Por Vitória Sá Estudante de Jornalismo
Localizada em edificação histórica que teve um papel fundamental no enfrentamento a emergências sanitárias há mais de cem anos, a reabertura do Pavilhão do Relógio aconteceu no dia 1 de junho com a inauguração de duas exposições. A primeira, Memórias da Covid, é uma mostra virtual dedicada à atuação da Fiocruz durante a pandemia. A segunda, Favela Viva: enfrentamentos à pandemia de Covid-19 em Maré e Manguinhos, que está aberta à visitação presencial.
A exposição Favela Viva destaca um olhar humanizado sobre como os moradores da Maré e de Manguinhos atravessaram a crise sanitária global, destacando os desafios reais dos moradores que enfrentaram o acesso limitado a condições básicas de saúde. A exposição está situada no circuito de visitação do Museu da Vida Fiocruz, no campus Manguinhos.
Graduanda em história, a educadora Danielle Figueiredo fala da experiência de ingressar no processo de planejamento da exposição. “Eu tive a oportunidade de participar desde o começo dessa pesquisa que vem sendo desenvolvida até chegar na exposição. Há quase 3 anos, já tinha a curadoria participativa, o grupo curador que são lideranças do território de Maré e Manguinhos, da comunicação, que, junto à Fiocruz, planejaram e articularam todo o processo dessa exposição.”
A divisão em oito módulos oferece uma experiência interativa e acessível, combinando dados técnicos com recursos como objetos táteis, mapas e jogos de combate às fake news. No segundo semestre de 2026, a exposição deixa o Pavilhão do Relógio para percorrer escolas, bibliotecas e museus locais nos territórios da Maré e Manguinhos.

Já a exposição virtual Memórias da Covid, que também está disponível on-line, apresenta uma linha do tempo da pandemia do Sars-CoV-2, o novo coronavírus, com foco na atuação da Fiocruz. Reúne acontecimentos entre dezembro de 2019, assim que surgiram os principais alertas internacionais sobre a doença, e maio de 2023, o marco de encerramento da pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Agora eu sou educadora do museu, e estamos muito felizes com a exposição que inaugurou dia 1º de junho, e, hoje, dia 17 de junho, temos quase mil visitantes, incluindo escolas.” Disse Danielle, educadora e funcionária do Museu da Vida Fiocruz.
A exposição “Favela Viva” é aberta ao público com visitação livre até 10 pessoas. Para grupos maiores, o agendamento deve ser feito no centro de recepção . Estará disponível no pavilhão do relógio até o dia 31 de agosto. Terça a Sexta das 9h às 16:30, e aos sábados das 10h às 16h. Já a exposição virtual “Memórias da Covid-19” encontra-se disponível 24hrs através do link de acesso
Fonte: Portal Fiocruz
Imagem destaque: Vitória Sá



