Portal Fonte https://portalfonte.com/ Escola de Comunicação da Unisuam Wed, 22 Jul 2026 14:39:14 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://portalfonte.com/wp-content/uploads/2026/04/favicon-coruja-150x150.gif Portal Fonte https://portalfonte.com/ 32 32 Campanha de saúde preventiva continua com agendamento aberto até setembro https://portalfonte.com/campanha-de-saude-preventiva-continua-com-agendamento-aberto-ate-setembro/ https://portalfonte.com/campanha-de-saude-preventiva-continua-com-agendamento-aberto-ate-setembro/#respond Tue, 21 Jul 2026 17:54:07 +0000 https://portalfonte.com/?p=2551 Agendamentos permanecem abertos até 4 de setembro e devem ser realizados exclusivamente pelo formulário eletrônico da campanha Por Beatriz Bruno – Estudante de Jornalismo A campanha de saúde preventiva da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Rio de Janeiro (OABRJ) segue até 4 de setembro de 2026. Nesta etapa, o acesso aos exames ocorre exclusivamente […]

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Agendamentos permanecem abertos até 4 de setembro e devem ser realizados exclusivamente pelo formulário eletrônico da campanha

Por Beatriz Bruno – Estudante de Jornalismo

A campanha de saúde preventiva da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Rio de Janeiro (OABRJ) segue até 4 de setembro de 2026. Nesta etapa, o acesso aos exames ocorre exclusivamente por meios próprios, cabendo às participantes organizar seu deslocamento até o local de atendimento.

Os agendamentos devem ser realizados pelo formulário disponível no link: https://formularios.oabrj.org.br/saude-da-mulher/.

As regras de agendamento variam de acordo com a situação cadastral da participante. Advogadas inscritas na OABRJ e adimplentes com a anuidade podem marcar os exames para qualquer data e horário disponíveis até o encerramento da campanha.

Já as advogadas inadimplentes e o público em geral podem realizar o agendamento apenas para vagas disponíveis no dia da solicitação e nos dois dias subsequentes, conforme a disponibilidade do sistema.

A iniciativa amplia o acesso a exames preventivos e reforça a importância do cuidado com a saúde da mulher. Como não há transporte disponibilizado nesta fase da campanha, todas as participantes devem comparecer ao local de atendimento por meios próprios.

A OABRJ orienta as interessadas a verificar a disponibilidade de vagas e realizar o agendamento com antecedência, uma vez que os horários são oferecidos de acordo com a capacidade de atendimento até o término da campanha.

A mamografia no diagnóstico precoce do câncer

A mamografia desempenha um papel essencial na prevenção e no controle do câncer de mama, pois possibilita a identificação de alterações na mama antes mesmo que elas sejam percebidas pela paciente ou durante o exame clínico. Quando a doença é detectada em sua fase inicial, as chances de sucesso do tratamento são significativamente maiores, além de haver maior possibilidade de tratamentos menos invasivos e melhor qualidade de vida para a paciente. Por esse motivo, a realização periódica do exame, conforme a recomendação dos profissionais de saúde, é uma importante estratégia para reduzir os impactos da doença.

Além de contribuir para o diagnóstico precoce, a mamografia também é uma ferramenta indispensável para os programas de rastreamento do câncer de mama, auxiliando na redução da mortalidade causada pela doença. A conscientização sobre a importância desse exame incentiva as mulheres a adotarem hábitos preventivos e a buscarem acompanhamento médico regular, favorecendo a detecção de possíveis alterações no momento mais adequado para intervenção. Este texto foi elaborado com base nas informações disponibilizadas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), no artigo A importância da mamografia no diagnóstico precoce do câncer de mama.

O exame preventivo

De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), caso cerca de 80% das mulheres realizassem o exame preventivo de forma periódica, seria possível reduzir em até 90% a ocorrência de câncer do colo do útero. O exame preventivo, é um dos principais métodos utilizados para o rastreamento desse tipo de câncer. Sua finalidade é identificar alterações nas células do colo uterino antes que evoluam para lesões mais graves ou para o câncer, possibilitando um diagnóstico precoce e aumentando as chances de sucesso do tratamento. Por ser um procedimento simples, rápido e de baixo custo, o exame representa uma importante estratégia de prevenção, contribuindo para a redução da mortalidade causada pela doença quando realizado regularmente, conforme a orientação dos profissionais de saúde.

Além da detecção de alterações celulares, o papanicolau pode indicar a presença de infecções e outras condições que necessitam de acompanhamento médico. A realização periódica do exame, associada à vacinação contra o HPV e à adoção de medidas preventivas, fortalece o cuidado com a saúde feminina e permite intervenções precoces quando necessário. Dessa forma, incentivar a realização do exame e ampliar o acesso à informação são medidas essenciais para promover a prevenção e o diagnóstico oportuno do câncer do colo do útero.

Foto destaque: Banco de Imagens

Leia também: Secretaria Municipal de Esportes abre inscrições para colônia de férias nas Vilas Olímpicas

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Endrick projeta retorno à Seleção e promete voltar mais forte após Copa do Mundo https://portalfonte.com/endrick-projeta-retorno-a-selecao-e-promete-voltar-mais-forte-apos-copa-do-mundo/ https://portalfonte.com/endrick-projeta-retorno-a-selecao-e-promete-voltar-mais-forte-apos-copa-do-mundo/#respond Wed, 08 Jul 2026 15:53:15 +0000 https://portalfonte.com/?p=2542 Por Yago Martins – Estudante de Jornalismo Dois dias após a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, Endrick se pronunciou pela primeira vez nas redes sociais. O atacante agradeceu o apoio recebido durante a competição e afirmou que pretende retornar ainda mais forte para ajudar o Brasil a buscar o título […]

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Por Yago Martins – Estudante de Jornalismo

Dois dias após a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, Endrick se pronunciou pela primeira vez nas redes sociais. O atacante agradeceu o apoio recebido durante a competição e afirmou que pretende retornar ainda mais forte para ajudar o Brasil a buscar o título mundial nas próximas oportunidades.

Em sua publicação, o jogador destacou a dificuldade em encontrar palavras para confortar os torcedores, mas fez questão de demonstrar gratidão. “Ainda é difícil pensar em como confortar todos como gostaria, mas sei que devo agradecer muitos. A Deus, pela oportunidade, à minha família, pelo carinho e suporte, e a todos os brasileiros pela torcida e incentivo”, escreveu.

Na sequência, Endrick reforçou o compromisso de seguir evoluindo em busca de novas conquistas com a camisa da Seleção Brasileira. “O orgulho pela nossa história e a esperança de voltarmos a conquistar o maior troféu vão continuar me guiando todos os dias. Vou fazer o possível para estarmos juntos outra vez e mais fortes”, completou.

Após uma passagem de meia temporada pelo Lyon, o atacante defenderá o Real Madrid. A expectativa é que Endrick volte a ser convocado para a Seleção na próxima Data Fifa, entre setembro e outubro, quando o Brasil disputará amistosos contra a Austrália, além da possibilidade de outro compromisso na Ásia.

Foto destaque: Sam Robles/CBF

Leia também: Secretaria Municipal de Esportes abre inscrições para colônia de férias nas Vilas Olímpicas

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Secretaria Municipal de Esportes abre inscrições para colônia de férias nas Vilas Olímpicas https://portalfonte.com/secretaria-municipal-de-esportes-abre-inscricoes-para-colonia-de-ferias-nas-vilas-olimpicas/ https://portalfonte.com/secretaria-municipal-de-esportes-abre-inscricoes-para-colonia-de-ferias-nas-vilas-olimpicas/#respond Wed, 08 Jul 2026 12:42:54 +0000 https://portalfonte.com/?p=2538 Por Milena Santiago – Estudante de Jornalismo A Secretaria Municipal de Esportes da Prefeitura do Rio abre as inscrições para a colônia de férias nesta terça-feira (07) em todas as vilas olímpicas da cidade. As atividades, que acontecem anualmente no período de recesso escolar, são voltadas para crianças a partir de 4 anos, com opções […]

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Por Milena Santiago – Estudante de Jornalismo

A Secretaria Municipal de Esportes da Prefeitura do Rio abre as inscrições para a colônia de férias nesta terça-feira (07) em todas as vilas olímpicas da cidade. As atividades, que acontecem anualmente no período de recesso escolar, são voltadas para crianças a partir de 4 anos, com opções também para adultos e idosos. O prazo para matrícula termina no dia 17 deste mês. 

Para efetuar a inscrição, os responsáveis devem comparecer à secretaria dos equipamentos esportivos com as cópias da identidade da criança, do responsável e o comprovante de residência. A exceção é o Parque Olímpico da Barra, que recebe cadastro exclusivamente de forma online, por meio de formulário disponibilizado no perfil oficial da unidade no Instagram. 

Parque Olímpico da Barra. / Foto: Reprodução Prefeitura do Rio

O início do período de inscrições nas Vilas Olímpicas Jorginho da SOS, localizada no Complexo do Alemão, e Aldo Miccolis, no Encantado, dará prioridade total a quem já frequenta as atividades. Ao longo da primeira semana, as vagas serão destinadas unicamente à renovação dos alunos matriculados, sendo que o público geral só poderá ocupar os postos que restarem disponíveis após esse prazo.

As atividades das colônias de férias acontecerão entre os dias 21 e 31 de julho, de terça a sexta-feira. Cada vila olímpica tem seu próprio horário e atende a uma faixa etária específica. A programação inclui modalidades esportivas como futebol, basquete e vôlei, além de atividades recreativas na piscina, brincadeiras tradicionais, gincanas, piques e queimado. 

A iniciativa da secretaria visa preencher o tempo livre de crianças e jovens durante as férias escolares, garantindo que eles permaneçam em movimento dentro de espaços protegidos e com acompanhamento profissional. Além de focar na juventude, o projeto também estende a programação de esporte e lazer para as populações adulta e idosa em polos selecionados.

Endereços das unidades

  • Centro Esportivo Miécimo da Silva (Campo Grande)
    Rua Olinda Ellis, 470 – Campo Grande
  • CIAD (exclusivo para PCDs)
    Av. Presidente Vargas, 1.997 – Centro
  • Cidade das Crianças (Santa Cruz)
    Rodovia Rio-Santos, Km 0 – Santa Cruz
  • GREIP (Penha)
    Rua Santa Engrácia, s/n – Penha
  • Parque das Vizinhanças de Ramos
    Av. Guanabara, s/n – Ramos
  • Parque Machado de Assis (Santo Cristo)
    Rua do Pinto, 100 – Santo Cristo
  • Parque Radical de Deodoro
    Estrada Marechal Alencastro, 1357 – Ricardo de Albuquerque
  • Parque das Vizinhanças Dias Gomes
    Estrada do Camboatá, s/n – Deodoro
  • Parque Olímpico da Barra
    Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3401 – Barra da Tijuca
    Inscrições online via link divulgado no Instagram da unidade a partir de 07/07
  • Vila Olímpica Adílio (Vidigal)
    Av. Presidente João Goulart, s/n – Vidigal
  • Vila Olímpica Aldo Miccolis (Encantado)
    Rua Bento Gonçalves, 457 – Encantado
    Inscrições online para alunos matriculados
  • Vila Olímpica Artur da Távola (Vila Isabel)
    Rua Visconde de Santa Isabel, s/n – Vila Isabel
  • Vila Olímpica Clara Nunes (Coelho Neto)
    Rua Pedro Jório, 528 – Coelho Neto
  • Vila Olímpica Radialista “Apolinho” Washington Rodrigues (Gamboa)
    Rua da União, s/n – Gamboa
  • Vila Olímpica da Mangueira
    Rua Santos Melo, 73 – Mangueira
  • Vila Olímpica Dr. Ivanir de Mello
    Rua Aripuá, s/n – Ricardo de Albuquerque
  • Vila Olímpica Dr. Sócrates Brasileiro (Guaratiba)
    Rua Bidu Sayão, s/n – Guaratiba
  • Vila Olímpica Jorginho da SOS (Ramos)
    Estrada do Itararé, 460 – Ramos
    Inscrições iniciais apenas para alunos matriculados
  • Vila Olímpica Jornalista Ary de Carvalho (Vila Kennedy)
    Rua Paulino do Sacramento, s/n – Vila Kennedy
  • Vila Olímpica Mané Garrincha (Caju)
    Rua Carlos Seixas, s/n – Caju
  • Vila Olímpica Mestre André (Padre Miguel)
    Rua Marechal Falcão da Frota, 1782 – Padre Miguel
  • Vila Olímpica Municipal Seu Amaro (Maré)
    Rua Tancredo Neves, s/n – Maré
  • Vila Olímpica Nilton Santos (Ilha do Governador)
    Estrada do Rio Jequiá, s/n – Ilha do Governador
  • Vila Olímpica Oscar Schmidt (Santa Cruz)
    Estrada do Matadouro, s/n – Santa Cruz
  • Vila Olímpica Polo Jardim Bangu
    Rua Roque Barbosa, s/n – Bangu
  • Vila Olímpica Professor Manoel José Gomes Tubino (Jacarepaguá)
    Rua Cândido Benício, 2973 – Jacarepaguá
  • Vila Olímpica Waldir Pereira “Didi” (Recreio dos Bandeirantes)
    Av. Alfredo Balthazar da Silveira, 35 – Recreio dos Bandeirantes

Foto destaque: Divulgação Prefeitura RJ – Vila Olímpica de Ramos

Leia também: Violência ao redor: impactos na saúde mental de moradores da Zona Norte do Rio de Janeiro

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Messi amplia recorde e chega a 21 gols na história das Copas do Mundo; veja ranking https://portalfonte.com/messi-recorde-gols-copas-mundo/ https://portalfonte.com/messi-recorde-gols-copas-mundo/#respond Wed, 08 Jul 2026 12:22:18 +0000 https://portalfonte.com/?p=2534 Por Yago Martins – Estudante de Jornalismo Lionel Messi ampliou ainda mais sua vantagem como maior artilheiro da história das Copas do Mundo. Nesta terça-feira (07), o camisa 10 marcou na vitória de virada da Argentina por 3 a 2 sobre o Egito, resultado que garantiu a classificação da equipe para enfrentar a Suíça nas […]

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Por Yago Martins – Estudante de Jornalismo

Lionel Messi ampliou ainda mais sua vantagem como maior artilheiro da história das Copas do Mundo. Nesta terça-feira (07), o camisa 10 marcou na vitória de virada da Argentina por 3 a 2 sobre o Egito, resultado que garantiu a classificação da equipe para enfrentar a Suíça nas quartas de final.

Com o gol, o craque argentino chegou a 21 tentos em Mundiais, consolidando a liderança isolada no ranking histórico da competição.

Esta é a sexta Copa do Mundo disputada por Messi, que estreou no torneio em 2006. Além do recorde histórico, o argentino reassumiu a artilharia da edição atual, com oito gols, deixando para trás Kylian Mbappé e Erling Haaland, ambos com sete.

Até o momento, Messi marcou em todos os cinco jogos da Argentina, com três gols diante da Argélia, dois contra a Áustria e um diante de Jordânia, Cabo Verde e Egito.

No ranking histórico, Mbappé aparece na segunda posição, com 19 gols, seguido por Miroslav Klose, com 16. Ronaldo Fenômeno ocupa o quarto lugar, com 15 gols, enquanto Gerd Müller e Harry Kane dividem a quinta posição, com 14.

Just Fontaine soma 13 gols, e Pelé fecha a lista dos principais artilheiros da história das Copas do Mundo, com 12.

Foto destaque: Odd Andersen/AFP

Leia também: Ancelotti cita dor e quebra o silêncio após eliminação do Brasil

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Ancelotti cita dor e quebra o silêncio após eliminação do Brasil https://portalfonte.com/ancelotti-cita-dor-e-quebra-o-silencio-apos-eliminacao-do-brasil/ https://portalfonte.com/ancelotti-cita-dor-e-quebra-o-silencio-apos-eliminacao-do-brasil/#respond Tue, 07 Jul 2026 12:50:14 +0000 https://portalfonte.com/?p=2529 Por Yago Martins – Estudante de Jornalismo Depois da eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, com derrota por 2 a 1 para a Noruega, o técnico Carlo Ancelotti se manifestou pela primeira vez. Em publicação nas redes sociais, o treinador lamentou o resultado, mas reforçou a confiança no trabalho desenvolvido à frente da […]

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Por Yago Martins – Estudante de Jornalismo

Depois da eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, com derrota por 2 a 1 para a Noruega, o técnico Carlo Ancelotti se manifestou pela primeira vez. Em publicação nas redes sociais, o treinador lamentou o resultado, mas reforçou a confiança no trabalho desenvolvido à frente da equipe.

“Hoje a dor é grande. Mas a confiança no que estamos construindo não muda. Vamos seguir trabalhando pela nossa Seleção. Sempre juntos. Sempre Brasil!”, escreveu Ancelotti em sua conta oficial no Instagram.

Apesar da queda nas quartas de final, o italiano mantém números positivos desde que assumiu o comando da Seleção. Ao todo, são 17 partidas, com 10 vitórias, três empates e quatro derrotas, resultando em um aproveitamento superior a 64%.

Técnico tem contrato assinado com a Seleção até 2030. / Foto: Rafael Ribeiro – CBF

Na campanha da Copa do Mundo, o Brasil venceu três jogos, empatou um e sofreu apenas uma derrota, justamente diante da Noruega, que decretou a eliminação.

Agora, a comissão técnica volta as atenções para a próxima Data Fifa, marcada entre o fim de setembro e o início de outubro. A Seleção já tem dois amistosos confirmados contra a Austrália e a CBF ainda trabalha para agendar um terceiro compromisso diante de uma equipe asiática.

Ancelotti tem contrato com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até 2030 e segue como o responsável por conduzir o projeto da Seleção para o próximo ciclo de Copa do Mundo.

Foto destaque: Rafael Ribeiro / CBF

Leia também: Vestiário do Brasil tem choro, discurso de Ancelotti e adeus de Neymar

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Vestiário do Brasil tem choro, discurso de Ancelotti e adeus de Neymar https://portalfonte.com/vestiario-do-brasil-tem-choro-discurso-de-ancelotti-e-adeus-de-neymar/ https://portalfonte.com/vestiario-do-brasil-tem-choro-discurso-de-ancelotti-e-adeus-de-neymar/#respond Tue, 07 Jul 2026 12:39:14 +0000 https://portalfonte.com/?p=2524 Por Yago Martins – Estudante de Jornalismo O clima no vestiário da Seleção Brasileira após a derrota para a Noruega e a eliminação da Copa do Mundo foi de forte comoção. Entre lágrimas e um ambiente de abatimento, jogadores e comissão técnica fizeram discursos projetando o futuro da equipe. O técnico Carlo Ancelotti pediu resiliência […]

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Por Yago Martins – Estudante de Jornalismo

O clima no vestiário da Seleção Brasileira após a derrota para a Noruega e a eliminação da Copa do Mundo foi de forte comoção. Entre lágrimas e um ambiente de abatimento, jogadores e comissão técnica fizeram discursos projetando o futuro da equipe.

O técnico Carlo Ancelotti pediu resiliência ao grupo, destacou a importância de aprender com os erros e já voltou o foco para o próximo ciclo visando a Copa do Mundo.

Quem mais emocionou os companheiros foi Neymar. O camisa 10 voltou a chorar no vestiário, agradeceu pela convivência durante o último mês e meio e se despediu do elenco, reforçando a sensação de que pode ter feito sua última partida pela Seleção.

O Brasil foi superado pela Noruega no último domingo por 2×1, com gols de Haaland. / Foto: Nelson Terme – CBF

Antes mesmo da viagem aos Estados Unidos, o atacante já havia confidenciado a amigos e familiares que encarava a competição como sua “última dança” com a camisa do Brasil.

A delegação permaneceu cerca de duas horas no estádio antes de deixar o local. Bruno Guimarães, que desperdiçou um pênalti no primeiro tempo, deixou o estádio com os olhos marejados, enquanto Casemiro também se emocionou bastante, surpreendendo até integrantes da delegação.

Após a eliminação, os jogadores foram liberados da concentração e iniciaram o retorno ou seguiram viagem dentro dos Estados Unidos.

Foto destaque: Rafael Ribeiro / CBF

Leia também: Transformando vidas: o impacto do Instituto ABBA em Duque de Caxias

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Drama em Houston: Brasil vira sobre o Japão e avança às oitavas da Copa do Mundo https://portalfonte.com/drama-em-houston-brasil-vira-sobre-o-japao-e-avanca-as-oitavas-da-copa-do-mundo/ https://portalfonte.com/drama-em-houston-brasil-vira-sobre-o-japao-e-avanca-as-oitavas-da-copa-do-mundo/#respond Mon, 29 Jun 2026 23:04:54 +0000 https://portalfonte.com/?p=2518 Por Yago Martins – Estudante de Jornalismo O Brasil precisou mostrar força mental e poder de reação para seguir vivo na Copa do Mundo. Nesta segunda-feira (29), a Seleção Brasileira venceu o Japão por 2 a 1, de virada, em Houston, e garantiu vaga nas oitavas de final do Mundial. Casemiro e Martinelli marcaram os […]

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Por Yago Martins – Estudante de Jornalismo

O Brasil precisou mostrar força mental e poder de reação para seguir vivo na Copa do Mundo. Nesta segunda-feira (29), a Seleção Brasileira venceu o Japão por 2 a 1, de virada, em Houston, e garantiu vaga nas oitavas de final do Mundial. Casemiro e Martinelli marcaram os gols brasileiros, após Sano abrir o placar para os japoneses ainda no primeiro tempo.

A partida começou com o Brasil tendo mais posse de bola e buscando controlar as ações, mas encontrou pela frente um Japão organizado defensivamente e perigoso nos contra-ataques. A equipe asiática aproveitou um erro na saída de bola brasileira e abriu o placar aos 29 minutos, com Sano finalizando de fora da área.

O Japão abriu o placar, mas a Seleção Brasileira virou o placar. / Foto: Rafael Ribeiro – CBF

Atrás no marcador, a Seleção voltou para o segundo tempo com outra postura. Carlo Ancelotti ajustou a equipe, aumentou a presença ofensiva e passou a explorar mais as jogadas pelos lados do campo. A pressão surtiu efeito aos 56 minutos, quando Casemiro apareceu na área para marcar de cabeça e deixar tudo igual.

O empate deixou o Brasil mais confiante, mas o gol da classificação só veio no fim. Já nos acréscimos, Bruno Guimarães encontrou Gabriel Martinelli, que saiu do banco de reservas e marcou o gol da virada, garantindo uma vitória dramática para a Seleção Brasileira.

Agora, a Seleção Brasileira aguarda o vencedor do confronto entre Noruega e Costa do Marfim para conhecer o adversário nas oitavas de final da Copa do Mundo.

Foto destaque: Rafael Ribeiro/CBF

Leia também: Recuperação desigual: praias da Zona Sul avançam, mas Ilha do Governador ainda espera por melhorias

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Violência ao redor: impactos na saúde mental de moradores da Zona Norte do Rio de Janeiro https://portalfonte.com/violencia-ao-redor-impactos-na-saude-mental-de-moradores-da-zona-norte-do-rio-de-janeiro/ https://portalfonte.com/violencia-ao-redor-impactos-na-saude-mental-de-moradores-da-zona-norte-do-rio-de-janeiro/#respond Fri, 26 Jun 2026 16:18:56 +0000 https://portalfonte.com/?p=2485 Por Thalita Vieira, Gabriela Araújo e João Franco – OlharAstuto RJ “Eu entrei em um lugar e a passageira não avisou que era comunidade. O lugar, não indicava que era comunidade, não tinha uma barricada ou algo na parede escrito ser de alguma facção, por exemplo. Ao entrar no lugar, um cara me abordou botando a […]

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Por Thalita Vieira, Gabriela Araújo e João FrancoOlharAstuto RJ

“Eu entrei em um lugar e a passageira não avisou que era comunidade. O lugar, não indicava que era comunidade, não tinha uma barricada ou algo na parede escrito ser de alguma facção, por exemplo. Ao entrar no lugar, um cara me abordou botando a arma na minha cara e falando: ´Tu tá maluco? Tira a porr@ do capacete!”

​- João Pedro, 20 anos, motorista de aplicativo

“Eu já acordei assustado às seis da manhã. Tiro ‘comendo’ solto.”

​- Matheus, Morador do Chapadão, 30 anos

Carro de polícia em Bonsucesso – Gabriela Araújo / OlharAstuto

Esses relatos são muito comuns no cotidiano. A violência sempre ocupou um espaço na vida dos cariocas. O que antes surgia apenas em situações extremas agora acompanha trajetos simples do dia a dia, como ir ao trabalho, estudar ou caminhar pelas ruas. No dia a dia, a insegurança ultrapassa os impactos físicos e passa a atingir também a saúde mental da população, alterando hábitos, comportamentos e a forma como as pessoas enxergam a própria realidade. 

“O Brasil nunca foi um país pacífico.” A frase, retirada do artigo Violência que afeta a saúde de Maria Cecília de Souza Minayo, resume parte da história brasileira. Desde o início de sua formação, o país foi marcado por conflitos e episódios de violência: a escravidão indígena e negra, disputas territoriais e conflitos sociais que, em muitos casos, persistem até hoje.

Atualmente, a sensação de insegurança tornou-se cada vez mais presente no cotidiano da população. Não há como sair de casa sem se atentar às precauções que passaram a fazer parte da rotina de muitos cariocas:

• Se a bolsa está bem próxima ao corpo;
• Se o celular está escondido no fundo da bolsa;
• Colocar o dinheiro dentro da calça ou do sutiã;
• E estar sempre atento às pessoas ao seu redor.

Pequenos hábitos deixaram de ser apenas cuidados e passaram a representar tentativas diárias de prevenção. Ainda assim, todo cuidado parece insuficiente. Basta um momento de distração para que alguém se torne vítima de assalto, agressão ou até situações mais graves. De acordo com O G1, houve uma queda nas mortes violentas em comparação ao ano de 2024 – quase 11% e nas mortes causadas por policiais em 39,5% em comparação a 2024. 

A própria personalidade do carioca é frequentemente descrita como “agressiva” ou de “temperamento forte”, interpretação que muitas vezes ignora os contextos sociais e a realidade vivida por cada indivíduo. Diante disso, surge uma questão: seria a violência um dos fatores capazes de influenciar comportamentos da população carioca?

“Por que será que somos assim? De temperamento forte?“. Esse é o questionamento da  Márcia Cristina, de 40 anos, moradora da Abolição. Para além de um traço cultural, alguns especialistas apontam que a exposição contínua à violência impacta diretamente a saúde mental das pessoas. 

Pesquisas realizadas em territórios marcados pela violência urbana mostram que os impactos vão muito além do medo momentâneo. Dados do projeto Construindo Pontes (2019), realizado pela Redes da Maré, revelam que pessoas expostas a situações de violência armada apresentam sintomas específicos para a saúde física e emocional. Entre os entrevistados que vivenciaram episódios de tiroteio, 44% relataram prejuízos à saúde mental e 29% apontaram impactos na saúde física.  Fora os efeitos emocionais apresentando-se ainda mais profundos: 12% afirmaram já ter tido pensamentos suicidas e 30% relataram pensamentos relacionados à morte. 

Os números mostram que a violência vai além de confrontos. Esse medo constante e ameaça frequente de conflitos armados acabam se transformando em um problema de saúde pública que interfere diretamente no bem-estar emocional. Esses estudos realizados na Maré também apontam que um terço dos moradores afirma ter a saúde mental afetada pela violência, enquanto grande parte relata viver um estado permanente de medo.

(INFOGRÁFICO)

Dados recentes do Instituto Fogo Cruzado mostram que a violência armada continua fazendo parte da rotina do Rio de Janeiro. Em fevereiro, confrontos entre facções e milícias resultaram em 14 tiroteios e deixaram 30 pessoas baleadas, sendo 19 mortas e 11 feridas. Apesar da redução no número de ocorrências, especialistas apontam um cenário preocupante: redução dos confrontos e aumento de vítimas, evidenciando uma violência mais letal e intensa. Em regiões marcadas por conflitos frequentes, como a Zona Norte, o impacto interfere no cotidiano e bem-estar emocional da população. 

Os números ajudam a dimensionar o problema, mas os impactos da violência vão além das estatísticas. 

(INFOGRÁFICO)

A população é jogada em uma ´´zona de perigo“, onde  os policiais não conseguem manter a segurança e o Governo demonstra pouca atenção às necessidades dos cariocas e das forças de segurança. Diante das circunstâncias, histórias individuais ajudam a mostrar como a insegurança se manifesta de diferentes formas. Seja no trajeto para o trabalho, dentro de casa ou em momentos considerados comuns, moradores da zona norte convivem com situações de medo. 

Os relatos a seguir reúnem experiências de um motorista de aplicativo e de moradores da zona norte, que preferiram não mostrar o rosto por questão de segurança. Em comum, as histórias revelam cenários marcados pelo desespero, tensão e mudanças.

Trajeto marcado pelo medo

João Pedro, motorista de aplicativo – Thalita Vieira / OlharAstuto

João Pedro tem 20 anos e trabalha como motorista de aplicativo para pagar a faculdade de Gestão Financeira. Ele conta que evita certos lugares como comunidades, e não passa por eles em período noturno.  

“O bandido não é burro, então ele rouba no lugar próximo de comunidade para ter tempo de voltar” Afirma.

Segundo João, a insegurança afeta sua saúde mental. Ele relata sentir ansiedade antes de sair para trabalhar, com receio de não conseguir voltar para casa. “É comum o motorista ser roubado e morto” , diz.

O motorista relata que o medo também é presente entre seus passageiros. O mesmo conta que ao desviar um pouco da rota o cliente fica apreensivo. “Teve uma vez que uma pessoa me perguntou se eu iria sequestrá-la. Estava brigando, falando que iria descer, por medo”, relembra.

Ao final da entrevista, ele deixa um conselho para quem pensa em ingressar na profissão: “Não recomendo trabalhar nesse ramo, a não ser que precise muito.”

Medo em favelas

Paisagem Bonsucesso – Thalita Vieira / OlharAstuto

Os relatos também aparecem entre moradores que convivem diariamente com a violência dentro das comunidades.

Matheus, morador da Penha, relata que evita passar por lugares como Anchieta e Mariópolis, regiões onde já foi vítima de assaltos. Além disso, prefere não sair para trabalhar em dias de jogos de futebol, pois acredita que o aumento da circulação de pessoas e episódios de violência nessas ocasiões elevam a sensação de insegurança. 

“Teve uma vez que o ‘caveirão’ entrou e eu não consegui trabalhar porque ‘tava’ rolando muito tiro e eu não quis descer de casa”, conta.

Matheus utiliza uma bicicleta elétrica como principal meio de transporte, que normalmente alcança cerca de 32 km/h. No entanto, ele afirma ter feito algumas configurações para aumentar a velocidade do veículo. “Se eu ficar andando nessa velocidade qualquer um correndo do meu lado consegue me assaltar”, afirma.

Outra moradora de comunidade, que preferiu não se identificar por questões de segurança, afirma que o receio de permanecer nas ruas aumentou após vivenciar situações de violência e confrontos armados.

Ela também critica a romantização das comunidades. “Tem gente que acaba romantizando: ‘Ah, favela venceu’. Como pode uma favela vencer? É um lugar que não tem estrutura nenhuma de ter pessoas morando ali”, afirma.

Entre as lembranças mais marcantes, a entrevistada relembra o dia em que ela e o pai ficaram no meio de um tiroteio. Segundo ela, os dois se abrigaram em um local que consideravam seguro, mas os disparos começaram a se aproximar e o som dos tiros era tão intenso que a fez esquecer qualquer outro pensamento. 

Pouco depois, ouviram um forte estrondo e perceberam que bandidos haviam entrado na área.  “Depois de alguns minutos ouvimos batidas fortes no portão principal. Eram os policiais. Eles estavam querendo empurrar a porta à força . Nisso, o meu pai estava na porta falando que não encontrava a chave e que eu estava lá dentro também. Os policiais, vendo isso, pensaram que meu pai era envolvido. Percebi que ele estava desesperado, então comecei a gritar para avisar que eu também estava ali.  Na minha cabeça, eles não entrariam atirando, porque havia uma mulher dentro da casa. Eu estava com muito medo de que minha casa virasse uma espécie de carnificina, como já aconteceu em diversos lugares durante operações”, relata. 

Entrevista com moradora 

Embora tenha se mudado do lugar em que vivia, a sensação de insegurança permanece. Ela afirma que qualquer notícia relacionada à violência na região onde mora ainda desperta medo e ansiedade.

Ao final da entrevista, faz um apelo para que as pessoas compreendam a realidade vivida por quem mora em áreas afetadas pela criminalidade. “As pessoas de fora não veem a realidade. Essas pessoas acabam pensando que só aquilo que está sendo mostrado é o que está sendo vivido, mas não é isso. [..] São pessoas que convivem com a criminalidade batendo na porta de casa. Presencia isso todos os dias”, conclui.

Palavra de especialista

Diego Mendonça, Mestre em Psicologia Clínica pela UFPR – João Franco / OlharAstuto

Os relatos apresentados ao longo desta reportagem demonstram como a violência ultrapassa os danos físicos e materiais, afetando também a saúde mental da população. Muitos moradores de centros urbanos procuram frequentemente consultórios de psicanálise e psiquiatria para tratar os sintomas de estresse, justamente por essa insegurança constante.

De acordo com o psicólogo Diego Mendonça, mestre em psicologia clínica e discente do Doutorado em Psicologia Social, a exposição frequente à violência pode gerar consequências psicológicas significativas.  “A normalização da violência é perigosa, tanto quanto a exposição da violência”, afirma.

Segundo o especialista, o contato constante com situações de risco pode desencadear sintomas como ansiedade, depressão, estresse crônico e até transtorno de estresse pós-traumático. No entanto, esses impactos nem sempre são percebidos pela sociedade, que muitas vezes encara a violência como algo comum do cotidiano carioca.

“Se uma pessoa não está com as suas necessidades básicas garantidas, isso compromete seu próprio crescimento como pessoa”, destaca.

Para Diego, um dos principais desafios enfrentados pela população é o acesso aos serviços de saúde mental e a profissionais especializados. “É muito curioso porque o Brasil é um dos países que mais tem psicólogos, mas ainda assim a psicoterapia clínica, muitas vezes, encontram-se inacessíveis para população”, explica.


A violência urbana não se resume aos números divulgados em relatórios ou às manchetes em jornais. Ela se manifesta no silêncio de quem evita sair de casa, na ansiedade antes de ir ao trabalho e no medo que acompanha moradores mesmo após o fim dos confrontos. As histórias apresentadas nesta reportagem mostram que a violência na Zona Norte do Rio de Janeiro ultrapassa os limites da segurança pública e se transforma em uma questão que afeta a qualidade de vida e o bem-estar emocional de toda a população. 

Entre estatísticas e relatos, uma certeza permanece: a violência deixa marcas que nem sempre podem ser vistas. E, enquanto milhares de pessoas continuarem vivendo com insegurança, a busca por uma cidade mais segura e por uma vida com mais tranquilidade continuará sendo um dos maiores desafios da sociedade carioca.

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Organização social acolhe crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e mostra como a articulação entre solidariedade, educação e terceiro setor pode mudar realidades na Baixada Fluminense.

Por Victoria Thomaz e Paulo Vitor Alonso Estudantes de Jornalismo

Em meio aos desafios sociais enfrentados por milhares de famílias em Duque de Caxias, iniciativas da sociedade civil têm desempenhado um papel fundamental na promoção da cidadania e da inclusão. Entre elas está o Instituto ABBA, organização que atua no acolhimento e no desenvolvimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, oferecendo suporte, orientação e oportunidades para a construção de um futuro melhor.

Mais do que um espaço de assistência, o Instituto se tornou uma rede de proteção para jovens que convivem diariamente com dificuldades econômicas, sociais e emocionais. Por meio de ações voltadas ao cuidado, à educação e ao fortalecimento de vínculos, a instituição busca proporcionar novas perspectivas para aqueles que muitas vezes se encontram à margem das políticas públicas tradicionais.

Segundo Letícia Braz, coordenadora do Instituto, a organização nasceu da necessidade urgente de atender crianças e adolescentes que precisavam de apoio e acompanhamento em um contexto marcado por diversas vulnerabilidades.

“Desde então, o trabalho desenvolvido tem sido pautado pelo compromisso social e pelo desejo de transformar vidas por meio da acolhida e da atenção às necessidades de cada indivíduo”, destaca a coordenadora.

Acolhimento como ferramenta de transformação

O processo de acolhimento realizado pelo Instituto vai além da assistência imediata. A proposta pedagógica e social é criar um ambiente seguro, onde os jovens possam se desenvolver de forma saudável, fortalecendo sua autoestima e ampliando suas perspectivas de vida e carreira.

Em comunidades onde o acesso a oportunidades muitas vezes é limitado, iniciativas como a do Instituto ABBA contribuem diretamente para reduzir desigualdades e promover a inclusão social. O trabalho realizado pela equipe técnica e pelos voluntários busca oferecer não apenas apoio material, mas também suporte emocional e acompanhamento contínuo.

Para Letícia Braz, cada pessoa atendida representa uma história única e um potencial que merece ser desenvolvido. Ao longo dos anos, diversas trajetórias de superação demonstraram a importância do trabalho realizado pela organização e reforçaram a necessidade de manter e ampliar as ações desenvolvidas.

Corrida Comunitária. Foto: Instituto Abba

Desafios permanentes e o papel da comunidade

Assim como outras organizações do terceiro setor, o Instituto ABBA enfrenta desafios constantes para manter suas atividades acadêmicas e assistenciais em pleno funcionamento. A sustentabilidade financeira é uma das principais preocupações, já que a instituição depende de doações, parcerias e do engajamento da comunidade local para continuar oferecendo seus serviços gratuitamente.

Além da captação de recursos, a ONG também lida diariamente com demandas crescentes e com a necessidade de ampliar sua capacidade de atendimento. Ainda assim, o compromisso dos voluntários e colaboradores tem sido o pilar fundamental para garantir a continuidade dos projetos.

O papel das ONGs na construção de futuros

No cenário contemporâneo, as organizações não governamentais desempenham uma função social estratégica na pesquisa empírica, na promoção de oportunidades e no fortalecimento das comunidades. Ao atuar diretamente junto à população mais vulnerável, essas instituições conseguem identificar demandas específicas e desenvolver tecnologias sociais voltadas para a transformação real.

Para a coordenação do Instituto, o trabalho realizado pelas ONGs representa uma possibilidade concreta de reconstrução de trajetórias e de criação de novos horizontes para crianças e adolescentes que enfrentam situações adversas. A motivação para seguir atuando está justamente nos resultados observados ao longo do tempo: cada conquista alcançada pelos jovens atendidos reforça a importância da missão desenvolvida pela instituição.

Um convite à solidariedade e à extensão universitária

Mais do que apresentar o trabalho de uma organização social, a história do Instituto ABBA convida a comunidade acadêmica — estudantes, professores e pesquisadores — à reflexão sobre a responsabilidade coletiva na construção de uma sociedade mais justa. O espaço também se consolida como um campo fértil para o desenvolvimento de projetos de extensão universitária, estágios e ações voluntárias multidisciplinares.

Ao abrir suas portas para acolher quem mais precisa, o Instituto ABBA reafirma diariamente que transformar vidas é possível quando existe disposição para cuidar, ouvir e, acima de tudo, acreditar no potencial humano.

Como ajudar?

Para conhecer mais sobre os projetos, se voluntariar ou realizar doações, entre em contato com o Instituto ABBA através de suas redes sociais oficiais, do whatsapp: (21) 97342-6796 ou visite a sede da instituição em Duque de Caxias: Rua Lauro Sodré, Lt 21, Duque de Caxias, RJ — 25040-060

Imagem destaque: Victoria Thomaz

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Sem lugar para parar: a rotina invisível dos motoristas de aplicativo que fazem entregas no Rio https://portalfonte.com/sem-lugar-para-parar-a-rotina-invisivel-dos-motoristas-de-aplicativo-que-fazem-entregas-no-rio/ https://portalfonte.com/sem-lugar-para-parar-a-rotina-invisivel-dos-motoristas-de-aplicativo-que-fazem-entregas-no-rio/#respond Fri, 26 Jun 2026 14:40:07 +0000 https://portalfonte.com/?p=2477 Sem acesso regulamentado a áreas de carga e descarga e vulneráveis a multas, entregadores que usam carros de passeio precisam recorrer a estacionamentos pagos ou caminhar longas distâncias para concluir o trabalho. Por Paulo Vitor Alonso e Victoria Thomaz Estudantes de Jornalismo A expansão do comércio eletrônico e dos serviços de logística por plataformas digitais […]

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Sem acesso regulamentado a áreas de carga e descarga e vulneráveis a multas, entregadores que usam carros de passeio precisam recorrer a estacionamentos pagos ou caminhar longas distâncias para concluir o trabalho.

Por Paulo Vitor Alonso e Victoria Thomaz Estudantes de Jornalismo

A expansão do comércio eletrônico e dos serviços de logística por plataformas digitais transformou a paisagem urbana das grandes cidades brasileiras. No entanto, por trás da conveniência da entrega rápida, esconde-se a dura realidade de uma categoria profissional que cresce em ritmo acelerado, mas permanece marginalizada pela legislação de trânsito: os motoristas de aplicativo que realizam entregas utilizando veículos particulares de passeio.

Apesar de já estarem integrados à dinâmica socioeconômica da capital fluminense há um bom tempo, esses trabalhadores relatam que suas demandas continuam ignoradas pelo poder público. Sem pontos regulamentados para estacionar, muitos precisam recorrer a artimanhas diárias, como esconder o veículo em ruas sem saída ou parar a centenas de metros de distância do endereço final para conseguir efetuar o desembarque das mercadorias.

O impasse do CTB e as regras municipais

O principal nó górdio da categoria reside na contradição entre a legislação federal e a fiscalização local. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o ato de carga e descarga está atrelado à natureza da operação, e não ao tipo de veículo. O texto federal não restringe carros de passeio de utilizarem essas vagas, desde que estejam, de fato, operando o embarque ou desembarque de volumes.

O Artigo 47 do CTB estabelece que as vagas de carga e descarga devem ser regulamentadas pelo órgão de trânsito responsável pela via (no caso da capital, a CET-Rio). Além disso, o Artigo 181, que dispõe sobre as infrações de estacionamento irregular, não pune especificamente automóveis civis nestas áreas. Contudo, o próprio código determina que o motorista deve respeitar a sinalização local — e é aí que o problema começa. As placas instaladas nas ruas do Rio de Janeiro restringem o uso das vagas estritamente a Veículos Urbanos de Carga (VUC) e utilitários.

Na prática, isso cria uma armadilha burocrática: o entregador que utiliza um carro comum, ao tentar fazer o seu trabalho usando a vaga de carga e descarga, fica sujeito a multas graves e reboque.

Relato de quem vive a rotina das ruas

Para compreender o impacto desse vácuo normativo no cotidiano, a reportagem entrevistou o motorista Marcos Paulo, que detalhou as principais dificuldades enfrentadas pela categoria no Rio de Janeiro.

Paulo Vitor: Quais regiões do Rio de Janeiro apresentam mais dificuldades para estacionar durante as entregas?

Marcos Paulo: A Zona Sul e o Centro do Rio de Janeiro são, sem dúvidas, as regiões mais desafiadoras para nós. Além da escassez crônica de vagas públicas, o movimento é intenso. Enfrentamos tanto o risco de sofrer furtos enquanto nos afastamos para subir em um prédio quanto a enorme dificuldade para achar qualquer local seguro para encostar o carro.

Paulo Vitor: Como você costuma agir quando não encontra uma vaga próxima ao local da entrega?

Marcos Paulo: Quando não há vaga perto do destino, somos obrigados a deixar o veículo em locais muito distantes e concluir o restante do trajeto a pé, carregando as caixas ou sacolas. Os estacionamentos pagos surgem como alternativa em casos extremos, mas o custo deles pesa direto no bolso e consome a nossa margem de lucro, tornando essa escolha inviável na maioria das vezes.

Paulo Vitor: As áreas de carga e descarga costumam atender às necessidades de quem faz entregas por aplicativo?

Marcos Paulo: Raramente. Essas vagas são limitadas e os agentes de fiscalização priorizam os caminhões grandes de abastecimento. Mesmo se encontrarmos uma vaga dessas vazia, o risco de sermos multados por estarmos em um carro de passeio comum é altíssimo, então a gente prefere não arriscar.

Carro de um entregador de aplicativo parado na vaga de carga e descarga Foto: Paulo Vitor

Precedentes abrem caminho para cobrança por direitos

A demanda por regulamentação ganha força quando observamos que a prefeitura do Rio de Janeiro já desenvolveu soluções de mobilidade para outras modalidades de transporte por aplicativo. Nos últimos anos, os motoristas voltados ao transporte de passageiros (como Uber e 99) conquistaram bolsões regulamentados para embarque e desembarque em pontos estratégicos de grande fluxo, como shopping centers, rodoviárias e nos aeroportos do Galeão e Santos Dumont.

Da mesma forma, o poder público municipal voltou as atenções para os motoboys e entregadores de refeições. Em uma parceria firmada com a iniciativa privada, a prefeitura instalou três pontos de apoio oficiais equipados com infraestrutura de descanso e suporte para esses profissionais, localizados em Botafogo, Barra da Tijuca e Tijuca.

Diante do amparo dado às outras ramificações da economia dos aplicativos, os entregadores em veículos de passeio agora reivindicam um posicionamento e ações institucionais semelhantes por parte da administração municipal. A categoria pleiteia a revisão da sinalização urbana ou a criação de credenciais específicas que validem a atividade dos automóveis civis a serviço das plataformas, garantindo o direito de trabalhar sem o fantasma da punição.

Imagem destaque: Paulo Vitor Alonso

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