Arquivo de SOCIEDADE - Portal Fonte https://portalfonte.com/category/sociedade/ Escola de Comunicação da Unisuam Wed, 08 Jul 2026 12:42:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://portalfonte.com/wp-content/uploads/2026/04/favicon-coruja-150x150.gif Arquivo de SOCIEDADE - Portal Fonte https://portalfonte.com/category/sociedade/ 32 32 Secretaria Municipal de Esportes abre inscrições para colônia de férias nas Vilas Olímpicas https://portalfonte.com/secretaria-municipal-de-esportes-abre-inscricoes-para-colonia-de-ferias-nas-vilas-olimpicas/ https://portalfonte.com/secretaria-municipal-de-esportes-abre-inscricoes-para-colonia-de-ferias-nas-vilas-olimpicas/#respond Wed, 08 Jul 2026 12:42:54 +0000 https://portalfonte.com/?p=2538 Por Milena Santiago – Estudante de Jornalismo A Secretaria Municipal de Esportes da Prefeitura do Rio abre as inscrições para a colônia de férias nesta terça-feira (07) em todas as vilas olímpicas da cidade. As atividades, que acontecem anualmente no período de recesso escolar, são voltadas para crianças a partir de 4 anos, com opções […]

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Por Milena Santiago – Estudante de Jornalismo

A Secretaria Municipal de Esportes da Prefeitura do Rio abre as inscrições para a colônia de férias nesta terça-feira (07) em todas as vilas olímpicas da cidade. As atividades, que acontecem anualmente no período de recesso escolar, são voltadas para crianças a partir de 4 anos, com opções também para adultos e idosos. O prazo para matrícula termina no dia 17 deste mês. 

Para efetuar a inscrição, os responsáveis devem comparecer à secretaria dos equipamentos esportivos com as cópias da identidade da criança, do responsável e o comprovante de residência. A exceção é o Parque Olímpico da Barra, que recebe cadastro exclusivamente de forma online, por meio de formulário disponibilizado no perfil oficial da unidade no Instagram. 

Parque Olímpico da Barra. / Foto: Reprodução Prefeitura do Rio

O início do período de inscrições nas Vilas Olímpicas Jorginho da SOS, localizada no Complexo do Alemão, e Aldo Miccolis, no Encantado, dará prioridade total a quem já frequenta as atividades. Ao longo da primeira semana, as vagas serão destinadas unicamente à renovação dos alunos matriculados, sendo que o público geral só poderá ocupar os postos que restarem disponíveis após esse prazo.

As atividades das colônias de férias acontecerão entre os dias 21 e 31 de julho, de terça a sexta-feira. Cada vila olímpica tem seu próprio horário e atende a uma faixa etária específica. A programação inclui modalidades esportivas como futebol, basquete e vôlei, além de atividades recreativas na piscina, brincadeiras tradicionais, gincanas, piques e queimado. 

A iniciativa da secretaria visa preencher o tempo livre de crianças e jovens durante as férias escolares, garantindo que eles permaneçam em movimento dentro de espaços protegidos e com acompanhamento profissional. Além de focar na juventude, o projeto também estende a programação de esporte e lazer para as populações adulta e idosa em polos selecionados.

Endereços das unidades

  • Centro Esportivo Miécimo da Silva (Campo Grande)
    Rua Olinda Ellis, 470 – Campo Grande
  • CIAD (exclusivo para PCDs)
    Av. Presidente Vargas, 1.997 – Centro
  • Cidade das Crianças (Santa Cruz)
    Rodovia Rio-Santos, Km 0 – Santa Cruz
  • GREIP (Penha)
    Rua Santa Engrácia, s/n – Penha
  • Parque das Vizinhanças de Ramos
    Av. Guanabara, s/n – Ramos
  • Parque Machado de Assis (Santo Cristo)
    Rua do Pinto, 100 – Santo Cristo
  • Parque Radical de Deodoro
    Estrada Marechal Alencastro, 1357 – Ricardo de Albuquerque
  • Parque das Vizinhanças Dias Gomes
    Estrada do Camboatá, s/n – Deodoro
  • Parque Olímpico da Barra
    Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3401 – Barra da Tijuca
    Inscrições online via link divulgado no Instagram da unidade a partir de 07/07
  • Vila Olímpica Adílio (Vidigal)
    Av. Presidente João Goulart, s/n – Vidigal
  • Vila Olímpica Aldo Miccolis (Encantado)
    Rua Bento Gonçalves, 457 – Encantado
    Inscrições online para alunos matriculados
  • Vila Olímpica Artur da Távola (Vila Isabel)
    Rua Visconde de Santa Isabel, s/n – Vila Isabel
  • Vila Olímpica Clara Nunes (Coelho Neto)
    Rua Pedro Jório, 528 – Coelho Neto
  • Vila Olímpica Radialista “Apolinho” Washington Rodrigues (Gamboa)
    Rua da União, s/n – Gamboa
  • Vila Olímpica da Mangueira
    Rua Santos Melo, 73 – Mangueira
  • Vila Olímpica Dr. Ivanir de Mello
    Rua Aripuá, s/n – Ricardo de Albuquerque
  • Vila Olímpica Dr. Sócrates Brasileiro (Guaratiba)
    Rua Bidu Sayão, s/n – Guaratiba
  • Vila Olímpica Jorginho da SOS (Ramos)
    Estrada do Itararé, 460 – Ramos
    Inscrições iniciais apenas para alunos matriculados
  • Vila Olímpica Jornalista Ary de Carvalho (Vila Kennedy)
    Rua Paulino do Sacramento, s/n – Vila Kennedy
  • Vila Olímpica Mané Garrincha (Caju)
    Rua Carlos Seixas, s/n – Caju
  • Vila Olímpica Mestre André (Padre Miguel)
    Rua Marechal Falcão da Frota, 1782 – Padre Miguel
  • Vila Olímpica Municipal Seu Amaro (Maré)
    Rua Tancredo Neves, s/n – Maré
  • Vila Olímpica Nilton Santos (Ilha do Governador)
    Estrada do Rio Jequiá, s/n – Ilha do Governador
  • Vila Olímpica Oscar Schmidt (Santa Cruz)
    Estrada do Matadouro, s/n – Santa Cruz
  • Vila Olímpica Polo Jardim Bangu
    Rua Roque Barbosa, s/n – Bangu
  • Vila Olímpica Professor Manoel José Gomes Tubino (Jacarepaguá)
    Rua Cândido Benício, 2973 – Jacarepaguá
  • Vila Olímpica Waldir Pereira “Didi” (Recreio dos Bandeirantes)
    Av. Alfredo Balthazar da Silveira, 35 – Recreio dos Bandeirantes

Foto destaque: Divulgação Prefeitura RJ – Vila Olímpica de Ramos

Leia também: Violência ao redor: impactos na saúde mental de moradores da Zona Norte do Rio de Janeiro

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Transformando vidas: o impacto do Instituto ABBA em Duque de Caxias https://portalfonte.com/transformando-vidas-o-impacto-do-instituto-abba-em-duque-de-caxias/ https://portalfonte.com/transformando-vidas-o-impacto-do-instituto-abba-em-duque-de-caxias/#respond Fri, 26 Jun 2026 14:59:44 +0000 https://portalfonte.com/?p=2481 Organização social acolhe crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e mostra como a articulação entre solidariedade, educação e terceiro setor pode mudar realidades na Baixada Fluminense. Por Victoria Thomaz e Paulo Vitor Alonso Estudantes de Jornalismo Em meio aos desafios sociais enfrentados por milhares de famílias em Duque de Caxias, iniciativas da sociedade civil […]

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Organização social acolhe crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e mostra como a articulação entre solidariedade, educação e terceiro setor pode mudar realidades na Baixada Fluminense.

Por Victoria Thomaz e Paulo Vitor Alonso Estudantes de Jornalismo

Em meio aos desafios sociais enfrentados por milhares de famílias em Duque de Caxias, iniciativas da sociedade civil têm desempenhado um papel fundamental na promoção da cidadania e da inclusão. Entre elas está o Instituto ABBA, organização que atua no acolhimento e no desenvolvimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, oferecendo suporte, orientação e oportunidades para a construção de um futuro melhor.

Mais do que um espaço de assistência, o Instituto se tornou uma rede de proteção para jovens que convivem diariamente com dificuldades econômicas, sociais e emocionais. Por meio de ações voltadas ao cuidado, à educação e ao fortalecimento de vínculos, a instituição busca proporcionar novas perspectivas para aqueles que muitas vezes se encontram à margem das políticas públicas tradicionais.

Segundo Letícia Braz, coordenadora do Instituto, a organização nasceu da necessidade urgente de atender crianças e adolescentes que precisavam de apoio e acompanhamento em um contexto marcado por diversas vulnerabilidades.

“Desde então, o trabalho desenvolvido tem sido pautado pelo compromisso social e pelo desejo de transformar vidas por meio da acolhida e da atenção às necessidades de cada indivíduo”, destaca a coordenadora.

Acolhimento como ferramenta de transformação

O processo de acolhimento realizado pelo Instituto vai além da assistência imediata. A proposta pedagógica e social é criar um ambiente seguro, onde os jovens possam se desenvolver de forma saudável, fortalecendo sua autoestima e ampliando suas perspectivas de vida e carreira.

Em comunidades onde o acesso a oportunidades muitas vezes é limitado, iniciativas como a do Instituto ABBA contribuem diretamente para reduzir desigualdades e promover a inclusão social. O trabalho realizado pela equipe técnica e pelos voluntários busca oferecer não apenas apoio material, mas também suporte emocional e acompanhamento contínuo.

Para Letícia Braz, cada pessoa atendida representa uma história única e um potencial que merece ser desenvolvido. Ao longo dos anos, diversas trajetórias de superação demonstraram a importância do trabalho realizado pela organização e reforçaram a necessidade de manter e ampliar as ações desenvolvidas.

Corrida Comunitária. Foto: Instituto Abba

Desafios permanentes e o papel da comunidade

Assim como outras organizações do terceiro setor, o Instituto ABBA enfrenta desafios constantes para manter suas atividades acadêmicas e assistenciais em pleno funcionamento. A sustentabilidade financeira é uma das principais preocupações, já que a instituição depende de doações, parcerias e do engajamento da comunidade local para continuar oferecendo seus serviços gratuitamente.

Além da captação de recursos, a ONG também lida diariamente com demandas crescentes e com a necessidade de ampliar sua capacidade de atendimento. Ainda assim, o compromisso dos voluntários e colaboradores tem sido o pilar fundamental para garantir a continuidade dos projetos.

O papel das ONGs na construção de futuros

No cenário contemporâneo, as organizações não governamentais desempenham uma função social estratégica na pesquisa empírica, na promoção de oportunidades e no fortalecimento das comunidades. Ao atuar diretamente junto à população mais vulnerável, essas instituições conseguem identificar demandas específicas e desenvolver tecnologias sociais voltadas para a transformação real.

Para a coordenação do Instituto, o trabalho realizado pelas ONGs representa uma possibilidade concreta de reconstrução de trajetórias e de criação de novos horizontes para crianças e adolescentes que enfrentam situações adversas. A motivação para seguir atuando está justamente nos resultados observados ao longo do tempo: cada conquista alcançada pelos jovens atendidos reforça a importância da missão desenvolvida pela instituição.

Um convite à solidariedade e à extensão universitária

Mais do que apresentar o trabalho de uma organização social, a história do Instituto ABBA convida a comunidade acadêmica — estudantes, professores e pesquisadores — à reflexão sobre a responsabilidade coletiva na construção de uma sociedade mais justa. O espaço também se consolida como um campo fértil para o desenvolvimento de projetos de extensão universitária, estágios e ações voluntárias multidisciplinares.

Ao abrir suas portas para acolher quem mais precisa, o Instituto ABBA reafirma diariamente que transformar vidas é possível quando existe disposição para cuidar, ouvir e, acima de tudo, acreditar no potencial humano.

Como ajudar?

Para conhecer mais sobre os projetos, se voluntariar ou realizar doações, entre em contato com o Instituto ABBA através de suas redes sociais oficiais, do whatsapp: (21) 97342-6796 ou visite a sede da instituição em Duque de Caxias: Rua Lauro Sodré, Lt 21, Duque de Caxias, RJ — 25040-060

Imagem destaque: Victoria Thomaz

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Sem lugar para parar: a rotina invisível dos motoristas de aplicativo que fazem entregas no Rio https://portalfonte.com/sem-lugar-para-parar-a-rotina-invisivel-dos-motoristas-de-aplicativo-que-fazem-entregas-no-rio/ https://portalfonte.com/sem-lugar-para-parar-a-rotina-invisivel-dos-motoristas-de-aplicativo-que-fazem-entregas-no-rio/#respond Fri, 26 Jun 2026 14:40:07 +0000 https://portalfonte.com/?p=2477 Sem acesso regulamentado a áreas de carga e descarga e vulneráveis a multas, entregadores que usam carros de passeio precisam recorrer a estacionamentos pagos ou caminhar longas distâncias para concluir o trabalho. Por Paulo Vitor Alonso e Victoria Thomaz Estudantes de Jornalismo A expansão do comércio eletrônico e dos serviços de logística por plataformas digitais […]

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Sem acesso regulamentado a áreas de carga e descarga e vulneráveis a multas, entregadores que usam carros de passeio precisam recorrer a estacionamentos pagos ou caminhar longas distâncias para concluir o trabalho.

Por Paulo Vitor Alonso e Victoria Thomaz Estudantes de Jornalismo

A expansão do comércio eletrônico e dos serviços de logística por plataformas digitais transformou a paisagem urbana das grandes cidades brasileiras. No entanto, por trás da conveniência da entrega rápida, esconde-se a dura realidade de uma categoria profissional que cresce em ritmo acelerado, mas permanece marginalizada pela legislação de trânsito: os motoristas de aplicativo que realizam entregas utilizando veículos particulares de passeio.

Apesar de já estarem integrados à dinâmica socioeconômica da capital fluminense há um bom tempo, esses trabalhadores relatam que suas demandas continuam ignoradas pelo poder público. Sem pontos regulamentados para estacionar, muitos precisam recorrer a artimanhas diárias, como esconder o veículo em ruas sem saída ou parar a centenas de metros de distância do endereço final para conseguir efetuar o desembarque das mercadorias.

O impasse do CTB e as regras municipais

O principal nó górdio da categoria reside na contradição entre a legislação federal e a fiscalização local. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o ato de carga e descarga está atrelado à natureza da operação, e não ao tipo de veículo. O texto federal não restringe carros de passeio de utilizarem essas vagas, desde que estejam, de fato, operando o embarque ou desembarque de volumes.

O Artigo 47 do CTB estabelece que as vagas de carga e descarga devem ser regulamentadas pelo órgão de trânsito responsável pela via (no caso da capital, a CET-Rio). Além disso, o Artigo 181, que dispõe sobre as infrações de estacionamento irregular, não pune especificamente automóveis civis nestas áreas. Contudo, o próprio código determina que o motorista deve respeitar a sinalização local — e é aí que o problema começa. As placas instaladas nas ruas do Rio de Janeiro restringem o uso das vagas estritamente a Veículos Urbanos de Carga (VUC) e utilitários.

Na prática, isso cria uma armadilha burocrática: o entregador que utiliza um carro comum, ao tentar fazer o seu trabalho usando a vaga de carga e descarga, fica sujeito a multas graves e reboque.

Relato de quem vive a rotina das ruas

Para compreender o impacto desse vácuo normativo no cotidiano, a reportagem entrevistou o motorista Marcos Paulo, que detalhou as principais dificuldades enfrentadas pela categoria no Rio de Janeiro.

Paulo Vitor: Quais regiões do Rio de Janeiro apresentam mais dificuldades para estacionar durante as entregas?

Marcos Paulo: A Zona Sul e o Centro do Rio de Janeiro são, sem dúvidas, as regiões mais desafiadoras para nós. Além da escassez crônica de vagas públicas, o movimento é intenso. Enfrentamos tanto o risco de sofrer furtos enquanto nos afastamos para subir em um prédio quanto a enorme dificuldade para achar qualquer local seguro para encostar o carro.

Paulo Vitor: Como você costuma agir quando não encontra uma vaga próxima ao local da entrega?

Marcos Paulo: Quando não há vaga perto do destino, somos obrigados a deixar o veículo em locais muito distantes e concluir o restante do trajeto a pé, carregando as caixas ou sacolas. Os estacionamentos pagos surgem como alternativa em casos extremos, mas o custo deles pesa direto no bolso e consome a nossa margem de lucro, tornando essa escolha inviável na maioria das vezes.

Paulo Vitor: As áreas de carga e descarga costumam atender às necessidades de quem faz entregas por aplicativo?

Marcos Paulo: Raramente. Essas vagas são limitadas e os agentes de fiscalização priorizam os caminhões grandes de abastecimento. Mesmo se encontrarmos uma vaga dessas vazia, o risco de sermos multados por estarmos em um carro de passeio comum é altíssimo, então a gente prefere não arriscar.

Carro de um entregador de aplicativo parado na vaga de carga e descarga Foto: Paulo Vitor

Precedentes abrem caminho para cobrança por direitos

A demanda por regulamentação ganha força quando observamos que a prefeitura do Rio de Janeiro já desenvolveu soluções de mobilidade para outras modalidades de transporte por aplicativo. Nos últimos anos, os motoristas voltados ao transporte de passageiros (como Uber e 99) conquistaram bolsões regulamentados para embarque e desembarque em pontos estratégicos de grande fluxo, como shopping centers, rodoviárias e nos aeroportos do Galeão e Santos Dumont.

Da mesma forma, o poder público municipal voltou as atenções para os motoboys e entregadores de refeições. Em uma parceria firmada com a iniciativa privada, a prefeitura instalou três pontos de apoio oficiais equipados com infraestrutura de descanso e suporte para esses profissionais, localizados em Botafogo, Barra da Tijuca e Tijuca.

Diante do amparo dado às outras ramificações da economia dos aplicativos, os entregadores em veículos de passeio agora reivindicam um posicionamento e ações institucionais semelhantes por parte da administração municipal. A categoria pleiteia a revisão da sinalização urbana ou a criação de credenciais específicas que validem a atividade dos automóveis civis a serviço das plataformas, garantindo o direito de trabalhar sem o fantasma da punição.

Imagem destaque: Paulo Vitor Alonso

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Recuperação desigual: praias da Zona Sul avançam, mas Ilha do Governador ainda espera por melhorias https://portalfonte.com/recuperacao-desigual-praias-da-zona-sul-avancam-mas-ilha-do-governador-ainda-espera-por-melhorias/ https://portalfonte.com/recuperacao-desigual-praias-da-zona-sul-avancam-mas-ilha-do-governador-ainda-espera-por-melhorias/#respond Fri, 26 Jun 2026 14:25:17 +0000 https://portalfonte.com/?p=2475 Por Paulo Vitor Alonso Estudante de Jornalismo A melhora na qualidade da água em praias da Zona Sul do Rio de Janeiro reacendeu o debate sobre a recuperação ambiental da Baía de Guanabara. Enquanto locais que por décadas sofreram com a poluição começam a apresentar avanços, moradores da Ilha do Governador ainda convivem com praias […]

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Por Paulo Vitor Alonso Estudante de Jornalismo

A melhora na qualidade da água em praias da Zona Sul do Rio de Janeiro reacendeu o debate sobre a recuperação ambiental da Baía de Guanabara. Enquanto locais que por décadas sofreram com a poluição começam a apresentar avanços, moradores da Ilha do Governador ainda convivem com praias consideradas impróprias para banho e questionam quando a mesma transformação chegará à região.

A Ilha do Governador possui uma forte ligação histórica com o mar. Durante boa parte do século passado, praias como a da Bica eram frequentadas por moradores e visitantes que buscavam lazer, esportes e contato com a natureza. No entanto, uma série de impactos ambientais contribuiu para a degradação da qualidade da água ao longo dos anos.

Praia da bica na ilha do governador Foto: Paulo Vitor Alonso

Entre os episódios mais marcantes está o vazamento de aproximadamente 20 mil toneladas de óleo do petroleiro iraquiano Tarak Ibn Ziyad, em 1975. Anos depois, em 2000, a Baía de Guanabara foi palco de outro desastre ambiental de grandes proporções, quando cerca de 1,3 milhão de litros de óleo vazaram de um duto que ligava a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) ao Terminal da Ilha d’Água. O acidente afetou significativamente a fauna marinha e agravou os problemas ambientais da região.

Apesar da situação das praias, muitos moradores continuam utilizando a orla como espaço de convivência e lazer. Em entrevista à reportagem, a moradora Magali Roseno afirmou que a população se acostumou à realidade local e não deixa de frequentar a região por conta dos problemas de balneabilidade.

Segundo ela, a condição da água tem pouco impacto na rotina de parte dos frequentadores:

“Se não peguei nada até hoje, não é agora que vou pegar”, relatou, ao comentar a percepção de muitos moradores sobre os riscos de entrar no mar.

Pessoas aproveitando a orla da praia da bica Foto: Paulo Vitor Alonso

Mais do que um local destinado ao banho, a orla passou a desempenhar outras funções ao longo dos anos. A entrevistada destaca que a expansão dos quiosques, bares e atividades esportivas transformou a relação da população com as praias da Ilha.

“Atualmente, as pessoas deixaram de pensar só no banho e passaram a incluir a praia na vida esportiva”, afirmou.

Modalidades como beach tennis, futevôlei, vôlei de praia e treinos funcionais atraem diariamente moradores para a orla. Mesmo sem condições ideais para o banho, a Praia da Bica continua sendo um dos principais pontos de encontro da região, reunindo praticantes de esportes, frequentadores de bares e restaurantes e famílias em busca de lazer ao ar livre.

A movimentação constante demonstra que a população mantém uma forte relação com o espaço, mas também reforça a necessidade de investimentos voltados para a recuperação ambiental das praias. Para moradores e frequentadores, a revitalização da orla não representaria apenas uma melhoria na qualidade da água, mas também um ganho para o turismo, o lazer e a qualidade de vida na Ilha do Governador.

Estacionamento dos restaurantes na praia da bica Foto: Paulo Vitor Alonso

Enquanto a recuperação de algumas praias cariocas é celebrada, a expectativa dos moradores da Ilha permanece a mesma: que a região também receba a atenção necessária para que suas praias voltem a ser um patrimônio ambiental plenamente aproveitado pela população.

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Exposição da Fiocruz mostra ações realizadas em comunidades na pandemia https://portalfonte.com/exposicao-da-fiocruz-mostra-acoes-realizadas-em-comunidades-na-pandemia/ https://portalfonte.com/exposicao-da-fiocruz-mostra-acoes-realizadas-em-comunidades-na-pandemia/#respond Wed, 24 Jun 2026 17:20:06 +0000 https://portalfonte.com/?p=2354 Por Vitória Sá Estudante de Jornalismo Localizada em edificação histórica que teve um papel fundamental no enfrentamento a emergências sanitárias há mais de cem anos, a reabertura do Pavilhão do Relógio aconteceu no dia 1 de junho com a inauguração de duas exposições.  A primeira, Memórias da Covid, é uma mostra virtual dedicada à atuação da […]

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Por Vitória Sá Estudante de Jornalismo

Localizada em edificação histórica que teve um papel fundamental no enfrentamento a emergências sanitárias há mais de cem anos, a reabertura do Pavilhão do Relógio aconteceu no dia 1 de junho com a inauguração de duas exposições.  A primeira, Memórias da Covid, é uma mostra virtual dedicada à atuação da Fiocruz durante a pandemia. A segunda, Favela Viva: enfrentamentos à pandemia de Covid-19 em Maré e Manguinhos, que está aberta à visitação presencial. 


A exposição Favela Viva destaca um olhar humanizado sobre como os moradores da Maré e de Manguinhos atravessaram a crise sanitária global, destacando os desafios reais dos moradores que enfrentaram o acesso limitado a condições básicas de saúde. A exposição está situada no circuito de visitação do Museu da Vida Fiocruz, no campus Manguinhos.

Graduanda em história, a educadora Danielle Figueiredo fala da experiência de ingressar no processo de planejamento da exposição. “Eu tive a oportunidade de participar desde o começo dessa pesquisa que vem sendo desenvolvida até chegar na exposição. Há quase 3 anos, já tinha a curadoria participativa, o grupo curador que são lideranças do território de Maré e Manguinhos, da comunicação, que, junto à Fiocruz, planejaram e articularam todo o processo dessa exposição.”

 A divisão em oito módulos oferece uma experiência interativa e acessível, combinando dados técnicos com recursos como objetos táteis, mapas e jogos de combate às fake news. No segundo semestre de 2026, a exposição deixa o Pavilhão do Relógio para percorrer escolas, bibliotecas e museus locais nos territórios da Maré e Manguinhos.

Máscaras em um varal que fazem parte da exposição Favela viva, foto por: Vitória Sá

Já a exposição virtual Memórias da Covid, que também está disponível on-line, apresenta uma linha do tempo da pandemia do Sars-CoV-2, o novo coronavírus, com foco na atuação da Fiocruz. Reúne acontecimentos entre dezembro de 2019, assim que surgiram os principais alertas internacionais sobre a doença, e maio de 2023, o marco de encerramento da pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Exposição online Memórias da Covid-19

“Agora eu sou educadora do museu, e estamos muito felizes com a exposição que inaugurou dia 1º de junho, e, hoje, dia 17 de junho, temos quase mil visitantes, incluindo escolas.” Disse Danielle, educadora e funcionária do Museu da Vida Fiocruz.

A exposição “Favela Viva” é aberta ao público com visitação livre até 10 pessoas. Para grupos maiores, o agendamento deve ser feito no centro de recepção . Estará disponível no pavilhão do relógio até o dia 31 de agosto. Terça a Sexta das 9h às 16:30, e aos sábados das 10h às 16h. Já a exposição virtual “Memórias da Covid-19” encontra-se disponível 24hrs através do link de acesso

Fonte: Portal Fiocruz
Imagem destaque: Vitória Sá

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Regras da FIFA limitam uso de símbolos da Copa 2026 em campanhas publicitárias https://portalfonte.com/regras-da-fifa-limitam-uso-de-simbolos-da-copa-2026-em-campanhas-publicitarias/ https://portalfonte.com/regras-da-fifa-limitam-uso-de-simbolos-da-copa-2026-em-campanhas-publicitarias/#comments Wed, 24 Jun 2026 17:07:06 +0000 https://portalfonte.com/?p=2348 Diretrizes de propriedade intelectual restringem o uso comercial de marcas, imagens e expressões ligadas ao torneio por empresas não patrocinadora. Por Júlia Rangel Estudante de Publicidade e Propaganda Quando a Copa do Mundo de 2026 ainda era apenas expectativa, grandes marcas já haviam começado a produzir conteúdos relacionados ao torneio. O movimento mostra que, para o […]

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Diretrizes de propriedade intelectual restringem o uso comercial de marcas, imagens e expressões ligadas ao torneio por empresas não patrocinadora.

Por Júlia Rangel Estudante de Publicidade e Propaganda

Quando a Copa do Mundo de 2026 ainda era apenas expectativa, grandes marcas já haviam começado a produzir conteúdos relacionados ao torneio. O movimento mostra que, para o mercado da comunicação, a Copa começa muito antes do apito inicial. Mas junto com a oportunidade surge uma dúvida comum entre empresas, criadores de conteúdo e profissionais da área: até onde é possível usar referências ao evento sem infringir as regras da FIFA?

As Diretrizes de Propriedade Intelectual da entidade estabelecem limites claros para o uso de símbolos, nomes e elementos visuais da competição. Ignorar essas regras pode gerar notificações e até disputas judiciais. Para quem trabalha com comunicação, entender esses limites é tão importante quanto desenvolver uma campanha criativa.

Porque essas regras existem?

Os patrocinadores oficiais investem milhões para associar suas marcas ao torneio. Em troca, recebem direitos exclusivos de uso de diversos ativos ligados à competição. É justamente essa exclusividade que a FIFA busca proteger por meio das regras de propriedade intelectual. Nesse contexto surge o chamado marketing de emboscada, prática em que empresas tentam se associar a um evento sem possuir autorização oficial. O objetivo é aproveitar a visibilidade gerada pela competição sem arcar com os custos de patrocínio. Por isso, apenas empresas e organizações autorizadas pela FIFA podem utilizar oficialmente determinados elementos da Copa em ações comerciais.

Uso pessoal e uso comercial: a diferença que muda tudo

Para torcedores e usuários comuns das redes sociais, as regras costumam ser mais flexíveis. Compartilhar conteúdos sobre os jogos, utilizar hashtags relacionadas ao torneio e comentar as partidas em perfis pessoais geralmente não representa problema, desde que não exista finalidade comercial. A situação muda quando há interesse de promoção de marca, venda de produtos ou prestação de serviços. Empreendedores, social medias, designers, influenciadores e empresas precisam ter atenção redobrada. Utilizar elementos protegidos pela FIFA em anúncios, campanhas, promoções ou conteúdos patrocinados pode caracterizar infração, mesmo quando a intenção é apenas aproveitar o clima do evento.

O que não pode ser usado por marcas não autorizadas

Ativos visuais e termos protegidos
Entre os elementos protegidos estão o emblema oficial da competição, os logotipos das cidades-sede, a imagem do troféu, o mascote, o pôster oficial e a tipografia desenvolvida exclusivamente para o torneio. Também existem restrições relacionadas a expressões e denominações oficiais da competição. Pequenas adaptações ou alterações nesses elementos não garantem que seu uso seja permitido. Se a comunicação gerar associação indevida com a Copa ou sugerir vínculo oficial, ainda pode haver infração.

Em promoções e ações de marketing
Sorteios de ingressos sem autorização, campanhas que sugiram patrocínio oficial inexistente e promoções que utilizem elementos protegidos da competição estão entre as práticas que podem gerar notificações ou sanções. A regra geral é simples: se a ação comercial cria a impressão de que existe uma relação oficial com a Copa do Mundo sem autorização da FIFA, há risco de infração.

Quando até os grandes erraram

Casos de marketing de emboscada já marcaram diferentes edições da Copa do Mundo e ajudam a entender por que a FIFA adota uma postura rígida em relação ao tema.

Casos que marcaram a discussão sobre marketing de emboscada
O marketing de emboscada não é um fenômeno recente. Ao longo da história das Copas do Mundo, diversas marcas encontraram formas de se associar ao evento sem possuir patrocínio oficial, o que ajudou a intensificar o debate sobre exclusividade comercial e proteção de marcas.

Na Copa do Mundo de 1994, a Brahma protagonizou um dos casos mais conhecidos de marketing de emboscada no Brasil. Na época, a marca utilizava o slogan “Número 1” e patrocinava diversos jogadores da seleção brasileira, entre eles Romário, Bebeto, Raí, Zinho, Jorginho e Ronaldo. Após a conquista do tetracampeonato, vários atletas apareceram comemorando com o dedo indicador levantado, gesto associado à campanha da cervejaria. Embora não fosse patrocinadora oficial da seleção brasileira, a Brahma conseguiu vincular sua imagem a um dos momentos mais marcantes da história do futebol nacional. O episódio se tornou um dos exemplos mais conhecidos de marketing de emboscada no país e passou a ser frequentemente citado em discussões sobre exclusividade comercial e direitos de patrocínio em grandes eventos esportivos.

Embora algumas ações de marketing de emboscada sejam lembradas pela criatividade e pela repercussão alcançada, a estratégia também envolve riscos. De acordo com artigo publicado no JusBrasil, campanhas desse tipo podem gerar questionamentos relacionados à concorrência desleal e ao uso indevido de marcas protegidas, dependendo da forma como são executadas. O texto destaca que o limite entre uma ação criativa e uma associação indevida pode ser bastante sutil, exigindo cautela de empresas que desejam aproveitar a visibilidade de grandes eventos esportivos.

O que é Permitido?


Apesar das restrições, empresas não precisam ficar completamente afastadas do assunto. A FIFA permite que marcas trabalhem temas relacionados ao universo do futebol de forma genérica, sem utilizar elementos protegidos da competição. Expressões como “torcida”, “dia de jogo”, “golaço”, “futebol” e referências às seleções nacionais podem ser utilizadas, desde que não sugiram vínculo oficial com o torneio.

Na prática, diferentes segmentos podem adaptar a temática ao seu contexto:
Restaurantes e bares podem criar cardápios inspirados no clima das partidas e decorar seus espaços com bandeiras dos países participantes.

Academias e estúdios podem desenvolver campanhas relacionadas ao esporte, desempenho físico e superação. Até mesmo aulas temáticas.

Lojas de roupas podem apostar em coleções inspiradas nas cores das seleções e no universo do futebol.

Clínicas e consultórios podem produzir conteúdos sobre saúde, alimentação e hábitos durante os dias de jogos.

Mais do que uma questão jurídica

A Copa do Mundo de 2026 deve movimentar campanhas, conteúdos e estratégias de comunicação em todo o mundo. Para profissionais da área, compreender as regras que envolvem propriedade intelectual é uma forma de atuar com mais segurança e responsabilidade.

Em um cenário em que marcas disputam atenção em tempo real, conhecer os limites entre participação e associação indevida ao evento se tornou parte do trabalho de quem atua com comunicação. Mais do que evitar problemas jurídicos, compreender essas regras ajuda profissionais e empresas a desenvolver estratégias criativas sem ultrapassar os direitos protegidos pela FIFA.

Antes de publicar campanhas relacionadas a grandes eventos esportivos, o ideal é verificar as diretrizes oficiais e avaliar se a comunicação pode gerar associação indevida com a competição.

Imagem destaque: reprodução Instagram/Meta CBF(@brasil)

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Clesam Vet: Ensino, cuidado e compromisso com a comunidade https://portalfonte.com/clesam-vet-ensino-cuidado-e-compromisso-com-a-comunidade/ https://portalfonte.com/clesam-vet-ensino-cuidado-e-compromisso-com-a-comunidade/#respond Wed, 24 Jun 2026 14:47:55 +0000 https://portalfonte.com/?p=2326 Experiência prática oferecida pela clínica universitária prepara estudantes e amplia o acesso da comunidade aos serviços veterinários. Por Bernadelly Silva – Estudante de Jornalismo A formação de profissionais qualificados vai além da sala de aula. Nesse contexto, a Clínica-Escola de Medicina Veterinária (CLESAM – Clínica Escola Amarina Motta) da Unisuam desempenha um papel fundamental ao […]

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Experiência prática oferecida pela clínica universitária prepara estudantes e amplia o acesso da comunidade aos serviços veterinários.

Por Bernadelly Silva – Estudante de Jornalismo

A formação de profissionais qualificados vai além da sala de aula. Nesse contexto, a Clínica-Escola de Medicina Veterinária (CLESAM – Clínica Escola Amarina Motta) da Unisuam desempenha um papel fundamental ao proporcionar experiências práticas aos estudantes, apoiar as atividades de ensino e pesquisa da instituição e oferecer serviços à comunidade. Ao unir aprendizado, assistência e responsabilidade social, a clínica se consolida como um importante espaço de desenvolvimento acadêmico e cuidado com a saúde animal. Com preços populares, a clínica possui consultas veterinárias, vacinação, exames laboratoriais e de imagem, diagnósticos, cirurgias e atendimento clínico especializado, proporcionando ao seu pet o melhor cuidado.

Mais do que um espaço destinado ao atendimento veterinário, a Clínica-Escola se consolidou como um ambiente essencial para a formação acadêmica e profissional dos estudantes. Criada a partir da necessidade de oferecer experiências práticas aos alunos do curso, a clínica permite que o aprendizado desenvolvido em sala de aula seja aplicado diretamente na rotina da profissão.

Segundo Igor Passos, estudante do 5° período de medicina veterinária e funcionário da Clesam Vet, a proposta da clínica está diretamente ligada à missão de aproximar teoria e prática, proporcionando aos estudantes contato com situações reais e contribuindo para o desenvolvimento de competências fundamentais para a carreira veterinária.

“A clínica nasceu da necessidade do próprio curso de Medicina Veterinária. Toda graduação dessa área precisa de um espaço onde os alunos possam vivenciar a prática profissional e unir o conhecimento teórico à experiência prática”, explica.

Além de fortalecer o processo de ensino, a CLESAM também desempenha um importante papel nas atividades de extensão universitária. Por meio dos atendimentos realizados, os estudantes têm a oportunidade de vivenciar as demandas da comunidade, acompanhados por professores e profissionais da área, ampliando sua experiência acadêmica e humana.

“A clínica contribui principalmente para as atividades de extensão da universidade, permitindo que os alunos tenham contato direto com a realidade da profissão e com as demandas da sociedade”, afirma Igor.

A presença da clínica-escola também representa um diferencial para quem deseja ingressar no curso de Medicina Veterinária. A estrutura demonstra o compromisso da instituição com uma formação completa, oferecendo aos futuros estudantes a possibilidade de desenvolver habilidades práticas desde os primeiros contatos com a profissão.

“Ter a clínica funcionando e atendendo à sociedade é de suma importância. Quem pretende ingressar no curso consegue perceber que existe uma estrutura preparada para oferecer experiência prática aos estudantes desde a graduação”, destaca.

Outro aspecto relevante é o impacto social gerado pela clínica. Ao oferecer atendimentos veterinários a valores acessíveis, a CLESAM amplia o acesso da população aos cuidados com os animais, ao mesmo tempo em que fortalece a relação entre a faculdade e a comunidade. Essa troca beneficia não apenas os tutores e seus pets, mas também os estudantes, que encontram no contato com o público uma oportunidade de aprendizado constante.

“É uma grande integração. As pessoas chegam até nós com seus animais e suas necessidades, e buscamos ajudar da melhor maneira possível por meio do ensino e da prática da Medicina Veterinária. É uma troca muito valiosa, porque conseguimos contribuir com a sociedade enquanto os alunos, estagiários, professores e médicos veterinários ampliam seus conhecimentos e sua experiência profissional”, conclui Igor.

Dessa forma, a CLESAM reafirma seu compromisso com a formação de profissionais qualificados e com a promoção de serviços que impactam positivamente a comunidade, tornando-se um elo entre conhecimento acadêmico, prática profissional e responsabilidade social. Reunindo aprendizado, prática profissional e atendimento à comunidade, a CLESAM gera oportunidades de aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula, vivenciando a realidade da profissão e desenvolvendo habilidades essenciais para sua formação.

Ao mesmo tempo, a clínica amplia o acesso da população aos serviços veterinários e fortalece a relação entre a universidade e a sociedade. Dessa forma, a CLESAM contribui para a formação de futuros médicos-veterinários e reforça o compromisso da instituição com o ensino e a responsabilidade social.

Imagem destaque: Bernadelly Silva

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Cultura e Direitos Humanos: Icict/Fiocruz inaugura Galeria aCéu Aberto com mostra de João Roberto Ripper https://portalfonte.com/cultura-e-direitos-humanos-icict-fiocruz-inaugura-galeria-aceu-aberto-com-mostra-de-joao-roberto-ripper/ https://portalfonte.com/cultura-e-direitos-humanos-icict-fiocruz-inaugura-galeria-aceu-aberto-com-mostra-de-joao-roberto-ripper/#respond Tue, 23 Jun 2026 18:33:47 +0000 https://portalfonte.com/?p=2291 Por Walber de Jesus – Estudante de Jornalismo O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) deu um importante passo na integração entre arte, saúde e cidadania. Em celebração aos 126 anos da Fiocruz e aos 40 anos do Icict, o instituto inaugurou a Galeria a Céu Aberto, um espaço permanente […]

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Por Walber de Jesus – Estudante de Jornalismo

O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) deu um importante passo na integração entre arte, saúde e cidadania. Em celebração aos 126 anos da Fiocruz e aos 40 anos do Icict, o instituto inaugurou a Galeria a Céu Aberto, um espaço permanente de convivência e exposições localizado no gramado lateral da histórica Biblioteca de Manguinhos. Para marcar a estreia do espaço, foi aberta a exposição “Humanidades”, que reúne 20 fotografias em preto e branco do renomado fotógrafo humanista João Roberto Ripper. Com mais de 50 anos de carreira dedicados à documentação das lutas sociais, Ripper traz em suas lentes o cotidiano e a resistência do povo brasileiro sob a ótica dos direitos humanos.

O evento de inauguração começou na Biblioteca de Manguinhos com um café de boas vindas, seguido por uma mesa institucional que debateu a importância do acervo e do novo espaço. O encontro contou com a presença de diversas autoridades e convidados de destaque no cenário acadêmico e cultural: João Roberto Ripper, o fotógrafo homenageado; Dante Gastaldoni, professor, fotógrafo e curador da exposição; Rodrigo Murtinho, pesquisador e idealizador do projeto (inspirado em galerias urbanas que conheceu em
Montevidéu).

Durante a mesa, foi destacada a relevância de manter a exposição em ambiente aberto, democratizando o acesso à cultura para estudantes, pesquisadores, trabalhadores e visitantes do campus. A atividade contou com acessibilidade em Libras e transmissão ao vivo para quem não pôde comparecer presencialmente. “Espero que as imagens possam atingir o público e fazer com que eles reflitam sobre a realidade que é vivida pela maioria da população brasileira. Uma realidade que tem a deliciosa teimosia de ser feliz, mas que enfrenta uma ausência do Estado” pontuou Ripper durante a cerimônia.

Fotos: Walber de Jesus/Acervo Pessoal

Serviço e Visitação

A exposição “Humanidades” é gratuita e voltada tanto para a comunidade universitária quanto para o público externo. Por estar localizada no gramado do campus, a dinâmica de funcionamento acompanha a circulação do espaço institucional.

Local: Gramado lateral da Biblioteca de Manguinhos. Campus Manguinhos (Av. Brasil, 4365 – Rio de Janeiro). Dias de funcionamento: De segunda a sexta-feira. Horário de visitação: Das 9h às 16h30. Vale destacar que as fotos exibidas fazem parte do Acervo João Roberto Ripper (composto por mais de 180 mil fotogramas em processo de salvaguarda pelo Icict) e também podem ser apreciadas virtualmente por meio da plataforma Fiocruz Imagens

Foto destaque: Walber de Jesus/Acervo Pessoal

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Quando a mulher negra se aproxima do rock: a expectativa por um possível Ato III de Beyoncé https://portalfonte.com/quando-a-mulher-negra-se-aproxima-do-rock-a-expectativa-por-um-possivel-ato-iii-de-beyonce/ https://portalfonte.com/quando-a-mulher-negra-se-aproxima-do-rock-a-expectativa-por-um-possivel-ato-iii-de-beyonce/#respond Tue, 23 Jun 2026 18:33:13 +0000 https://portalfonte.com/?p=2279 Da invisibilização de Rosetta Tharpe ao veto de um álbum de rock de Mariah Carey, trajetória de artistas negras no gênero ajuda a entender o impacto simbólico de uma possível nova fase da cantora Por Vitor Fonseca – Estudante de Jornalismo Desde que Beyoncé passou a estruturar sua carreira recente em atos, cada novo lançamento […]

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Da invisibilização de Rosetta Tharpe ao veto de um álbum de rock de Mariah Carey, trajetória de artistas negras no gênero ajuda a entender o impacto simbólico de uma possível nova fase da cantora

Por Vitor Fonseca – Estudante de Jornalismo

Desde que Beyoncé passou a estruturar sua carreira recente em atos, cada novo lançamento deixou de ser interpretado apenas como um álbum e passou a representar um movimento artístico, cultural e político. Em Renaissance, a cantora revisitou as raízes negras e LGBTQIA+ da música eletrônica. Já em Cowboy Carter, questionou a ideia de que o country seria um território exclusivamente branco.

Agora, a expectativa em torno de um possível Ato III, associado ao rock, abre uma discussão que vai além da sonoridade. A possibilidade coloca em evidência uma história marcada por apagamentos, limites impostos pela indústria musical e pela dificuldade de mulheres negras ocuparem plenamente um gênero que nasceu a partir de referências negras, mas se consolidou como um espaço majoritariamente branco e masculino.

Um gênero criado por artistas negras, mas que as apagou

Apesar de suas origens ligadas ao blues, ao gospel e às tradições musicais negras dos Estados Unidos, o rock passou por um processo de transformação comercial que afastou muitos dos seus criadores originais. Nesse movimento, artistas negros tiveram suas contribuições reduzidas ou invisibilizadas, como aconteceu com Rosetta Tharpe, considerada uma das pioneiras do gênero.

Para as mulheres negras, essa exclusão assumiu uma dimensão ainda maior. Enquanto alguns artistas homens conseguiram ocupar espaços dentro do rock, mesmo enfrentando barreiras, mulheres negras frequentemente foram tratadas como exceções, e não como parte de uma continuidade histórica do gênero.

Tina Turner e o lugar da exceção

Uma das trajetórias mais emblemáticas é a de Tina Turner. Nos anos 1970 e 1980, a artista construiu uma carreira profundamente ligada ao rock, especialmente ao blues rock e ao hard rock, tornando-se uma das maiores performers de sua geração.

Reprodução: Instagram/Meta @tinaturner

No entanto, sua presença no gênero também revelou contradições. Tina foi constantemente associada à ideia de excepcionalidade: uma mulher negra que conquistou espaço em um território visto como distante dela. Ao mesmo tempo em que sua potência artística era celebrada, sua imagem foi marcada pela sexualização e pela exploração de sua performance como produto da indústria.

Mesmo sendo reconhecida como uma das maiores figuras do rock, seu lugar dentro da história do gênero ainda carrega debates sobre pertencimento e reconhecimento.

O álbum de rock de Mariah Carey que nunca chegou ao público

Nos anos 1990, outra situação evidenciou os limites impostos às artistas negras dentro da indústria. Durante o auge de sua carreira, entre os álbuns Daydream e Butterfly, Mariah Carey gravou um projeto de rock alternativo sob o pseudônimo “Chick”.

A proposta apresentava uma versão diferente da artista, com vocais mais agressivos e uma sonoridade distante da imagem de diva pop construída por sua gravadora. O álbum, porém, nunca foi lançado oficialmente.

A decisão partiu da própria indústria, que considerou o projeto incompatível com a identidade comercial de Mariah. O episódio demonstra como artistas negras muitas vezes tiveram suas possibilidades criativas direcionadas para espaços considerados mais seguros pelo mercado, limitando experimentações fora das expectativas criadas para elas.

Uma história de aproximações interrompidas

Outras artistas negras também atravessaram fronteiras entre gêneros e se aproximaram do rock ao longo das décadas. Betty Davis incorporou elementos do funk rock em sua obra, mas enfrentou resistência por sua estética considerada provocativa para a época. O grupo Labelle também explorou referências do glam rock antes de ser direcionado para caminhos mais comerciais.

Mais recentemente, artistas como Rihanna, Willow e Janelle Monáe incorporaram elementos do rock em diferentes momentos de suas carreiras. Porém, essas experiências muitas vezes foram interpretadas como fases ou experimentações, e não como pertencimento definitivo ao gênero.

O padrão se repete: a mulher negra pode se aproximar do rock, mas raramente é reconhecida como alguém que pertence a esse espaço.

O significado de um possível Ato III

É nesse contexto que um possível projeto de Beyoncé ganha uma dimensão simbólica maior. Caso o rock seja o caminho escolhido para o próximo ato de sua carreira, a discussão não estará apenas na estética musical, mas no lugar de onde essa ocupação acontece.

Diferentemente de outras artistas negras que precisaram disputar legitimidade dentro da indústria, Beyoncé construiu uma autonomia artística que permite explorar diferentes territórios sem depender da aprovação de um mercado que historicamente delimitou caminhos para mulheres negras.

Um Ato III ligado ao rock representaria menos uma descoberta e mais uma reivindicação histórica: a reafirmação de que mulheres negras nunca foram visitantes nesse gênero, mas parte fundamental da sua construção.

Enquanto esse possível capítulo ainda não se confirma, a expectativa já revela a dimensão da conversa. Pensar Beyoncé no rock significa revisitar trajetórias como as de Rosetta Tharpe, Tina Turner, Mariah Carey e tantas outras artistas que tiveram suas possibilidades reduzidas ou questionadas. O debate, portanto, não é apenas sobre um novo álbum, mas sobre quem tem o direito de ocupar todos os espaços da música.

Imagem destaque: Reprodução Instagram/Meta @beyonce

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Entre a fé e a intolerância: terreiros resistem à pressão urbana e ao preconceito religioso https://portalfonte.com/entre-a-fe-e-a-intolerancia-terreiros-resistem-a-pressao-urbana-e-ao-preconceito-religioso/ https://portalfonte.com/entre-a-fe-e-a-intolerancia-terreiros-resistem-a-pressao-urbana-e-ao-preconceito-religioso/#respond Tue, 23 Jun 2026 18:32:52 +0000 https://portalfonte.com/?p=2287 Mesmo diante da especulação imobiliária, do medo e da intolerância religiosa, lideranças do Candomblé mantêm viva a tradição afro-brasileira na região metropolitana do Rio de Janeiro. Por Vitor Fonseca Apesar do valor histórico dos espaços de matriz africana no Rio de Janeiro, muitos terreiros ainda enfrentam desafios para preservar seus territórios e manter suas atividades […]

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Mesmo diante da especulação imobiliária, do medo e da intolerância religiosa, lideranças do Candomblé mantêm viva a tradição afro-brasileira na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Por Vitor Fonseca

Apesar do valor histórico dos espaços de matriz africana no Rio de Janeiro, muitos terreiros ainda enfrentam desafios para preservar seus territórios e manter suas atividades religiosas. Na região central da cidade, onde está localizada a Pequena África, lideranças do Candomblé relatam dificuldades para falar publicamente sobre o avanço da especulação imobiliária e dos casos de intolerância religiosa por receio de represálias.

Em meio ao silêncio de algumas comunidades religiosas, a voz de Babá Rodrigo Fonseca, Babalorixá de um terreiro localizado no bairro da Lagoinha, em Nova Iguaçu, revela uma realidade presente em diferentes territórios da região metropolitana: a luta pela permanência dos espaços sagrados e pela preservação da cultura afro-brasileira.

A ameaça aos espaços de axé

Segundo Babá Rodrigo, a pressão sobre os terreiros não está relacionada apenas ao preconceito religioso, mas também envolve disputas territoriais e interesses econômicos. Para o sacerdote, muitos espaços de Candomblé estão localizados em áreas periféricas onde enfrentam diferentes formas de vulnerabilidade.

“Já passamos por situações de pressão e tentativas de remoção. Isso acontece porque muitos terreiros estão em áreas periféricas, com forte presença evangélica e atuação de milícias. É um ambiente hostil, mas respondemos com união e a força da nossa espiritualidade”, afirmou.

O terreiro comandado pelo Babalorixá já foi alvo de ameaças. Ele relata ter recebido ligações anônimas atribuídas inicialmente a grupos criminosos, mas que posteriormente foram associadas a um vizinho motivado por intolerância religiosa. O caso foi denunciado às autoridades, mas, segundo ele, representa uma realidade enfrentada por diversas casas de axé.

Para Babá Rodrigo, muitos terreiros acabam encerrando suas atividades por falta de apoio jurídico e redes de proteção. Quando um espaço religioso deixa de existir, afirma o sacerdote, a perda ultrapassa a dimensão espiritual e atinge também a memória cultural e comunitária.

Resistência e ancestralidade na Baixada Fluminense

Para o Babalorixá, manter um terreiro ativo na Baixada Fluminense representa uma forma de preservar a ancestralidade e reafirmar a presença negra no território.

Cada toque de atabaque, cada ritual e cada elemento da natureza utilizado nas práticas religiosas carregam, segundo ele, um significado de continuidade histórica. A permanência desses espaços se torna também uma forma de impedir que o preconceito apague tradições construídas ao longo de gerações.

Além da atuação religiosa, os terreiros também desempenham funções sociais dentro das comunidades onde estão inseridos. No espaço comandado por Babá Rodrigo, festas e obrigações do egbé também se transformam em ações de acolhimento, com distribuição de alimentos, apoio a moradores em situação de vulnerabilidade e fortalecimento dos vínculos comunitários.

“A gente mostra, na prática, que o axé também é solidariedade. Assim conquistamos respeito, até de quem antes nos via com preconceito”, afirma.

A busca por políticas públicas efetivas

Ao falar sobre ações de proteção aos terreiros, Babá Rodrigo destaca que o reconhecimento simbólico não é suficiente para garantir segurança e direitos às comunidades religiosas.

“Colocar uma placa na porta não garante direito a ninguém”, afirma o sacerdote, ao criticar iniciativas que, segundo ele, não alcançam efetivamente as casas de axé.

Para o Babalorixá, muitos líderes religiosos encontram dificuldades para acessar programas públicos devido à burocracia e à falta de orientação. Ele defende políticas que ofereçam suporte jurídico, proteção e mecanismos reais de preservação dos territórios religiosos.

O axé como resistência

A experiência relatada por Babá Rodrigo evidencia uma realidade enfrentada por diversas lideranças de religiões afro-brasileiras: a necessidade de equilibrar a preservação da fé com os desafios impostos pelo preconceito e pelas disputas urbanas.

Entre o medo e a resistência, cada terreiro que permanece aberto representa a continuidade de uma história marcada pela ancestralidade, pela cultura e pela luta por reconhecimento. No Rio de Janeiro, onde a formação cultural também passa pelas tradições africanas, o toque dos tambores segue reafirmando uma memória que insiste em permanecer viva.

Imagem destaque: Mídia Ninja

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