam rock antes de ser direcionado para caminhos mais comerciais.

Mais recentemente, artistas como Rihanna, Willow e Janelle Monáe incorporaram elementos do rock em diferentes momentos de suas carreiras. Porém, essas experiências muitas vezes foram interpretadas como fases ou experimentações, e não como pertencimento definitivo ao gênero.

O padrão se repete: a mulher negra pode se aproximar do rock, mas raramente é reconhecida como alguém que pertence a esse espaço.

O significado de um possível Ato III

É nesse contexto que um possível projeto de Beyoncé ganha uma dimensão simbólica maior. Caso o rock seja o caminho escolhido para o próximo ato de sua carreira, a discussão não estará apenas na estética musical, mas no lugar de onde essa ocupação acontece.

Diferentemente de outras artistas negras que precisaram disputar legitimidade dentro da indústria, Beyoncé construiu uma autonomia artística que permite explorar diferentes territórios sem depender da aprovação de um mercado que historicamente delimitou caminhos para mulheres negras.

Um Ato III ligado ao rock representaria menos uma descoberta e mais uma reivindicação histórica: a reafirmação de que mulheres negras nunca foram visitantes nesse gênero, mas parte fundamental da sua construção.

Enquanto esse possível capítulo ainda não se confirma, a expectativa já revela a dimensão da conversa. Pensar Beyoncé no rock significa revisitar trajetórias como as de Rosetta Tharpe, Tina Turner, Mariah Carey e tantas outras artistas que tiveram suas possibilidades reduzidas ou questionadas. O debate, portanto, não é apenas sobre um novo álbum, mas sobre quem tem o direito de ocupar todos os espaços da música.

Imagem destaque: Reprodução Instagram/Meta @beyonce

O post Quando a mulher negra se aproxima do rock: a expectativa por um possível Ato III de Beyoncé apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
https://portalfonte.com/quando-a-mulher-negra-se-aproxima-do-rock-a-expectativa-por-um-possivel-ato-iii-de-beyonce/feed/ 0
Entre a fé e a intolerância: terreiros resistem à pressão urbana e ao preconceito religioso https://portalfonte.com/entre-a-fe-e-a-intolerancia-terreiros-resistem-a-pressao-urbana-e-ao-preconceito-religioso/ https://portalfonte.com/entre-a-fe-e-a-intolerancia-terreiros-resistem-a-pressao-urbana-e-ao-preconceito-religioso/#respond Tue, 23 Jun 2026 18:32:52 +0000 https://portalfonte.com/?p=2287 Mesmo diante da especulação imobiliária, do medo e da intolerância religiosa, lideranças do Candomblé mantêm viva a tradição afro-brasileira na região metropolitana do Rio de Janeiro. Por Vitor Fonseca Apesar do valor histórico dos espaços de matriz africana no Rio de Janeiro, muitos terreiros ainda enfrentam desafios para preservar seus territórios e manter suas atividades […]

O post Entre a fé e a intolerância: terreiros resistem à pressão urbana e ao preconceito religioso apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
Mesmo diante da especulação imobiliária, do medo e da intolerância religiosa, lideranças do Candomblé mantêm viva a tradição afro-brasileira na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Por Vitor Fonseca

Apesar do valor histórico dos espaços de matriz africana no Rio de Janeiro, muitos terreiros ainda enfrentam desafios para preservar seus territórios e manter suas atividades religiosas. Na região central da cidade, onde está localizada a Pequena África, lideranças do Candomblé relatam dificuldades para falar publicamente sobre o avanço da especulação imobiliária e dos casos de intolerância religiosa por receio de represálias.

Em meio ao silêncio de algumas comunidades religiosas, a voz de Babá Rodrigo Fonseca, Babalorixá de um terreiro localizado no bairro da Lagoinha, em Nova Iguaçu, revela uma realidade presente em diferentes territórios da região metropolitana: a luta pela permanência dos espaços sagrados e pela preservação da cultura afro-brasileira.

A ameaça aos espaços de axé

Segundo Babá Rodrigo, a pressão sobre os terreiros não está relacionada apenas ao preconceito religioso, mas também envolve disputas territoriais e interesses econômicos. Para o sacerdote, muitos espaços de Candomblé estão localizados em áreas periféricas onde enfrentam diferentes formas de vulnerabilidade.

“Já passamos por situações de pressão e tentativas de remoção. Isso acontece porque muitos terreiros estão em áreas periféricas, com forte presença evangélica e atuação de milícias. É um ambiente hostil, mas respondemos com união e a força da nossa espiritualidade”, afirmou.

O terreiro comandado pelo Babalorixá já foi alvo de ameaças. Ele relata ter recebido ligações anônimas atribuídas inicialmente a grupos criminosos, mas que posteriormente foram associadas a um vizinho motivado por intolerância religiosa. O caso foi denunciado às autoridades, mas, segundo ele, representa uma realidade enfrentada por diversas casas de axé.

Para Babá Rodrigo, muitos terreiros acabam encerrando suas atividades por falta de apoio jurídico e redes de proteção. Quando um espaço religioso deixa de existir, afirma o sacerdote, a perda ultrapassa a dimensão espiritual e atinge também a memória cultural e comunitária.

Resistência e ancestralidade na Baixada Fluminense

Para o Babalorixá, manter um terreiro ativo na Baixada Fluminense representa uma forma de preservar a ancestralidade e reafirmar a presença negra no território.

Cada toque de atabaque, cada ritual e cada elemento da natureza utilizado nas práticas religiosas carregam, segundo ele, um significado de continuidade histórica. A permanência desses espaços se torna também uma forma de impedir que o preconceito apague tradições construídas ao longo de gerações.

Além da atuação religiosa, os terreiros também desempenham funções sociais dentro das comunidades onde estão inseridos. No espaço comandado por Babá Rodrigo, festas e obrigações do egbé também se transformam em ações de acolhimento, com distribuição de alimentos, apoio a moradores em situação de vulnerabilidade e fortalecimento dos vínculos comunitários.

“A gente mostra, na prática, que o axé também é solidariedade. Assim conquistamos respeito, até de quem antes nos via com preconceito”, afirma.

A busca por políticas públicas efetivas

Ao falar sobre ações de proteção aos terreiros, Babá Rodrigo destaca que o reconhecimento simbólico não é suficiente para garantir segurança e direitos às comunidades religiosas.

“Colocar uma placa na porta não garante direito a ninguém”, afirma o sacerdote, ao criticar iniciativas que, segundo ele, não alcançam efetivamente as casas de axé.

Para o Babalorixá, muitos líderes religiosos encontram dificuldades para acessar programas públicos devido à burocracia e à falta de orientação. Ele defende políticas que ofereçam suporte jurídico, proteção e mecanismos reais de preservação dos territórios religiosos.

O axé como resistência

A experiência relatada por Babá Rodrigo evidencia uma realidade enfrentada por diversas lideranças de religiões afro-brasileiras: a necessidade de equilibrar a preservação da fé com os desafios impostos pelo preconceito e pelas disputas urbanas.

Entre o medo e a resistência, cada terreiro que permanece aberto representa a continuidade de uma história marcada pela ancestralidade, pela cultura e pela luta por reconhecimento. No Rio de Janeiro, onde a formação cultural também passa pelas tradições africanas, o toque dos tambores segue reafirmando uma memória que insiste em permanecer viva.

Imagem destaque: Mídia Ninja

O post Entre a fé e a intolerância: terreiros resistem à pressão urbana e ao preconceito religioso apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
https://portalfonte.com/entre-a-fe-e-a-intolerancia-terreiros-resistem-a-pressao-urbana-e-ao-preconceito-religioso/feed/ 0
Portela homenageará Monarco com o enredo “Ao Mestre com Carinho” no Carnaval de 2027 https://portalfonte.com/portela-homenageara-monarco-com-o-enredo-ao-mestre-com-carinho-no-carnaval-de-2027/ https://portalfonte.com/portela-homenageara-monarco-com-o-enredo-ao-mestre-com-carinho-no-carnaval-de-2027/#respond Tue, 23 Jun 2026 18:32:33 +0000 https://portalfonte.com/?p=2273 Escola de Madureira celebra a trajetória de um dos maiores nomes de sua história e da música popular brasileira na Marquês de Sapucaí. A Portela definiu, no dia 11 de abril, o enredo que levará para a Marquês de Sapucaí no Carnaval de 2027. A escolha foi uma homenagem a um dos maiores baluartes de […]

O post Portela homenageará Monarco com o enredo “Ao Mestre com Carinho” no Carnaval de 2027 apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
Escola de Madureira celebra a trajetória de um dos maiores nomes de sua história e da música popular brasileira na Marquês de Sapucaí.

A Portela definiu, no dia 11 de abril, o enredo que levará para a Marquês de Sapucaí no Carnaval de 2027. A escolha foi uma homenagem a um dos maiores baluartes de sua história: o cantor e compositor Monarco. Batizado de “Ao Mestre com Carinho”, o tema será desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros, que retorna à agremiação com a missão de conduzir a escola na busca por seu 23º título no Grupo Especial.

O mestre de Oswaldo Cruz

Nascido Hildmar Diniz, no bairro de Cavalcante, Zona Norte do Rio de Janeiro, Monarco mudou-se ainda criança para Oswaldo Cruz, berço da Portela. Foi ali, aos 10 anos de idade, que começou a conviver com sambistas da escola, participar de blocos carnavalescos e dar os primeiros passos como compositor. Também foi nesse período que surgiu o apelido que o acompanharia por toda a vida.

Sua relação com a Portela atravessou décadas. Na década de 1950, foi convidado a integrar a ala de compositores da escola e tornou-se uma das principais referências da agremiação. Embora nunca tenha vencido uma disputa de samba-enredo, suas composições conquistaram espaço e carinho entre os portelenses. Um dos exemplos mais conhecidos é “Passado de Glória”, que durante anos serviu como samba de aquecimento nos eventos da azul e branco.

Com o passar do tempo, Monarco assumiu papel de destaque na Velha Guarda da Portela e, entre 2013 e 2021, ocupou o cargo de presidente de honra da escola. Sua trajetória foi interrompida apenas por seu falecimento, em dezembro de 2021, aos 88 anos.

Anúncio em clima de celebração

O anúncio do enredo aconteceu durante a tradicional feijoada em comemoração aos 103 anos da Portela, realizada na quadra da escola, em Madureira. O evento reuniu grandes nomes da música brasileira e do samba, como Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Marisa Monte, Maria Rita, Roberta Sá, Mauro Diniz, Diogo Nogueira, Teresa Cristina e Marquinhos de Oswaldo Cruz.

A escolha do enredo foi recebida com entusiasmo pelos portelenses, que enxergam em Monarco uma das figuras mais importantes para a preservação da identidade e da tradição da escola.

O retorno de Paulo Barros

Após ficar fora dos desfiles do Grupo Especial em 2026, Paulo Barros retorna ao carnaval carioca em uma casa que conhece bem. O carnavalesco não participou da última edição da festa após sua passagem pela Unidos de Vila Isabel, onde assinou o enredo “Quanto Mais Eu Rezo, Mais Assombração Aparece!”.

Agora, ele volta à Portela, escola pela qual conquistou seu último campeonato, em 2017. Naquele ano, a azul e branco apresentou o enredo “Quem Nunca Sentiu o Corpo Arrepiar ao Ver Esse Rio Passar?” e encerrou um jejum de títulos que durava desde 1984. Até hoje, essa permanece como a conquista mais recente da agremiação.

Reformulação para 2027

Além da definição do enredo, a Portela iniciou uma ampla reformulação em diversos setores para o Carnaval de 2027. A contratação de Paulo Barros foi apenas uma das mudanças anunciadas pela diretoria.

O cantor Bruno Ribas retorna à escola após 21 anos para assumir o posto de intérprete oficial. Na comissão de frente, Sérgio Lobatto e Patrícia Salgado passam a comandar o quesito. Já a direção de Carnaval será formada por Dudu Falcão, Elisa Fernandes e Camarão Netto.

Na harmonia, Marcelo Jacob, Almir Souza e Vitor Leite foram promovidos à direção geral do segmento. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira segue formado por Marlon Lamar e Squel Jorgea, enquanto Mestre Vitinho permanece à frente da bateria Tabajara do Samba.

Com um enredo que reverencia um de seus maiores símbolos e uma equipe reformulada para o próximo ciclo carnavalesco, a Portela inicia a caminhada rumo ao Carnaval de 2027 apostando na união entre tradição e renovação para voltar a disputar o título do Grupo Especial.

Por: Vitor Fonseca – Estudante de Jornalismo
Foto destaque: Marcelo Theobald/O Globo

O post Portela homenageará Monarco com o enredo “Ao Mestre com Carinho” no Carnaval de 2027 apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
https://portalfonte.com/portela-homenageara-monarco-com-o-enredo-ao-mestre-com-carinho-no-carnaval-de-2027/feed/ 0
Museu BB reúne história, arte e evolução do dinheiro em exposição gratuita no CCBB Rio https://portalfonte.com/museu-bb-reune-historia-arte-e-evolucao-do-dinheiro-em-exposicao-gratuita-no-ccbb-rio/ https://portalfonte.com/museu-bb-reune-historia-arte-e-evolucao-do-dinheiro-em-exposicao-gratuita-no-ccbb-rio/#respond Fri, 29 May 2026 10:14:00 +0000 https://portalfonte.com/?p=1216 Mostra de longa duração apresenta os 215 anos do Banco do Brasil e uma viagem pela história dos meios de pagamento. Visitação segue até 30 de dezembro de 2026. Por Christian Ferreira e Guilherme Oliveira Quem visita o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Rio) tem a oportunidade de conhecero Museu BB, exposição gratuita que […]

O post Museu BB reúne história, arte e evolução do dinheiro em exposição gratuita no CCBB Rio apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
Mostra de longa duração apresenta os 215 anos do Banco do Brasil e uma viagem pela história dos meios de pagamento. Visitação segue até 30 de dezembro de 2026.

Por Christian Ferreira e Guilherme Oliveira

Quem visita o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Rio) tem a oportunidade de conhecer
o Museu BB, exposição gratuita que reúne patrimônio histórico, acervo museológico e
experiências educativas sobre a trajetória do Banco do Brasil e a evolução do dinheiro ao
longo dos séculos. A mostra permanece em cartaz até 30 de dezembro de 2026, no 4º
andar do CCBB, no Centro do Rio de Janeiro.

O Museu BB é composto por duas exposições de longa duração. A primeira, “O BB e Sua
História”
, apresenta os 215 anos de existência do Banco do Brasil por meio de coleções
museológicas e documentos históricos. Dividida em sete salas, a exposição percorre uma
linha do tempo iniciada em 1808, com referências a Dom João VI, fundador da instituição,
passando por curiosidades sobre antigos funcionários, objetos bancários históricos e ambientes que reproduzem os antigos gabinetes da Direção-Geral do banco no Rio de Janeiro antes da transferência da capital para Brasília, em 1960. A mostra também destaca
a atuação contemporânea do Banco do Brasil nas áreas social, esportiva e cultural do país.

A exposição aborda as relações sociais, políticas, econômicas e culturais envolvidas na mediação das trocas entre pessoas e povos ao longo da história. / Foto: Guilherme Ferreira

Já a segunda exposição, “Do Sal ao Digital”, convida o público a explorar a história das
trocas comerciais e dos meios de pagamento. Com mais de 800 moedas e cédulas, além de
mapas, iconografias históricas e obras de arte contemporânea, a mostra contextualiza a
evolução do dinheiro desde suas formas mais antigas até os atuais dispositivos digitais.
Organizada em três núcleos temáticos, a exposição aborda as relações sociais, políticas,
econômicas e culturais envolvidas na mediação das trocas entre pessoas e povos ao longo
da história.

Segundo a organização, a iniciativa reforça o compromisso do Banco do Brasil com a
preservação do patrimônio histórico e cultural, além de incentivar a educação financeira por
meio de experiências acessíveis ao público.

Serviço:
Local: Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro – 4º andar;
Período: até 30 de dezembro de 2026;
Funcionamento: de quarta a segunda-feira, das 9h às 20h (entrada permitida até as 19h);
Ingressos: gratuitos, com retirada pelo site do CCBB ou na bilheteria física;
Classificação indicativa: livre para todos os públicos.

Foto destaque: Christian Ferreira

Leia também: Integração do Bilhete Único Carioca passa a exigir cartão Jaé preto ou QR Code

O post Museu BB reúne história, arte e evolução do dinheiro em exposição gratuita no CCBB Rio apareceu primeiro em Portal Fonte.

]]>
https://portalfonte.com/museu-bb-reune-historia-arte-e-evolucao-do-dinheiro-em-exposicao-gratuita-no-ccbb-rio/feed/ 0