Arquivo de comunidades - Portal Fonte https://portalfonte.com/tag/comunidades/ Escola de Comunicação da Unisuam Tue, 23 Jun 2026 22:32:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://portalfonte.com/wp-content/uploads/2026/04/favicon-coruja-150x150.gif Arquivo de comunidades - Portal Fonte https://portalfonte.com/tag/comunidades/ 32 32 Cultura e Direitos Humanos: Icict/Fiocruz inaugura Galeria aCéu Aberto com mostra de João Roberto Ripper https://portalfonte.com/cultura-e-direitos-humanos-icict-fiocruz-inaugura-galeria-aceu-aberto-com-mostra-de-joao-roberto-ripper/ https://portalfonte.com/cultura-e-direitos-humanos-icict-fiocruz-inaugura-galeria-aceu-aberto-com-mostra-de-joao-roberto-ripper/#respond Tue, 23 Jun 2026 18:33:47 +0000 https://portalfonte.com/?p=2291 Por Walber de Jesus – Estudante de Jornalismo O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) deu um importante passo na integração entre arte, saúde e cidadania. Em celebração aos 126 anos da Fiocruz e aos 40 anos do Icict, o instituto inaugurou a Galeria a Céu Aberto, um espaço permanente […]

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Por Walber de Jesus – Estudante de Jornalismo

O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) deu um importante passo na integração entre arte, saúde e cidadania. Em celebração aos 126 anos da Fiocruz e aos 40 anos do Icict, o instituto inaugurou a Galeria a Céu Aberto, um espaço permanente de convivência e exposições localizado no gramado lateral da histórica Biblioteca de Manguinhos. Para marcar a estreia do espaço, foi aberta a exposição “Humanidades”, que reúne 20 fotografias em preto e branco do renomado fotógrafo humanista João Roberto Ripper. Com mais de 50 anos de carreira dedicados à documentação das lutas sociais, Ripper traz em suas lentes o cotidiano e a resistência do povo brasileiro sob a ótica dos direitos humanos.

O evento de inauguração começou na Biblioteca de Manguinhos com um café de boas vindas, seguido por uma mesa institucional que debateu a importância do acervo e do novo espaço. O encontro contou com a presença de diversas autoridades e convidados de destaque no cenário acadêmico e cultural: João Roberto Ripper, o fotógrafo homenageado; Dante Gastaldoni, professor, fotógrafo e curador da exposição; Rodrigo Murtinho, pesquisador e idealizador do projeto (inspirado em galerias urbanas que conheceu em
Montevidéu).

Durante a mesa, foi destacada a relevância de manter a exposição em ambiente aberto, democratizando o acesso à cultura para estudantes, pesquisadores, trabalhadores e visitantes do campus. A atividade contou com acessibilidade em Libras e transmissão ao vivo para quem não pôde comparecer presencialmente. “Espero que as imagens possam atingir o público e fazer com que eles reflitam sobre a realidade que é vivida pela maioria da população brasileira. Uma realidade que tem a deliciosa teimosia de ser feliz, mas que enfrenta uma ausência do Estado” pontuou Ripper durante a cerimônia.

Fotos: Walber de Jesus/Acervo Pessoal

Serviço e Visitação

A exposição “Humanidades” é gratuita e voltada tanto para a comunidade universitária quanto para o público externo. Por estar localizada no gramado do campus, a dinâmica de funcionamento acompanha a circulação do espaço institucional.

Local: Gramado lateral da Biblioteca de Manguinhos. Campus Manguinhos (Av. Brasil, 4365 – Rio de Janeiro). Dias de funcionamento: De segunda a sexta-feira. Horário de visitação: Das 9h às 16h30. Vale destacar que as fotos exibidas fazem parte do Acervo João Roberto Ripper (composto por mais de 180 mil fotogramas em processo de salvaguarda pelo Icict) e também podem ser apreciadas virtualmente por meio da plataforma Fiocruz Imagens

Foto destaque: Walber de Jesus/Acervo Pessoal

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Portela homenageará Monarco com o enredo “Ao Mestre com Carinho” no Carnaval de 2027 https://portalfonte.com/portela-homenageara-monarco-com-o-enredo-ao-mestre-com-carinho-no-carnaval-de-2027/ https://portalfonte.com/portela-homenageara-monarco-com-o-enredo-ao-mestre-com-carinho-no-carnaval-de-2027/#respond Tue, 23 Jun 2026 18:32:33 +0000 https://portalfonte.com/?p=2273 Escola de Madureira celebra a trajetória de um dos maiores nomes de sua história e da música popular brasileira na Marquês de Sapucaí. A Portela definiu, no dia 11 de abril, o enredo que levará para a Marquês de Sapucaí no Carnaval de 2027. A escolha foi uma homenagem a um dos maiores baluartes de […]

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Escola de Madureira celebra a trajetória de um dos maiores nomes de sua história e da música popular brasileira na Marquês de Sapucaí.

A Portela definiu, no dia 11 de abril, o enredo que levará para a Marquês de Sapucaí no Carnaval de 2027. A escolha foi uma homenagem a um dos maiores baluartes de sua história: o cantor e compositor Monarco. Batizado de “Ao Mestre com Carinho”, o tema será desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros, que retorna à agremiação com a missão de conduzir a escola na busca por seu 23º título no Grupo Especial.

O mestre de Oswaldo Cruz

Nascido Hildmar Diniz, no bairro de Cavalcante, Zona Norte do Rio de Janeiro, Monarco mudou-se ainda criança para Oswaldo Cruz, berço da Portela. Foi ali, aos 10 anos de idade, que começou a conviver com sambistas da escola, participar de blocos carnavalescos e dar os primeiros passos como compositor. Também foi nesse período que surgiu o apelido que o acompanharia por toda a vida.

Sua relação com a Portela atravessou décadas. Na década de 1950, foi convidado a integrar a ala de compositores da escola e tornou-se uma das principais referências da agremiação. Embora nunca tenha vencido uma disputa de samba-enredo, suas composições conquistaram espaço e carinho entre os portelenses. Um dos exemplos mais conhecidos é “Passado de Glória”, que durante anos serviu como samba de aquecimento nos eventos da azul e branco.

Com o passar do tempo, Monarco assumiu papel de destaque na Velha Guarda da Portela e, entre 2013 e 2021, ocupou o cargo de presidente de honra da escola. Sua trajetória foi interrompida apenas por seu falecimento, em dezembro de 2021, aos 88 anos.

Anúncio em clima de celebração

O anúncio do enredo aconteceu durante a tradicional feijoada em comemoração aos 103 anos da Portela, realizada na quadra da escola, em Madureira. O evento reuniu grandes nomes da música brasileira e do samba, como Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Marisa Monte, Maria Rita, Roberta Sá, Mauro Diniz, Diogo Nogueira, Teresa Cristina e Marquinhos de Oswaldo Cruz.

A escolha do enredo foi recebida com entusiasmo pelos portelenses, que enxergam em Monarco uma das figuras mais importantes para a preservação da identidade e da tradição da escola.

O retorno de Paulo Barros

Após ficar fora dos desfiles do Grupo Especial em 2026, Paulo Barros retorna ao carnaval carioca em uma casa que conhece bem. O carnavalesco não participou da última edição da festa após sua passagem pela Unidos de Vila Isabel, onde assinou o enredo “Quanto Mais Eu Rezo, Mais Assombração Aparece!”.

Agora, ele volta à Portela, escola pela qual conquistou seu último campeonato, em 2017. Naquele ano, a azul e branco apresentou o enredo “Quem Nunca Sentiu o Corpo Arrepiar ao Ver Esse Rio Passar?” e encerrou um jejum de títulos que durava desde 1984. Até hoje, essa permanece como a conquista mais recente da agremiação.

Reformulação para 2027

Além da definição do enredo, a Portela iniciou uma ampla reformulação em diversos setores para o Carnaval de 2027. A contratação de Paulo Barros foi apenas uma das mudanças anunciadas pela diretoria.

O cantor Bruno Ribas retorna à escola após 21 anos para assumir o posto de intérprete oficial. Na comissão de frente, Sérgio Lobatto e Patrícia Salgado passam a comandar o quesito. Já a direção de Carnaval será formada por Dudu Falcão, Elisa Fernandes e Camarão Netto.

Na harmonia, Marcelo Jacob, Almir Souza e Vitor Leite foram promovidos à direção geral do segmento. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira segue formado por Marlon Lamar e Squel Jorgea, enquanto Mestre Vitinho permanece à frente da bateria Tabajara do Samba.

Com um enredo que reverencia um de seus maiores símbolos e uma equipe reformulada para o próximo ciclo carnavalesco, a Portela inicia a caminhada rumo ao Carnaval de 2027 apostando na união entre tradição e renovação para voltar a disputar o título do Grupo Especial.

Por: Vitor Fonseca – Estudante de Jornalismo
Foto destaque: Marcelo Theobald/O Globo

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Da pacificação a megaoperação, RJ vive ciclo de políticas que ignoram educação https://portalfonte.com/da-pacificacao-a-megaoperacao-rj-vive-ciclo-de-politicas-que-ignoram-educacao/ https://portalfonte.com/da-pacificacao-a-megaoperacao-rj-vive-ciclo-de-politicas-que-ignoram-educacao/#respond Sat, 20 Jun 2026 23:35:33 +0000 https://portalfonte.com/?p=2176 Em 2010, as imagens que retratavam o processo de pacificação no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro rodam o mundo. Quinze anos separam a imagem da fuga de traficantes pela mata e a megaoperação, na mesma área, que culminou na morte de 120 pessoas na Serra da Misericórdia. Pela idade na ação, boa parte dos mortos eram crianças à época da pacificação. O que levou uma comunidade de crianças esperançosas a um novo ciclo de violência e perpetuação da cultura do tráfico nessas comunidades? O texto retrata que as dificuldades no acesso à educação persiste e o qualidade do aprendizado segue baixo.

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Dados mostram defasagem educacional e riscos frequentes na mobilidade urbana como fatores sociais complicadores na luta contra a evasão escolar em áreas dominadas pelo poder paralelo.
Por Jean Montes
Ver resumo

Em 2010, as imagens que retratavam o processo de pacificação no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro rodam o mundo. Quinze anos separam a imagem da fuga de traficantes pela mata e a megaoperação, na mesma área, que culminou na morte de 120 pessoas na Serra da Misericórdia. Pela idade na ação, boa parte dos mortos eram crianças à época da pacificação. O que levou uma comunidade de crianças esperançosas a um novo ciclo de violência e perpetuação da cultura do tráfico nessas comunidades? O texto retrata que as dificuldades no acesso à educação persiste e o qualidade do aprendizado segue baixo.

O Rio de Janeiro ocupou o debate público e as manchetes internacionais em 2010 e em 2025 por operações policiais em comunidades da Zona Norte da cidade. Há 16 anos, as imagens de traficantes fugindo por uma estrada sem asfalto feitas por helicóptero marcaram milhões de brasileiros que assistiam pela televisão e faziam ressurgir um sentimento furtado dos moradores do Complexo do Alemão e da Vila Cruzeiro: esperança no futuro.

As imagens de dezenas de corpos enfileirados na Praça São Lucas, na Penha, eram o exato oposto do sonho da pacificação. Entre aquele 28 de novembro de 2010 e o recente 28 de outubro de 2025, o Rio de Janeiro mudou de governos pelo menos quatro vezes e a política de segurança pública viu o programa de pacificação ruir. O surgimento das megaoperações coordenadas nas comunidades deixou mortos em incursões no Jacarezinho, Penha e Alemão. 

O elemento em comum que uniu os diferentes governantes e as práticas de segurança foi a ausência de um programa de aprimoramento das escolas e programas de cidadania. De acordo com dados do CENSO 2022, a região tem proporcionalmente 6,5 estabelecimentos religiosos para cada estabelecimento educacional. Dados esses que são substancialmente maiores em comparação ao cenário macro nacional. Ao examinar individualmente as comunidades da região da Zona Norte do Rio de Janeiro, os dados mostram comunidades que possuem um ou nenhum estabelecimento escolar. Veja na infografia abaixo:

Infografia retrata quantidade de estabelecimentos por comunidade no Rio de Janeiro.
Caminhos Interrompidos

Com densidade populacional quase quatro vezes superior à média do estado do Rio, as comunidades da Penha e do Alemão concentram também o maior índice de escolas atingidas pelo que a UNICEF chama de “interrupção urbana”. São dias em que o trajeto de transporte ou vias públicas são as fechadas por episódios de violência que prejudicam o curso da vida letiva.

No documento “Percursos Interrompidos”, a UNICEF aponta que a Penha é o bairro mais atingido pelos episódios em todo o Rio de Janeiro, com larga vantagem para Jacarepaguá como segundo colocado. As principais causas são barricadas em ruas e operações policiais que causam trocas de tiros.

Flávia Zambrothi lecionando no seu colégio atual em Nova Iguaçu. Foto: Acervo Pessoal.

Flávia Zambrothi é professora concursada em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Antes, trabalhou com educação infantil em uma escola próxima a uma comunidade de Belford Roxo, também na Baixada. Ela conta que isso era comum também na escola em que trabalhava. Embora geograficamente afastados, a Zona Norte do Rio e a Baixada Fluminense sofrem com problemas similares como domínio do crime organizado, baixo orçamento para educação e frequentes episódios de interrupção na circulação urbana por questões de violência.

A professora relata que a escola em que trabalhava chegava a ser avisada de que poderia haver confronto para evitar a circulação de crianças no entorno. “Os traficantes avisavam a unidade para não abrir abrir. A escola nem era tão perto assim, mas praticamente todos os alunos vinham de lá”, relembra.

Infografia retrata quantidade de interrupções na mobilidade urbana no RJ.
Fonte: UNICEF

Episódios como esses ampliam a conjuntura de fatores sociais que afastam alunos da escola. De acordo com o UNICEF, cerca de 188 dias letivos entre 2023 e 2025 foram atingidos por algum evento externo de violência que prejudicou a circulação. A megaoperação de 2026 é um exemplo que causou a interrupção da circulação e o fechamento de vias públicas importantes como a Avenida Brasil. Até grandes universidades como UNISUAM, UERJ e UFRJ chegaram a suspender suas atividades nos dias seguintes.

Sem investimento em educação de qualidade

A nova política de segurança pública de operações não possui um planejamento específico para a educação das comunidades e foca na reconquista de territórios do poder paralelo. À época da pacificação, previa-se uma ação coordenada entre segurança pública, educação, cultura e cidadania para recuperar as comunidades. Prejudicado pela crise econômica do Estado e a alternância de poder no executivo, o projeto se desfez silenciosamente e não avançou em ações de cidadania. Em 2025, o governo do Rio gastou mais verba do orçamento em segurança (R$ 10,6 bilhões) do que em educação (R$ 9,9 bilhões), de acordo com dados do Portal da Transparência.

Renê Silva fala sobre escola na infância e trajeto interrompido.

Moradores dizem que existe uma oferta aceitável de escolas, mas reclamam da qualidade oferecida. Renê Silva, jornalista independente e criador do jornal Voz das Comunidades, diz lutar por uma educação integral e critica a ausência de um cronograma extracurricular. “Minha luta sobre educação é que as escolas tenham mais tempo de aula. Para que as crianças tenham menos tempo ocioso dentro das favelas e tenham outras atividades multidisciplinares para aprender de fato como projetar o futuro”, pontua durante evento educacional no Rio de Janeiro.

Renê fundou o Voz das Comunidades em 2005 em sala de aula. “Fiz parte de um projeto social dentro da escola em um jornal e uma rádio comunitária dentro do grêmio estudantil. Ali nasce o jornal”, conta o jornalista que colheu frutos do seu trabalho. Hoje, ele alimenta o discurso sobre a transformação social que a educação pode provocar nos jovens das comunidades.

Renê Silva
Divisão social e racial

Além do prejuízo social pela região afetada, há também o fator racial. De acordo com o Panorama das Favelas divulgado pelo CEPERJ, existem 600 mil jovens em faixa etária escolar vivendo em comunidades do Rio de Janeiro. O perfil demográfico dessas áreas, de acordo com o mesmo documento, é de que cerca de 70% dos moradores são autodeclarados pretos ou pardos. 

O impacto social é outro fator complicador em regiões mais vulneráveis. Flávia Zambrothi conta que se chocou ao constatar alguns cenários familiares de alunos da educação infantil: “Um aluno tinha uma dificuldade descomunal. Uma vez chamamos a mãe dele porque ele já estava no terceiro ano sem reconhecer coisas básicas. Quando conversamos, a mãezinha dele chorou e pediu desculpas porque também não sabia ler e não conseguia ajudar”.

Ela diz que a frequência não era problema, justamente por conta da alimentação oferecida pela escola. Mesmo assim, via um tom de agressividade incomum para alunos de cerca de 10 anos e discursos quase adultos. “Os alunos chegavam na segunda-feira falando sobre como tinha sido o baile no final de semana. Eles traziam muitos dos problemas de fora da escola para dentro”, recorda.

Imagem do antigo teleférico do Alemão, também desativado com o fim do programa de pacificação. Foto: Acervo pessoal
Qualidade das escolas

O Anuário Brasileiro da Educação Básica, produzido pela ONG Todos Pela Educação, analisou a situação das escolas públicas do Rio de Janeiro e constatou que, ao se formar, apenas 10,47% dos alunos se graduaram com aprendizado considerado adequado em matemática e português. A quantidade de alunos que se forma cai na mesma medida que a oferta educacional passa a ser maior do estado. A rede municipal abrange educação infantil e ensino fundamental, enquanto as escolas com ensino médio são, em grande maioria, estaduais.

O mesmo estudo também revela que mais da metade da rede pública do Rio de Janeiro não possui laboratório de ciências ou de informática. A defasagem escolar é considerada por especialistas como um fator crucial na equação sobre a evasão de alunos do ambiente educacional. Embora seja um dos estados com maior verba para a educação, o Rio de Janeiro é o penúltimo no ranking do Ideb sobre qualidade da educação. Ao analisar o cenário, o morador Paulo Cassiano comenta que as principais escolas ficam nas ruas principais, longe dos morros. Para ele, os demais moradores enfrentam dificuldades logísticas consideráveis para conseguir chegar as escolas todos os dias.

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Projeto Práticas e Atitudes Sustentáveis promove estratégias de preservação ambiental em Guaratiba https://portalfonte.com/projeto-praticas-e-atitudes-sustentaveis-promove-estrategias-de-preservacao-ambiental-em-guaratiba/ https://portalfonte.com/projeto-praticas-e-atitudes-sustentaveis-promove-estrategias-de-preservacao-ambiental-em-guaratiba/#respond Wed, 20 May 2026 15:40:00 +0000 https://portalfonte.com/?p=1107 Programa desenvolvido pelo Instituto Angélica Goulart traz protagonismo da sociedade no cuidado ecológico Por Beatriz Soares – Estudante de Jornalismo Sustentabilidade é um tópico altamente abordado na atualidade. O debate sobre a necessidade de preservação ambiental e manejo de recursos naturais cresce em vista da busca por redução da poluição, uso de fontes de energia […]

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Programa desenvolvido pelo Instituto Angélica Goulart traz protagonismo da sociedade no cuidado ecológico

Por Beatriz Soares – Estudante de Jornalismo

Sustentabilidade é um tópico altamente abordado na atualidade. O debate sobre a necessidade de preservação ambiental e manejo de recursos naturais cresce em vista da busca por redução da poluição, uso de fontes de energia limpa e preservação da biodiversidade. Para além do lado ambiental, questões como direitos humanos, equidade e melhorias na saúde e qualidade de vida da população também são levadas em conta.

No bairro de Guaratiba, zona oeste do Rio de Janeiro, são desenvolvidos diversos projetos relacionados ao lado socioambiental. Promover iniciativas que eduquem a população a respeito de ecologia, preservação ambiental e sustentabilidade se fazem necessários. Um dos projetos atuantes de grande relevância em âmbito local e que se expande para outros territórios é o Práticas e Atitudes Sustentáveis, realizado pela Fundação Angélica Goulart.

Surgido em 2015, esse projeto tem como objetivo a promoção de educação popular no âmbito ambiental, com troca de conhecimentos e visões sobre as condições socioambientais do território, considerando, entre outras questões, o racismo ambiental. Outros pontos a serem considerados são a educação sobre economia circular e a mitigação das questões climáticas oriundas do efeito estufa, resultado da decomposição incorreta de resíduos em aterros sanitários.

Só no ano de 2025, cerca de 60 toneladas de resíduos orgânicos foram reciclados. / Foto: Divulgação Fundação Angélica Goulart

O Práticas e Atitudes Sustentáveis promove a preservação do meio ambiente por meio de várias iniciativas. São exemplos a recaptação de água da chuva, pontos de coleta de óleo de cozinha, cultivo de hortas, cursos de jardinagem e agroecologia. O maior destaque do programa, porém, é o uso das composteiras de cilindro.

De coleta a captação de recursos: o papel das composteiras

Há três pátios destinados às composteiras no quintal da Fundação Angélica Goulart. O resíduo verde gerado pelo espaço da instituição e o resíduo alimentar dos arredores é de aproximadamente 1 tonelada. Essa coleta é feita de forma comunitária pela população local. Com a gestão correta desses materiais, há redução significativa do envio deles a aterros sanitários, diminuindo a produção de gases do efeito estufa e o fortalecimento de educação ambiental obtido pelo engajamento da população nessa prática.

Atualmente, a gestão de resíduos os transforma em composto orgânico que é comercializado, gerando retorno e recursos para a realização das atividades da instituição. A parte que não é comercializada é reinserida ao solo, melhorando sua qualidade e fortalecendo o ciclo de nutrientes. Anualmente, ocorre, em diferentes partes da cidade, o Encontro de Composteiros, reunindo trocas de saberes sobre a prática.

Tendo iniciado as atividades com crianças, estimulando o cuidado com o meio ambiente através de cuidados com resíduos verdes e alimentares trazido por eles em baldinhos para serem depositados nas composteiras da Instituição, hoje o programa tem parceria com o Colégio Estadual Hebe Camargo, também em Pedra de Guaratiba, no qual são coletados semanalmente, tanto pelas crianças quanto pela cozinha da escola e parceiros da comunidade, cerca de 250 quilos de material. Em outra parceria, com a escolinha de futebol do instituto Sieelos, no Recreio dos Bandeirantes, 200 crianças recolhem resíduos em baldinhos, que geram cerca de 900 quilos de material recolhido mensalmente.

Uma importante parceria do projeto é a ONG Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e pela Vida. Ela promove o combate à insegurança alimentar e a vulnerabilidade social, oferecendo dignidade alimentar à população. Em conjunto ao Práticas e Atitudes Sustentáveis, a ONG une seu propósito à preservação ambiental com estratégias como o reaproveitamento integral de alimentos e o combate ao desperdício. Ações promovidas pelo programa, como as hortas comunitárias, cultivam alimentos que são distribuídos para participantes delas, para pessoas em condições de insegurança alimentar, bem como complemento para as refeições da Fundação Angélica Goulart.

Paulo Monteiro, coordenador do projeto, destaca a importância do programa de sustentabilidade. “O projeto fortalece não apenas a Instituição, mas também o território, pois mostra às pessoas o quanto é importante cuidarmos dos nossos resíduos e o que podemos ganhar, não apenas em recursos, mas em fortalecimento do conhecimento”. Só no ano de 2025, cerca de 60 toneladas de resíduos orgânicos foram reciclados.

Paulo reforça que a relevância conquistada pelo Práticas e Atitudes Sustentáveis possibilitou a replicação do trabalho em outros espaços, além de ter conquistado parcerias com outras instituições e expandido a metodologia da gestão de resíduos para outros municípios do Rio de Janeiro, e para outros estados do Brasil.

Um desafio enfrentando pelo Práticas e Atitudes Sustentáveis é a razão entre a alta produção de compostos orgânicos e o baixo número de vendas dele no mercado. A instituição atualmente busca o registro do produto para que ele possa chegar a produtores orgânicos que se beneficiam dele e expandir ainda mais seu alcance. Mesmo que ainda não possua o registro oficialmente, que deve ser aprovado depois de pesquisas em universidades e pela EMBRAPA (Empresa Brasileira de Agropecuária), a instituição produz em torno de 25 toneladas de composto pronto por ano, e comercializou entre 9 e 10 toneladas de composto para parceiros como Ação da Cidadania e UERJ em 2025.

Em relação ao futuro do projeto, Paulo destaca o desejo de que políticas públicas e grandes empresas relacionadas a sustentabilidade incluam, invistam e incentivem o Práticas e Atitudes Sustentáveis. “Isso ajuda a potencializar nossa gestão de resíduos, a termos uma equipe maior e melhor estrutura de compostagem”, o coordenador cita. O objetivo é a expandir o alcance do programa para um território maior através da geração de recursos, de modo que as condições de trabalho e produção de composto orgânico possibilitem transformar o Práticas em um projeto autossuficiente.

Leia também: É do Brasil! Jovem que cresceu em comunidades do Rio é o primeiro bailarino do Australian Ballet


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CUFA define grupos da Taça das Favelas 2026 e confirma estreia para maio https://portalfonte.com/cufa-define-grupos-da-taca-das-favelas-2026-e-confirma-estreia-para-maio/ https://portalfonte.com/cufa-define-grupos-da-taca-das-favelas-2026-e-confirma-estreia-para-maio/#respond Sun, 10 May 2026 01:30:54 +0000 https://portalfonte.com/?p=1024 Neste sábado (09), a Central Única das Favelas (CUFA) realizou o sorteio da Taça das Favelas 2026. Em parceria com a UNISUAM, o evento aconteceu de forma online, com transmissão pelo YouTube da CUFA, e teve as chaves dos confrontos das equipes do Rio de Janeiro definidas no auditório Sylvia Bisággio, na unidade de Bonsucesso. […]

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Neste sábado (09), a Central Única das Favelas (CUFA) realizou o sorteio da Taça das Favelas 2026. Em parceria com a UNISUAM, o evento aconteceu de forma online, com transmissão pelo YouTube da CUFA, e teve as chaves dos confrontos das equipes do Rio de Janeiro definidas no auditório Sylvia Bisággio, na unidade de Bonsucesso.

A previsão é de que a rodada de abertura aconteça no dia 23 de maio, na Arena CUFA, em Realengo, na Zona Oeste do Rio.

O sorteio foi comandado por Mário Love, com participação da aluna de Publicidade e Propaganda da UNISUAM e voluntária Gabriella Rodrigues no sorteio das equipes femininas, e de Marcus Vinicius Athayde, que iniciou sua trajetória na CUFA como voluntário e participou da definição das chaves do masculino.

Mário Love e Gabriella Rodrigues comandando o sorteio de chaves do futebol feminino / Foto: Tatiana – Comunicação Taça das Favelas

Tanto no feminino quanto no masculino, duas equipes avançam de cada grupo para a segunda fase. Os times se enfrentarão em turno único dentro de suas respectivas chaves.

Feminino:

Masculino:

A principal novidade para esta edição será o aplicativo oficial da Taça das Favelas, que terá uso obrigatório durante a competição. A plataforma permitirá o acompanhamento da tabela, checagem de escalações, atualização de pontuações, classificação das equipes e demais informações do torneio.

Criada em 2012, a Taça das Favelas nasceu com o objetivo de promover inclusão social por meio do esporte nas comunidades do Rio de Janeiro. Com o crescimento e sucesso do projeto, a iniciativa chegou também às favelas de São Paulo em 2019. Desde então, o torneio se consolidou como o maior campeonato entre comunidades do Brasil, impactando diretamente a vida de crianças e jovens das periferias.

A grande final está prevista para o dia 15 de agosto, na Arena CUFA, encerrando mais uma edição de um campeonato que vai além das quatro linhas e reforça o esporte como ferramenta de transformação social nas favelas brasileiras.

Local dos jogos: Arena CUFA – Estrada São Pedro de Alcântara, 4500, em Realengo, Rio de Janeiro – RJ.

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